Ademir L. Xavier Jr.

>    Doutrina Espírita e as chamadas Ciências Ordinárias

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Ademir L. Xavier Jr.
>    Doutrina Espírita e as chamadas Ciências Ordinárias



As fronteiras de contato entre a Doutrina Espírita e as chamadas ciências ordinárias são compreensivelmente amplas, a demostrar a existência de um enorme potencial para trabalhos futuros. Entendemos, porém, que o Espiritismo guarda uma firme independência em relação a interpretações desta ou daquelas teorias em voga, em parte porque os rumos que as ciências tomam estão constantemente a se alterar, seja diante de novos fatos experimentais ou da proposição de novas teorias. O Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, com admirável sabedoria – mesmo para os dias de hoje – soube muito bem separar a Doutrina Espírita do estado do conhecimento científico de sua época. Tivesse ele tomado o caminho inverso, de há muito o Espiritismo teria sucumbido.

O Espiritismo trata em sua essência do elemento espiritual. É seu objetivo fornecer a nós, Espíritos encarnados em diferentes graus de entendimento, uma visão suficientemente coesa da vida além túmulo para que possa sustentar os objetivos maiores da Doutrina que é a reforma – ainda que tardia – do espírito humano em suas manifestações morais. O Espiritismo parece ter sido feito para os que não se satisfazem com explicações sustentadas em autoridade ou tradição religiosa. Mas para os que entendem a essência do pensamento espírita, essa visão certamente é imperfeita, na medida que virá a ser completada ou suprimida em futuro que hoje ninguém poderia precisar com certeza absoluta, da mesma forma que as descrições da ciência são revistas quase que a cada minuto.

O debate que se pode estabelecer entre disciplinas com objetivos diferentes como é o caso do Espiritismo e da Física, por exemplo, deve acontecer sempre tendo-se em mente que apenas marginalmente seremos capazes de manipular os conceitos fundamentais em ambos os lados. Do nosso ponto de vista esse debate satisfaz mais ao intelecto, que se acostumou – porque foi treinado na área – a lidar com idéias e jeito de pensar das ciências ordinárias, onde tais conceitos tem alto grau de flexibilidade.

Preocupa-nos porém a utilidade desse debate para os que não tem esse treinamento. Nesse caso, como soarão em seus ouvidos a descrição dessas extrapolações ou novas interpretações? Parecem ecoar muito mais absolutas, por isso mesmo despertando vivo interesse que, as vezes, torna-se exagerado e contraproducente. Por isso que, nós no Conselho Editorial do Grupo de Estudos Avançados Espíritas - GEAE, procuramos ter o cuidado de revisar com os autores a exposição dessas idéias não com o objetivo de censurar, mas muito mais seguindo os moldes das revistas científicas onde as idéias – antes de serem publicadas – passam por um processo de revisão (as vezes muito lento) que pode inclusive concluir pela impossibilidade de publicar o texto nos Boletins.

Essa revisão, necessariamente, leva em conta nossa linha editorial, como exposta no FAQ do grupo, que se preocupa principalmente com a necessidade de promovermos o estudo fraterno da Doutrina sem entrarmos em polêmicas improdutivas ou cairmos em disputas pessoais.

Gostaríamos assim de sugerir a todos os autores que se propõem a escrever sobre a relação Espiritismo X Ciência que atentem principalmente para os objetivos de seus trabalhos, assim como para o impacto que terão frente ao público que não está familiarizado com a terminologia técnica e com a flexibilidade das concepções científicas como discutimos acima. Pedimos que – tanto quanto possível - tais textos sejam escritos em linguagem acessível, pedagógica, que tenham um foco e que sejam plenamente embasados na concepção maior de que as ciências ordinárias estudam o princípio material, enquanto que o Espiritismo trata do princípio espiritual. Que procurem chamar a atenção para a a alta dependência das idéias científicas de suas teorias e que guardem zelo pela Doutrina – como a única que temos haja vista não existirem provas de que ela hoje tenha que ser suplantada por uma outra.

Muita paz,

Ademir L. Xavier Jr

Fonte: http://www.geae.inf.br/



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