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Michael Tymn

>    Your Eternal Self: análise das críticas reducionistas feitas pelos céticos sobre o fenômeno das EQMs

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Um review de "Your Eternal Self", de R. Craig Hogan, Ph.D.

Tradução - André Luís N. Soares
blog - Séances de Spiritisme

 

Enquanto as Experiências de Quase-Morte (EQMs) já foram reportadas por séculos, elas pararam de ser e apenas voltaram na década de 70 quando a dra. Elisabeth Kubler-Ross e o dr. Raymond Moody, ambos psiquiatras americanos, trouxeram-na ao público através de livros sobre o assunto. A conseqüência de EQM é que nós teríamos de fato dois corpos, assim como São Paulo nos disse - um físico e o outro espiritual. Ou de outro modo, a pesquisa fortemente sugere que a mente é separada do cérebro e pode operar independentemente do corpo físico.

 

Os pesquisadores de EQM identificaram seis características básicas associadas a ela:

1. Ver coisas externas, como alguém observar operações médicas do alto ou ver uma cena de um acidente fora do local deste.

2. Uma sensação de se estar num túnel ao qual se percorre em direção a uma luz no fim dele.

3. Ser cumprimentado por um parente falecido ou por amigos que agem como um guia, por um anjo, ou por um Ser de Luz, e então receber algum tipo de orientação relativa à situação pessoal.

4. Uma revisão da vida na qual a pessoa vê toda sua retrospectiva de vida, como um flash, diante de si.

5. Ser informado por um Ser de Luz, o "anjo", ou um guia ou parente que se deve retornar ao corpo, e normalmente protesta-se contra isso.

6. Uma transformação completa na perspectiva da pessoa, geralmente trocando uma perspectiva materialista para uma espiritual.

Muitas das histórias de EQMs são impressionantes e convincentes, mas os "desmistificadores" - aqueles cínicos cientistas fundamentalistas que fizeram da ciência a religião deles, enquanto reivindicam serem céticos, tentaram apresentar argumentos contrário a idéia de que a mente e o cérebro são separados. Eu raramente tenho, se alguma vez, visto todos os modernos argumentos dos céticos todos de uma vez. Porém, R. Craig Hogan, Ph.D. tratou de todos eles em Your Eternal Self, uma compreensiva avaliação de toda a evidência para o argumento que "nós somos seres eternos, temporariamente alojados em uma carcaça física...". Ao referir-se às teorias dos desmistificadores de EQM, Hogan declara: "todas foram demonstradas serem improváveis". Aqui estão as principais teorias oferecidas pelos desmistificadores:

 

A Teoria da privação de Oxigênio: uma das teorias favoritas do desmistificador é que EQM não é nada além da alucinação de um cérebro privado de oxigênio. "Esta explicação não passa de uma crença dada por alguém que sabe alguma coisa sobre funções cerebrais", declara Hogan, assinalando que pessoas que sofrem EQM descrevem seus sentidos como sendo mais intensamente cientes do que já foram, enquanto que o sujeito que sofre perda de oxigênio fica abalado ou letárgico, com reduzida funcionalidade cerebral.

A Teoria do Cérebro Agonizante: Hogan assinala pesquisas que indicam que um cérebro agonizante tem pensamentos confusos e paranóicos, e não o pensamento alerta e as observações cientes daqueles que sofreram EQM. Ele também menciona a pesquisa de Michael Sabom, M.D, a qual mostra EQMs acontecendo depois do cérebro passar pela experiência agonizante.

A Teoria da Medicação: claro, existem numeras EQMs que não envolvem medicamentos ou drogas. Mas onde existe alguma droga ou medicamento envolvidos, Hogan cita a pesquisa de Michael Sabom, um cardiologista da Geórgia, e Melvin Morse, um professor de pediatria, ambos demonstrando que as experiências são muito diferentes das alucinações causadas por drogas. "Os relatórios são de percepções e consciência que são mais lúcidas que as normais, o oposto do efeito visto num cérebro turvado por drogas," declara Hogan.

A Teoria da Instabilidade Mental: alguns desmistificadores sugerem que as EQMs sejam um resultado da instabilidade mental. Hogan cita pesquisas indicando que sujeitos em EQM realmente foram, de forma significativa, mais saudáveis que pacientes psiquiátricos (tanto os internados quanto os ambulatoriais) e um pouco mais saudáveis que alunos universitários. Ele menciona uma citação do dr. Melvin Morse a qual diz que EQMs são predominantemente positivas e um exemplo de realismo.

A Defesa Contra a Teoria Agonizante: desmistificadores também alegam que a EQM é simplesmente um mecanismo de autodefesa para a pessoa que se sente confrontada com a própria extinção. "Mas isto está em conflito com a sensação de incremento de identidade própria que invariavelmente ocorre em uma EQM". assinala Hogan. Ele continua a relatar que aquela teoria sugere um estado parecido com o sono, enquanto que EQMs são marcadas por absoluta lucidez.

A Teoria da Expectativa Religiosa: "se EQM estivesse satisfazendo as expectativas do experimentador de que morrer é algo positivo, nós poderíamos esperar que apenas pessoas que acreditavam e esperavam ter uma experiência de quase-morte a teriam, mas não suicidas que antecipam a aniquilação, fundamentalistas que esperam ver apenas Deus, ou agnósticos e ateus que não acreditam num fenômeno de EQM de nenhuma maneira", escreve Hogan, acrescentando que esta teoria definitivamente não é a resposta.

A Teoria de Expectativa Cultural: Hogan cita pesquisas demonstrando que diferentes culturas produziram notável semelhança, assim elas mostram que EQMs não são dependentes de expectativas em qualquer cultura.

A Teoria do Boato: alguns desmistificadores especulam que as EQMs são pedaços juntados de um trauma a partir de pequenos fragmentos de informações colhidos dos funcionários do hospital e médicos quando o experimentador flutuava dentro e fora de sua consciência. Aqui novamente, a pesquisa mostrou que os experimentadores observaram coisas fora do campo visual deles ou do quarto de emergência ou do lugar do trauma.

A Teoria do ataque epilético no lobo temporal: Enquanto ataques epiléticos no lóbulo temporal produzem ilusões, alucinações e sentimento de desespero, estas experiências negativas claramente não são consistentes com as EQMs positivas.

Hogan menciona uma pesquisa interessante de Carl Becker, Ph.D, Professor de pensamento comparado na Universidade de Kioto e um estudioso em bioética, morte e preparação para morte. Becker assegurou que EQMs são eventos reais, verificáveis, objetivos, pois: (1) experimentadores têm conhecimentos clarividentes ou precognitivos que não poderiam conhecer, mas que mais tarde foram comprovados; (2) a EQM é a mesma através de culturas e religiões; (3) as EQMs são diferentes das expectativas religiosas e assim não são fantasias; (4) em alguns casos, um terceiro sujeito observou as figuras visionárias vistas pelos experimentadores, deste modo indicando que elas não são alucinações subjetivas.

"Hoje a humanidade, especialmente no ocidente, é intelectualmente precoce e espiritualmente atrasada," opina Hogan. "O resultado é que aquelas áreas de nossas vidas baseadas na tecnologia são avançadas e aquelas que dependem do significado da vida são primitivas. As pessoas estão planejando pousar na lua durante o horário de trabalho e depois voltar a casa para os conflitos de família, estresses financeiros, e o medo da morte que deixa suas vidas cheias de tensão, medo, e infelicidade."

 

Fontes:

http://parapsi.blogspot.com/2008/04/your-eternal-self-anlise-das-crticas.html

http://metgat.gaia.com/blog/2008/3/debunking_the_nde_debunkers

 

 


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