Uma revisão rápida de alguns
métodos de se observar o que não é acessível
aos sentidos comuns
Resumo
Durante séculos, os homens sonharam em observar
o invisível, em ter acesso a coisas ocultas, em devassar aquilo
que aparentemente estaria fora do alcançe dos sentidos comuns.
Entretanto, a evolução natural da Ciência mostrou
que há fenômenos que nunca podem ser captados por nossos
sentidos ordinários, mas que podem se tornar tangíveis
por meio de transdutores ou meios especiais. O papel desses meios é
de ser um intermediário entre o fenômeno e os sentidos
comuns. Nesse texto fazemos uma revisão comentada de alguns métodos
de observação do invisível (a partir de exemplos
da física). Em particular, analisamos em detalhes o fenômeno
das fotos Kirlian. Obviamente essa discussão também pode
trazer subsídios ao futuro da pesquisa espírita experimental
como discutido na conclusão deste texto.
Contéudo
1 - Introdução classificatória
dos fenômenos naturais
2 - Acessando o "imponderável"
3 - Radiações invisíveis (causas materiais)
· Raio X
· Ondas de Rádio
4 - Fenômenos limiares (causas materiais)
· Câmara de Núvens
· Câmera Schlieren
· Câmera Kirlian
5 - Comentários finais
6 - Referências
1 - Introdução classificatória dos fenômenos
naturais
O universo que vivemos é um tecido de fenômenos
distintos, muitos deles cíclicos, outros esporádicos.
Da grande classe de fenômenos existentes descobriu-se, ao longo
do progresso da ciência, que apenas uma parcela ínfima
deles é acessível à observação comum.
Podemos dividir os fenômenos, quanto a acessibilidade pelos sentidos
ordinários em grandes classes:
· Fenômenos observáveis
pelos sentidos comuns, fáceis de se observar, cíclicos,
facilmente previsíveis e de grande impacto: por exemplo, eclipses
do sol, da Lua, a passagem e o fluxo das coisas da Natureza mais próxima
- são o grupo de fenômenos que forma nossa vizinhança
comum e de onde extraimos nossas principais experiências de vida;
· Fenômenos observáveis
pelos sentidos comuns mas no limiar da resolução de captação
desses sentidos. Por exemplo, o ruído dos morcegos (a freqüências
sonoras muito altas - acima de 20KHz, mas modulados de forma a serem
parte audíveis); fenômenos celestes no limite de acuidade
visual;
· Fenômenos observáveis
mais muito raros e aperiódicos: são aqueles que se podem
acessar pelos sentidos mas que contam com reduzidas testemunhas. Por
exemplo, os famosos "raios em bola" [6] - descargas atmosféricas
em forma de esferas que surgem durante as tempestades. Outro exemplo
é a queda de meteoritos. Em geral, esses fenômenos são
de difícil descrição teórica justamente
porque não ocorrem sempre, por isso a aceitação
geral deles é tardia ou limitada;
· Fenômenos não
observáveis pelos sentidos comuns e cíclicos. A imensa
maioria dos fenômenos naturais encontra-se nessa classe: emissão
de ondas de raio, raios X pelo Sol, estrelas e corpos celestes, o ruído
em infrasom dos insetos, os ruídos supersônicos além
do limiar audível, radiações e partículas
invisíveis que banham a Terra vindas do espaço ou de corpos
radioativos;
· Fenômenos não
observáveis pelos sentidos comuns e aperiódicos. São
os fenômenos mais difíceis aparentemente. A ciclicidade
dos fenômenos está fortemente ligada as causas dos mesmos.
Em geral, fenômenos cíclicos tem causas concebivelmente
simples: o farfalhar das folhas de uma árvore se deve a ação
do vento, a mudança das estações à mudança
da altura aparente do sol ao longo do ano etc. Já os fenômenos
aperiódicos são de mais difícil explicação.
Fenômenos não acessíveis aos sensos comuns, aperíodicos
e raros formariam a classe mais difícil de teorização.
Os fenômenos espíritas pertencem a classe dos fenômenos
não acessíveis aos sentidos comuns, aperiódicos
mas não raros. Estão fora do alcançe dos sentidos
ordinários (ainda que possam ser acessados por um aperfeiçoamento
desses sentidos - a mediunidade) mas sua aciclicidade não se
deve a uma causa necessariamente complexa mas sim inteligente.
A fig. 1 mostra um quadro resumo dos tipos existentes
de fenômenos segundo essa classificação
Fig. 1 Esboço de uma classificação
geral dos fenômenos naturais segundo a acessibilidade aos sentidos
ordinários, freqüência de ocorrência e causa
2 - Acessando o "imponderável"
O fato de um determinado fenômeno tornar-se acessível
por meio de uma transformação natural (por exemplo, numa
reação química entre dois reagentes incolores produzindo
um outro com uma cor muito viva) ou de um dispositivo intermediário
- um medium - cerca o executor da operação ou o próprio
dispositivo de uma aura de mistério. Isso porque, muitas vezes,
a teoria por detrás do fenômenos é desconhecida.
Sabemos que grande parte do conhecimento científico está
na forma teórica - o que significa que fenômenos devem
estar harmonicamente ligados às teorias que os pretendem explicar.
Assim sendo, abrir os sentidos humanos a esses fenômenos (aqueles
de difícil aceitação por interagirem fracamente
com nossos sentidos) também abre perpectivas teóricas
antes inimagináveis pois, muitas vezes, esses fenômenos
inacessíveis são regidos por leis particulares distintas
dos fenômenos ordinários. A história das ciências
está repleta de muitos exemplos nesse sentido. De modo geral,
todos os fenômenos ou ocorrências não ordinárias
(para além dos limites sensoriais), para se tornarem conhecidos,
envolvem algum tipo de meio ou sistema intermediário que é
responsável por acessar diretamente os sentidos humanos. E não
poderia ser de outra forma uma vez que nosso vínculo com o mundo
externo está ligado exclusivamente a posse desses sentidos (fig.
2). As teorias científicas devem não só explicar
os fenômenos naturais mas também prover subsídios
para que possamos compreender como tais fenômenos podem influenciar
nossos sentidos (quais os meios para isso, ainda que indiretos). De
acordo com a Fig. 2, podemos ver que não temos acesso diretamente
aos fenômenos, mas sim aos sinais por eles gerados. Nesse processo
de transmissão de sinais, há obviamente interferências
externas e atenuações que modificam o quadro aparente
dos fenômenos para o observador.

Assim sendo, para "acessar o imponderável"
precisamos de um dispositivo ou meio que faça a conversão
entre os sinais característicos da ocorrência "não-sensorial"
e os nossos próprios sentidos. Precisamos, antes disso, de uma
ciência que nos permita entender como isso é possível.
Analisemos brevemente aqui o mecanismo de alguns desses dispositivos
- com origem material - para depois inferir regras gerais para a busca
e pesquisa dos fenômenos espíritas em particular sobre
a possibilidade de se dispensar o mecanismo humano - os médiuns
com instrumentos par excelence da pesquisa espírita. Para tanto
vamos examinar resumidamente a descoberta de algumas radiações
e o mecanismo de funcionamente de dispositivos que servem à pesquisa
da matéria que não impressiona os sentidos ordinários
mostrados na Fig. 2.
3 - Radiações invisíveis (causas materiais)
Raio X
A 8 de Novembro de 1895, o professor alemão Wilhelm
Conrad Röntgen (1845-1923), enquanto trabalhava em seu laboratório
em Wurzburg, prestou atenção a irradiações
luminosas que partiam de uma tela emulsionada com platinocianeto de
bário, todas as vezes que ligava um dos seus "tubos de Crookes",
um dispositivo de raios catódicos inventado por William Crookes
(1832-1919). A tela estava localizada longe do tubo e sempre reluzia
ainda que qualquer outro objeto fosse colocado na linha que a ligava
ao tubo. Röntgen foi capaz de mostrar a propriedade de penetração
desses raios, fornecendo ao mundo a primeira "radiografia"
e um método eficaz de pesquisa médica e física.
A descoberta de Röntgen foi totalmente acidental
pois os raios emitidos pelo tubo de Crookes são completamente
invisíveis. Hoje sabemos que se devem à colisões
de minúsculas partículas (elétrons) na parede do
tubo que os gera. Na época de Röntgen a realidade dessas
partículas (igualmente invisíveis) era absolutamente desconhecida.
Atentando para o desenho da Fig. 3, vemos que a “realidade”
(no sentido de sua impressão a um sentido ordinário –
a visão) foi inferida indiretamente por meio da placa emulsionada
com o sal de bário que tem a propriedade de emitir luz toda vez
que atingida pelos raios X. Acidentalmente também, Röntgen
descobriu que esses raios não eram barrados por obstruções
materiais. Trocando a placa por uma chapa fotográfica e o objeto
por um membro do corpo humano, a radiografia médica estava inventada.
Fig. 3 Esquema da descoberta de Röntgen (Raios
X)
Ondas de Rádio
A base teórica para compreensão e previsão
da existência de ondas de rádio foi feita por James Clerk
Maxwell em 1873 em seu artigo "A dynamical theory of the electromagnetic
field" publicado na Royal Society. De acordo com [1], David Hughes
em 1878 mostrou que sua balança de indução provocava
ruídos em um telefone construído em casa por ele. Na época,
sua descoberta foi desqualificada como sendo efeito de indução
de correntes. Entre 1886 e 1888, Heinrich R Hertz validou a teoria de
Maxwell por experimentação, demonstrando que a radiação
gerada por ele tinha característica de ondas. No Brasil, o padre
Landell de Moura conduziu experimentos por volta de 1893 sobre um dispositivo
de rádio primitivo.
Na essência do experimento de Hertz estava
a produção de um tipo de radiação invisível
que não se poderia explicar usando o paradigma de indução
de correntes (¹). Hoje sabemos que a indução de correntes
pode ser usada na explicação da excitação
elétrica provocada nas antenas de rádio mas acoplada à
idéia da propagação das ondas eletromagnéticas.
Na época a realidade dessas ondas não era conhecida, e
muito menos que se tratava de um tipo de radiação da mesma
natureza da luz.

Fig. 4 Esquema da demostração de Hertz
sobre ondas eletromagnéticas (OEM).
A Fig. 4 traz um desenho muito simplificado do experimento
de Hertz. Usando uma bobina de indução (semelhante a usada
por Röentgen), faíscas são geradas em dois terminais
acoplados a um sistema capacitivo (que armazena eletricidade até
ocorrer uma faísca). A faísca gera ondas eletromagnéticas
que se propagam pelo espaço (ondas de rádio). Essas ondas
são detectadas a distância por um outro dispositivo chamado
resonador. O resonador produz faíscas cuja intensidade depende
de sua distância da bobina. Com esse arranjo, Hertz foi capaz
de mostrar a “natureza ondulatória” da radiação
eletromagnética, demostrando, inclusive a existência de
polarização nas ondas de rádio (²).
Além da possibilidade de “ver o invisível”
presente em todo espectro eletromagnético (Fig. 5), para além
do violeta e abaixo do vermelho, sistemas de comunicação
eficientes foram desenvolvidos com considerável sofisticação
na região das ondas de rádio. O esquema inferior da Fig.
5 (explicando a comunicação via rádio) pode ter
todos os constituintes equivalentes da Fig. 2 plenamente evidenciados.
Analisemos os experimentos de Röntgen e Hertz de acordo com a perpectiva
de interação sensorial explícita na Fig. 2. Tanto
o raio X como as ondas de rádio - que hoje sabemos ter a mesma
natureza, a despeito da diferença de uma propriedade fundamental,
o comprimento de onda - não geram fenômenos registráveis
pelos sentidos descritos na Fig. 2. Houve uma longa cadeia de raciocínios
e ponderações (com consideráveis trabalhos teóricos)
até que se concluísse serem os dois experimentos explicáveis
por uma mesma causa. Não se pode dizer que os raios X ou as ondas
de rádio tornaram-se conhecidas para nós por meio desses
experimentos, sem levar em consideração os trabalhos teóricos
da época. Podemos dizer que eles evidenciam hoje, diante de uma
teoria consideravelmente aceita e bem desenvolvida - e de forma totalmente
indireta aos nossos sentidos humanos - a existência de uma causa
comum que nos é insensível. Esses arranjos experimentais
(e outros mais sofisticados) são meios que nos possibilitam hoje
interagir com radiações invisíveis, através
de sistemas que geram sinais detectáveis por nossos sentidos
ordinários.

Fig. 5 Espectro eletromagnético e uma explicação
de como funciona o sistema de comunicação via rádio.
Referências
[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Radio
¹ Diz respeito ao aparecimento de correntes em
condutores devido a ação de outras correntes próximas
ou magnetos em movimento.
² Fenômeno típico da radiação
luminosa que se sabia, na época, ter origem na natureza ondulatória
da luz.
4 - Fenômenos limiares (causas materiais)
Os dispositivos descritos na seção anterior
envolvem algum tipo de radiação invisível. Aqui
vamos discutir dispositivos ou sistemas que permitem “observar”
ou inferir a presença de outro tipo de corpo invisível
utilizando propriedades de estado da matéria.
Câmara de Núvens
O desenvolvimento da câmera de nuvens, também
conhecida como câmera de Wilson, representou um passo importante
na física do século XX. Uma variante da câmera de
Wilson é a câmera de bolhas que emprega líquido
ao invés de vapor. O objetivo desse dispositivo é observar
traços de partículas carregadas eletricamente. Naturalmente,
partículas elementares são invisíveis. Por isso,
esses dispositivos foram desenvolvidos, pois permitem observar indiretamente
o traçado dessas partículas. Considerando ainda que existem
partículas desconhecidas, muitas delas cuja existência
foi prevista teoricamente muito antes da evidência experimental,
a câmera de bolhas foi um dispositivo eficiente na comprovação
experimental de novas descobertas. Charles T. R. Wilson e Arthur H.
Compton receberam o prêmio Nobel de Física por suas descobertas
utilizando a câmara de núvens em 1927.
O princípio de funcionamento da câmera
de nuvens é bem simples [2][3]. Um gás ou vapor é
colocado a uma pressão superior a pressão de ponto de
saturação (a partir de onde começa uma transição
de fase de vapor para líquido). Esse tipo de fenômeno é
conhecido como “meta-estabilidade”. Basta uma pequena perturbação
para que haja condensação do vapor na forma líquida
que, então, pode ser observada. Essa perturbação
pode ser causada pela presença de íons (partículas
carregadas). Uma avalanche de condensação ocorre ao longo
da trajetória da partícula gerando gotas que ficam em
suspensão e que podem ser fotografadas.
O arranjo experimental da câmera de núvens
é mostrado na Fig.6a. A câmara armazena o vapor à
pressão correta. Um campo magnético pode cobrir a região
de observação do fenômeno. Com isso, é possível
saber a carga e medir a energia com que a partícula ou íon
atravessa o espaço. Ao atingir a câmara, o vapor se condensa
na trajetória da partícula ou íon, o que pode ser
fotografado ou mesmo visualizado. A Fig. 6b traz uma imagem negativa
de um traçado obitido em uma câmara de núvens onde
se podem distinguir as trajetórias de diversas partículas
facilmente (inclusive osfamosos mesóns pi).
A

Fig. 6 Arranjo básico de uma câmera de
núvens (a).
B

Exemplo de traço de partículas obitido
onde se evidencia a existência de píons e outras partículas
elementares.
A câmera de núvens só funciona porque
as partículas carregadas interagem com o vapor saturado. Partículas
neutras não geram traçado algum (como se pode ver na Fig.
6b nos traçados em branco da partículas lambda e K que
são neutras).
Câmera Schlieren
Hoje sabemos que o som é uma forma de vibração
mecânica que se propaga no ar. Essa vibração tem
freqüência particular (³) e impressiona diretamente
nossos ouvidos constituindo o rico universo sonoro. Sabemos também
que a sensação de calor advém das vibrações
mecânicas das moléculas de ar ao nosso redor (que tem uma
energia de movimento superior ao de um ambiente mais frio). O calor
também se “propaga” como radiação:
as vibrações moleculares podem ser “excitadas”
por um tipo de luz invisível - a radiação infravermelha
distante - que nada mais é do que um tipo de radiação
eletromagética semelhante à luz ordinária mas invisível.
É assim que recebemos o calor diretamente do sol, pois o espaço
entre a Terra e nossa estrela mais próxima não tem densidade
de matéria para possibilitar o transporte de calor por meio mecânico
(colisão entre moléculas).
Tanto o som como o calor são acessíveis
aos sentidos humanos por meio de sentidos distintos da visão.
Entretanto existe um meio de tornar tanto o som como o calor visíveis.
Essa é a tarefa de um dispositivo conhecido como câmera
Schlieren [4] (do alemão “estrias”), que gostaríamos
de comentar como próximo exemplo. O princípio de funcionamento
e esquema de uma câmara Schlieren é mostrado na Fig. 7.
Uma fonte de luz pontual é colocada no foco (ponto de convergência
de raios do infinito) de uma lente convexa L1. Há uma certa distância
de L1 uma outra lente convexa L2 (que pode ser idêntica a L1)
é colocada de tal forma que seu foco coincida com a posição
de um anteparo em forma de lâmina.

Fig. 7 Esquema óptico de funcionamento de uma
câmera Schlieren
Um objeto é colocado entre as lentes L1 e L2.
Esse objeto está colocado há uma certa distância
de L2 de tal forma que sua imagem (se não existisse o anteparo
em canto) é formada sobre o anteparo ou câmera fotográfica.
Porque o anteparo em canto é colocado exatamente sobre o foco
da lente L2, qualquer variação na posição
do canto causa o obscurescimento da tela e nenhuma imagem é observada.
O mesmo efeito acontece se houver uma variação nas propriedades
ópticas do meio onde o objeto é colocado. Uma pequena
variação nessa propriedade (conhecida como “índice
de refração”, que mede o grau com que a luz é
desviada pela matéria - sendo uma propriedade da matéria
e da cor da luz) é amplificada pelo arranjo óptico e localização
do anteparo. Assim, se na região de teste (onde se coloca o objeto)
fizermos som se propagar a uma freqüência e intensidade definida
(usando um gerador de som) podemos observar no anteparo as variações
de pressão causadas pelas ondas sonoras que também podem
ser descritas como ondas de pressão. O som torna-se visível!
A câmera Schlieren é utilizada em laboratórios mundiais
na pesquisa de sistemas de aquecimento, combustão de gases, sistemas
aerodinâmicos e outros [5]. Fotos desse tipo permitem visualizar
fenômenos que acontecem em meios transparentes (o que inclui líquidos).
Além disso, qualquer variação
térmica no fluído da região de teste torna-se visível
no anteparo da câmera. A Fig. 8 trás duas fotos Schieren
particularmente interessantes. Na Fig. 8(a) uma pessoa tosse. O fluido
expelido (a uma temperadura maior que ambiente) produz eflúvios
térmicos fácilmente visíveis. Pode-se notar também
que o calor que emana da cabeça da pessoa provoca ondas de convecção
que sobem por serem menos densas. Na Fig. 8(b) uma foto Schlieren de
uma mão “recém-aberta” mostra eflúvios
térmicos emanando da palma extendida.
(a)

Fig. 8 Imagens Schlieren mostrando eflúvios
térmicos de uma pessoa tossindo (a)
(b)

e de uma mão “recém aberta”
(b). Crédito: Dr. Gary Settles/ Science photo libray.
Os dois exemplos mostrados mostram como explorando propriedades
de mudança de estado de sistemas pode-se amplificar perturbações
muito pequenas e tornar acessível aos sentidos comuns objetos
ou coisas relacionados as causas das perturbações pequenas.
No caso da câmera de bolhas, a metaestabilidade do líquido
permite rastrear íons carregados tornando “visíveis”
partículas ínfimas. No caso Schlieren, a região
de foco onde se coloca o anteparo em canto é para onde convergem
todos os raios da fonte luminosa que foram colimados pela lente L1.
Portanto, qualquer variação da área provocada pela
colocação de um anteparo provoca grandes oscilações
no nível de luz no anteparo final. Variações pequenas
no índice de refração do meio transparente são
assim amplificadas permitindo a visualização tanto de
fenômenos sonoros como térmicos.
Referências
3. Na verdade qualquer som, a menos que seja “puro”,
tem uma distribuição de freqüências típicas.
Câmera Kirlian
Propositalmente incluímos no final desse texto
uma breve análise de um fenômeno ou técnica fotográfica
que se tornou bastante popular nas décadas de 70 e 80, sendo
utilizada para realização de diagnósticos médicos,
a despeito de soar suspeita à comunidade acadêmica. Trata-se
do método de fotografia elétrica (eletrografia) descoberto
por Semyon Kirlian, um técnico de eletrônica russo, por
volta de 1939.
Antes de analisar as explicações e os
propósitos da foto Kirlian, vamos descrever com algum detalhe
a técnica fotográfica Kirlian.

Fig. 9 Esquema com os elementos básicos de
uma câmera Kirlian clássica
Na técnica clássica de fotografia Kirlian,
um objeto “biológico” ou amostra com razoável
condutividade elétrica (obviamente pode-se colocar um objeto
não vivo, por exemplo, uma moeda) é colocado sobre o filme
que toca a superfície de uma placa metálica. Essa placa
é conectada a um gerador de alta tensão alternada (que
pode ser um bobina de Tesla, transformador de alta tensão, isto
é, a voltagem elétrica final é uma função
oscilante no tempo com uma certa distribuição de frequências).
Freqüências típicas giram em torno de 70KHz. Os potenciais
envolvidos são bastante elevados, mas a corrente total que circula
no circuito da Fig. 9 é regulada de forma a ser pequena (para
evitar choque elétrico ou descaracterização da
amostra). A amostra biológica é conectada a um fio terra
para reduzir seu potencial. O objeto biológico (que pode ser
o dedo de uma pessoa) toca a superfície onde o material sensível
à luz é depositado. Ao se ligar o gerador de alta tensão
por alguns segundos (o tempo de exposição depende da sensibilidade
do filme), uma imagem da descarga elétrica é revelada
(Fig. 10).
a)

b)

Fig. 10 Exemplo de fotos Kirlian (a) um negativo preto
e branco do efeito corona em torno de uma moeda,
(b) Foto Kirlian em filme fotográfico do dedo
de uma pessoa revelando tonalidade de cores bem diferentes do efeito
corona
É possível observar a vista desarmada
o surgimento de uma coroa de raios, por isso o nome “descarga
corona”, em torno do objeto. Essa coroa tem a cor azulada, típica
de fenômeno elétrico de alta tensão. Deve-se a ionização
de gases presentes em torno do objeto, isto é, o campo de rádio
frequência (RF) “excita” o ar em torno do objeto.
Muitos dos constituintes do ar tem moléculas que se tornam ionizadas,
isto é, perdem elétrons tornando-se carregadas positivamente.
Os elétrons oscilam “livremente”, isto é de
acordo com o campo elétrico, eventualmente encontrando íons
positivos e se ligando a eles. Esse processo gera luz visível,
ou seja, a descarga corona é um mecanismo pouco eficiente de
conversão de energia eletromagnética em luz. Se pudessemos
computar o total de energia por segundo (em Watts) envolvido no fenômeno
(fornecido pelo gerador de alta tensão) diríamos que uma
parte é transformada em luz, outra em calor (colisão de
elétrons com a rede cristalina do metal a potencial oscilante,
que gera calor) e a imensa quantidade está presente no próprio
campo de RF, ou seja, nunca deixa de ser energia elétrica mesmo
e é carregada pelos elétrons. A cor azul que se vê
a vista desarmada - como a que se vê na Fig. 10 (b) - é
característica do tipo de gás que envolve o objeto, o
ar, na imensa maioria nitrogênio e oxigênio ionizados e
compostos, a mesma cor que se pode ver nas chamas de fogão ou
nos relâmpagos das tempestades.
Ocorre que outros tipos de cores e tonalidades (não
visíveis) aparecem no filme fotográfico, Fig. 10(b). A
que se deve isso? Uma quantidade grande de especulações
e teses foram levantadas, na falta de uma teoria que unifique todos
os arranjos experimentais possíveis e forneça uma explicação
para o aparecimento das cores. Em todo ramo do conhecimento científico
onde aparecem fissuras teóricas, é provavel também
a exploração de fenômenos pouco conhecidos de forma
considerada “pouco científica”. Por “científico”
aqui no referimos tão somente à existência de uma
teoria bem desenvolvida. No caso da foto Kirlian, a deficiência
teórica está localizada na dificuldade de se unir duas
grandes áreas da ciência: a física e a química.
Existem lacunas consideráveis no explicação de
reatividade química de gases submetidos à potenciais oscilantes
elevados [6], como eles interagem com um depósito de sais fotosensíveis
e como esses sais eventualmente interagem com esse mesmo campo elétrico
oscilante. Além disso físicos e químicos utilizam
linguagens e abordagens bem diferentes para tratar um mesmo fenômeno.
Para químicos, reações químicas complexas
ocorrem no ar excitado pelo campo elétrico (que aumenta a reatividade
química dos constituintes do ar) enquanto que, para físicos,
a descarga corona é um tipo de plasma frio (4). Isso aliado ao
pouco interesse acadêmico das fotos Kirlian, contribui para tornar
a situação ainda mais desoladora.
Nesse ambiente de aridez teórica surgem então
explicações dos mais variados tipos, algumas que pretendem
“esgotar” completamente o tópico, outras meramente
ligadas a aspectos comerciais que exploram outras hipóteses.
Uma rápida busca na internet levanta explicações
como citadas abaixo:
1. Uma câmera que coloca sua aura ou campo de
energia no filme instantaneamente. Descubra sua freqüência
vibracional pessoal através da fotografia Kirlian. [7]
2. A fotografia Kirlian é uma ferramenta valiosa
que produz fotos, videos ou imagens computadorizadas do fluxo de energia.
[8]
3. “...o que é ionizado pelas descargas
elétricas são os gases e/ou vapores exalados pelas papilas
digitais. Como esses gases e/ou vapores são produzidos pelo metabolismo
celular, está claro que indicarão como se encontra o estado
de saúde orgânica e psíquica da pessoa, inclusive,
até mesmo, sua sexualidade, devido à exalação
dos feromônios.”[9]
4. …Um método de investigação
de objetos biológicos, baseado na interpretação
da imagem em descarga corona obtida durante exposição
a um campo de alta freqüência, de alta voltagem, que é
gravado seja em filme fotográfico ou por equipamentos de gravação
de vídeo modernos. Seu principal uso é fornecer um meio
rápido, barato e relativamente não invasivo de diagnóstico
de estados fisiológicos e psicológicos.
Pode-se dividir os tipos de explicações
para as fotos Kirlian em dois tipos: a) explicações não
físicas b) explicações físico-patológicas.
O primeiro tipo pretende dizer que as cores ou mesmo a própria
imagem de raios corona está ligado “a aura” do indivíduo,
sendo uma imagem desta. Obviamente esse tipo de “explicação”
tem nítidos objetivos comerciais - em (1) e (2) o objetivo é
vender “máquinas Kirlian” - sendo uma maneira de
se explorar indiscriminadamente a idéia que se capturar com máquinas
objetos de natureza “não material”. Naturalmente,
isso não causa prejuízos a existência do fenômeno
de avistamento de halos ou figuras luminosas em torno de pessoas ou
Espíritos, que é bastante comum na literatura espírita
ou mesmo religiosa antiga. Trata-se esse último de um tipo de
fenômeno relacionado ao estado de vidência mediúnica
e de natureza muito distinta do que estamos analisando aqui.
Particularmente em (2) fala-se em um “fluxo de
energia”. É de certa forma correto dizer que uma foto Kirlian
representa um impressão fotográfica “do campo de
energia”, apenas devendo-se acrescentar “energia elétrica”.
O potencial elétrico alternado em torno do objeto nas proximidades
da placa metálica energizada tem seus valores mais elevados justamente
na região vizinhas ao objeto, um potencial suficiente para que
haja ruptura das moléculas (excitação) e conversão
em luz. O efeito corona é assim um mapa das regiões de
maior intensidade desse campo, que não se limita a essas regiões
entretanto, semelhantemente ao que ocorre com a câmara de nuvens
e Schlieren descritas anteriormente. Em (2) a palavra “energia”
é utilizada sem referência alguma ao tipo, explorando uma
possível falta de conhecimento do leitor do real significado
dessa palavra. Além disso a expressão “freqüência
vibracional pessoal” carece de qualquer significado. Definitivamente,
fotos Kirlian não são um mecanismo de se acessar o invisível
dessa maneira.
Explicações “físico-patológicas”
tiveram início com o próprio Kirlian e se desenvolveram
na extinta União Soviética através da criação
da idéia de “bioplasma”. Em “Photography by
means of high-frequency currents” [11], Semyon Kirlian e Valentina
Kh. Kirlian descrevem:
“Um organismo vivo (por exemplo, a folha de
uma planta) que foi colocada em um campo elétrico de um oscilador
distorce o campo de acordo com sua natureza dielétrica. Não
importa quantas espécies de plantas são fotografadas
sob as mesmas condições, cada espécie dará
uma imagem de caráter único.”
A seguir ainda comenta:
“Podemos concluir que a condição
biológica dos objetos vivos, quando fotografados com a corrente
de alta freqüência, é representada em magnitudes
elétricas que que esse sistema eletro-óptico é
capaz de gravar essa topografia.
Estabelecendo-se a conexão entre a mudança
no estado elétrico e a a anatomia e fisologia do objeto vivo,
o método da fotografia de altas freqüências pode
ter aplicações científicas variadas. Por exemplo,
em agricultura, ela pode ser usada para determinar o grau de maturidade
de uma planta, a produtividade de uma plantação, processos
patológicos etc."
A origem da aplicação de Kirlian (que
se tornou a razão de suas pesquisas) foi a relação
que existe entre as constantes dielétricas (5) e impedância
superficial a altas freqüências dos materiais (no caso seres
animados) e seu estado interno. Naturalmente, é concebível
que o efeito corona seja modificado se essas propriedades se alterem.
Assim, ao se fotografar uma folha de um vegetal recém cortado,
folha que contem razoável quantidade de água, pode-se
observar uma redução do efeito corona ao longo do tempo,
a medida que a água ou outras substâncias abandonam a folha
em estado de decomposição. Da mesma forma, o efeito Kirlian
observado ao redor do dedo de uma cadáver, deve evoluir no tempo
na direção de um padrão comum a medida que o estado
de decomposição se acelera, uma vez que, com o fim do
metabolismo, muitas substâncias deixam de ser produzidas, outras
passam a existir, o tecido se modifica, causando uma conseqüente
variação nas constantes dielétricas. Essa variação
na luminosidade do padrão de um corpo vivo em decomposição,
não pode de forma alguma ser interpretada como o “abandono
do Espírito” desse corpo, como muitos interpretaram. A
essência da interpretação físico-patológica
é correta, uma vez que existe uma ligação clara
prevista em teoria entre as propriedades elétricas dos materiais
e o efeito Kirlian.
Entretanto, pouco se sabe se essa relação
permite utilizar o efeito Kirlian como um método de diagnóstico
médico. Assim na frase (3) da referência [9] o “está
claro que” - grifo nosso - ainda deve ser melhor explorada. Não
está claro que o efeito corona é sensível suficiente
para que um sistema seguro de diagnóstico seja possível.
Para estudos recentes nesse sentido ver [12][13].
O efeito Kirlian pode assim representar um dispositivo
capaz de evidenciar visualmente o estado biológico de seres vivos
de acordo com a idéia original de Kirlian. Essa relação
é totalmente material: da mesma forma que a câmara Schlieren
pode revelar os eflúvios térmicos da mão de uma
pessoa viva, o efeito Kirlian também pode (mas de outra forma),
o que seria uma indicação indireta da atividade biológica
nesse ser. Entretanto, poucos estamos autorizados a afirmar que uma
ferramente precisa de diagnóstico existe nas interpretações
das imagens Kirlian, ou que seja possível correlacionar o estado
psicológico de indivíduos com esses padrões.
Fig. 11
O quadro resumo da Fig. 11 é uma sumário
da atual situação quanto ao desenvolvimento científico
da pesquisa com o efeito Kirlian. Claro está que se trata de
pesquisa multidisciplinar, envolvendo a física, química,
biologia e medicina. Quase nada sabemos da relação entre
as constantes elétricas dos materiais vivos e os constituintes
químicos, pois cada um desses objetos teóricos é
descrito por disciplina diferente. Assim a conclusão final obtida
pela cadeia de afirmações em branco na Fig. 11 não
pode ser categoricamente afirmada.
5 - Comentários finais
Os arranjos experimentais aqui descritos são
muito simples e existe uma teoria muito bem desenvolvida para explicá-los
(com excessão à câmera Kirlian). Isso faz parte
do jogo da ciência, onde teoria deve antecipar e prever corretamente
fenômenos naturais. O conhecimento da teoria e dos fenômenos
que ocorrem ciclicamente ou não permitem realizar arranjos que
amplifiquem ou tornem visíveis fenômenos não percebidos
sensorialmente por meios normais. Essa mesma teoria que explica os arranjos
(como aqui descritos) também valida resultados de medidas obtidos
por ele. Assim sendo, a teoria óptica valida as images como na
Fig. 8(a) e 8(b) não permitindo que sejam interpretadas como
meras ilusões de óptica.
Também é importante considerar que, a
despeito das teorias que hoje se adequam harmonicamente aos arranjos,
a geração de sinais sensíveis aos olhos ou aos
sentidos humanos só é possível indiretamente. Assim,
existem elementos transdutores - em todos os exemplos discutidos até
aqui - que fazem a conversão dos sinais não sensoriais
em equivalentes sensoriais. Assim, enfatizamos como corolário:
Em todo e qualquer sistema natural onde tais elementos
transdutores existam garantidos por uma teoria bem desenvolvida, a observação,
por meio dos sentidos ordinários, de fenômenos ou ocorrências
relacionados a sinais não sensíveis é possível.
Ressaltamos que isso só é possível
se uma teoria completa da comunicação dos sinais for plenamente
desenvolvida. Faz parte da busca técnica pós teoria o
desenvolvimento desses dispositivos, o que consiste uma ciência
a parte. Assim a existência de computadores e telefones celulares
só apareceu muito depois da teoria dos circuitos elétricos,
que só apareceram depois que as leis básicas de fluxo
de correntes em condutores foi desenvolvida.
No caso do efeito Kirlian, podemos certamente afirmar
que se trata de um fenômeno que permite observar visualmente variações
nas constantes dielétricas, impedância superficial e outras
propriedades de corpos vivos. Entretanto, resta ainda uma longa pesquisa
interdisciplinar para validar afirmações de que se trata
de um método eficaz de diagnóstico ou de conhecimento
do estado psicológico de indivíduos (um meio de se acessar
o “invisível”)
Nosso objetivo aqui foi demonstrar que a existência
de transdutores ou dispositivos que permitem acessar radiações
e influências que não existem para os sentidos ordinários
só é possível (isto é, se torna parte integrande
da técnica e da engenharia) quando uma teoria bem desenvolvida
existe. Esse é o caso dos inúmeros equipamentos de pesquisa
científica que utilizam correntes elétricas, luz, substância
químicas, arranjos termodinâmicos e outros para possibilitar
inferir quantidades de constituintes da Natureza. A medida dessas quantidades
está sujeita a erros uma vez que outros fatores também
influenciam e é necessário garantir o controle dentro
de limites especificados de todos eles.
Na ausência de uma base teórica sólida,
a proposição de equipamentos para determinados fins como
elementos transdutores é seriamente comprometida pois sempre
existirão opiniões e explicações contraditórias
que podem invalidar o propósito para o qual os equipamentos foram
constuídos.
Esse texto tem como objetivo também motivar o
leitor a ponderar sobre interpretações diversas do famoso
“Fenômeno das vozes eletrônicas” (EVP) ou “Transcomunicação
instrumental” (TCI), como ficaram conhecidas as técnicas
eletrônicas de gravação de vozes e imagens vindo
dos desencarnados [14][15]. Trata-se, certamente, de métodos
de se acessar o “invisível”. Deixamos ao leitor uma
análise mais detalhada do assunto e a tarefa de aplicar alguns
conceitos discutidos nesse texto ao caso da TCI e EVP. Para motivar
ainda mais perguntamos: é possível descartar a necessidade
de um médium na produção do fenômento TCI
ou EVP? Trataremos desse fenômeno em particular em um texto mais
abrangente a ser publicado em breve.
O autor gostaria de receber críticas e comentários
sobre este texto. Envie suas mensagens para editor@geae.inf.br.
Agradecimentos: gostaria de agradecer ao Alexandre de
Almeida por discussões e várias referências sobre
o efeito Kirlian.
4. De maneira muito simplificada, um plasma em física
caracteriza um estado físico de elétrons e íons
positivos altamente influenciável por campos eletromagnéticos.
O plasma foi reconhecido como um novo estado da matéria por Sir
Willian Crookes, famoso cientista espiritualista inglês.
5. A constante dielétrica é uma variável
que descreve a resposta elétrica dos materiais. Em materiais
isolantes ela é responsável pelo aparecimento de um estado
de polariazação elétrica que é utilizado
em larga escala na indústria eletrônica em capacitores
e outros dispositivos de armazenagem de energia. Impedância mede
a resposta em potêncial elétrico de um material, sistema
ou superfície frente a um estímulo de corrente elétrica.
6 - Referências
[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Radio
[2] http://www.lnf.infn.it/kloe/Lectures/wilson.pdf
[3] http://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_chamber
[4] G. S. Settles, “Schlieren and shadowgraph
techniques - visualizing phenomena in transparent media”. Springer
2001.
[5] Para uma galeria de fotos Schlieren ver:
http://www1.dfrc.nasa.gov/gallery/photo/Schlieren/HTML/
http://www.sciencephoto.com/html_tech_archive/schlie.html
[6] D.Turner, “The missing science of Ball Lightning”,
Journal of Scientific Exploration, vol. 17, n. 3, p 435 (2003);
[7] http://www.kirlian.org/kirlian_camera.htm
[8] http://www.kirlian.org/kirlian.htm
[9] Newton Milhomens em http://www.kirlian.com.br/
[10] http://www.psy.aau.dk/bioelec/ (não disponível).
Texto original: “...a method of investigation for biological objects,
based on the interpretation of the corona-discharge image obtained during
exposure to a high-frequency, high-voltage electromagnetic field which
is recorded either on photopaper or by modern video recording equipment.
Its main use is as a fast, inexpensive and relatively non-invasive means
for the diagnostic evaluation of physiological and psychological states”.
[11] "The Kirlian Aura, Photographing the galaxies
of life”. Editado por S. Krippner e D. Rubin. Anchor press/Doubleday
(1974)
[12] P. V. Bundzen, K. G. Korotkov, A. K. Korotkova,
V. A. Mukhin, e N. S. Priyatkin Psychophysiological correlates of athletic
success in athletes training for the olympics. Fiziologia Cheloveka
(Human Physiology (in English) 3, 2005.
[13] P. O. Gagua, E. G. Gedevanishvili, L. G. Georgobiani,
K G. Korotkov KG, S. A. Korotkina, G. G. Achmeteli, E. V. Kriganivski
EV. “Experimental study of the GDV technique application in oncology”.
[14] "Espiritismo e Transcomunicação",
Djalma M Argollo, Ed. Mnêmio Túlio 1994
[15] "Os Espíiritos comunicam-se por gravadores",
Peter Bander, Col. Científica Edicel 4, 2a edição
1976.
Grupo de Estudos Avançados Espíritas
Ano 14 Número 503 a 506
30 de Novembro de 2005
http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae503.html
topo