Paulo da Silva Neto Sobrinho

>    Sinal combinado para confirmar contato com os mortos

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Paulo da Silva Neto Sobrinho
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“Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão”
(Lc 16,31).

 

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Introdução

Essa frase é a célebre resposta dita por Abraão ao rico que lhe pedia para enviar Lázaro, o espírito que, com dignidade, suportou até o fim sua vida de miséria, a fim de advertir a seus irmãos, que ainda se encontravam vivos, sobre seus atos de forma a evitar-lhes o mesmo destino que ele teve depois da morte. Evidente é aqui a possibilidade, admitida no texto bíblico, da comunicação entre os dois planos da vida; mas a questão é: será que isso pode ocorrer?

Sempre nos apresentam como um argumento contrário à realidade da comunicação com os mortos o seguinte: “ninguém nunca comprovou esses contatos usando senhas ou sinais combinados anteriormente quando a pessoa estava viva”. Acreditamos que muitos conseguem realizar tal empreendimento; entretanto, por falta de registros, tudo fica perdido, induzindo a essa falsa idéia de que isso não ocorre.

Ao ler o livro Fazendo Contato, de John Edward, médium norte-americano, nos ocorreu que, por mais que muitos não queiram, a verdade da comunicação com os chamados “mortos” é um fato incontestável. Sabemos de pretensos parapsicólogos que, teatralmente, dizem defender a ciência, quando, na verdade, acastelam-se nos dogmas de sua igreja. Esses parapsicólogos “da carochinha” alardeiam que toda e qualquer mensagem recebida pelos médiuns é produto do próprio inconsciente deles mesmos, quando não o é de algum dos presentes. Entrementes, nunca apresentaram qualquer prova científica disso, apesar de a exigirem de nós, evidenciando a incoerência em que se apóiam para sustentar suas idéias.

Vamos ver fatos ocorridos com John Edward que nos remetem à realidade do fenômeno como sendo mesmo produto do inconsciente, mas de um inconsciente que agora vive na dimensão espiritual, por ter deixado, aos vermes, sua carcaça física.


Os fatos probantes

Em abril de 1989, a mãe de John ouviu de seu médico o diagnóstico de que ela tinha câncer pulmonar. Ao aproximar o 21º aniversário do filho, resolve dar-lhe um presente; um anel de ouro com um bracelete de brilhantes, dizendo que não estaria mais entre os vivos quando chegasse a data certa do natalício. Conversaram muito sobre a morte e combinaram três sinais com os quais ela se identificaria se houvesse possibilidade de enviar-lhe alguma mensagem do plano espiritual. Os sinais foram os nomes: Princesa (apelido da mãe); Pooh (ursinho) e último Guiding light (luz guia) (programa de TV que gostava).


Um fato interessantíssimo ocorreu; deixemos o próprio John narrá-lo:

Minha mãe partiu às quatro da manhã, rodeada pela família. Alguns segundos após seu último suspiro, saí do seu quarto, fui para o meu e comecei a conversar com ela, tentando ajudá-la a fazer a transição para o outro lado. Disse-lhe que ela estaria bem, que logo iria encontrar seu pai e tio Carmine. Então pedi a ela que me desse um rápido sinal de que tinha chegado, de que aquilo era algo bem diferente do nosso mundo, mas de uma maneira jubilosa e abençoada, como eu pensava. Eu não estava pedindo um dos sinais que tínhamos combinado, os quais ela precisava transmitir por intermédio de outro médium. Algo tangível, que eu pudesse ver. Pedi-lhe que me mostrasse um pássaro branco. E tinha que ser pessoal, não apenas um pássaro branco qualquer voando no céu. Tinha de ser óbvio que era para mim. Eu tinha de saber que existia verdadeiramente um outro lado e que ela tinha chegado lá a salvo. Uma onda de incerteza que todo mundo sente. Eu disse à minha mãe para ir na direção da luz. E que me informasse que estava a salvo(p. 58).

Será que John Edward recebeu de sua mãe este sinal, ver um pássaro branco, que foi um pedido de última hora? Sim. E, aliás, em condições inusitadas, conforme veremos na seqüência da narrativa:

Na tarde do último dia de velório, meu primo Anthony veio me confortar. “Quantas flores”, disse ele. “As suas são as que mais chamam a atenção. Aqueles pássaros brancos lindos”. Cheguei perto e vi que ali havia dois pássaros de plástico com plumas brancas aninhados num arranjo colorido. Eu os havia ignorado por três dias.

"Por que você disse que são minhas flores?”, perguntei a meu primo.

“Não sei”, ele respondeu. “Roseanne e Joey as escolheram para você”.

Perguntei a meus primos se eles tinham pedido os pássaros. Eles disseram que não. Telefonei ao florista e perguntei por que havia pássaros no meu arranjo de flores. “Ah, desculpe, essas são para confirmações”, falou. “Nós estávamos muito ocupados ontem. Uma das garotas deve tê-los colocado ali por engano. Sinto muito mesmo”. Não precisava se desculpar, falei. Eles eram lindos (p. 58).

Por que não poderia ser uma comunicação? Somente porque alguns cientistas não aceitam, dizendo não haver provas? Ou porque alguns religiosos dogmáticos dizem que não? Mas, e as provas das comunicações ocorridas através de computador, no qual se usa um programa comum de gravação de voz? Nesses casos a voz paranormal é gravada no lado reverso e simultaneamente com a do lado normal, ou seja, fora dos conhecimentos tecnológicos atuais. Isso não vale nada? Devemos jogá-las ao lixo porque ainda o preconceito impera no meio acadêmico e, por incrível que pareça, também no meio religioso?

Vamos seguir adiante. John passou a procurar vários outros médiuns, objetivando entrar em contato com sua mãe, que agora vivia no plano espiritual. Mas nada acontecia, fazendo-o perder o ânimo. Entretanto, a programação espiritual disso iria acontecer; somente o momento apropriado é que era aguardado.


Vejamos como aconteceu o primeiro sinal:

Comecei a marcar encontros com outros médiuns que eu conhecia ou de quem ouvia falar. Mas o primeiro sinal veio durante uma consulta que meu primo Joey teve com um médium não muito longe de casa. Joey queria se comunicar com meu tio Carmine, seu pai. Mas, durante a consulta, foi uma tia cujo nome começava com a letra P que se manifestou. Joey, que era próximo de minha mãe, não acreditou e praticamente desafiou o médium a dizer o nome inteiro. “Ela está falando... Prin... Princesa?”, perguntou o médium, aparentemente achando que estava errado. Mas Joey riu e disse “Sim! Era minha tia Princesa!”; Ela queria que Joey soubesse que seu pai estava com ela e bem.

Joey veio me visitar com um presente: uma fita da sessão com o médium. Fiquei um tanto desapontado com o fato de a primeira mensagem vir através do meu primo e não diretamente para mim, mas preferi não discutir (p. 64).

A questão é: embora ele próprio tenha feito tudo para entrar em contato com sua mãe, John veio a receber a mensagem confirmando o primeiro sinal através de um primo. Por que não foram confirmados os outros dois sinais? Obviamente é porque há por detrás desses fenômenos um agente inteligente que age por vontade própria, não importando as expectativas que temos em relação a eles. A teoria do inconsciente aqui lhe daria uma autonomia e tanto, fazendo dele um “ser consciente” para agir como quer. No caso, o “inconsciente” teve a vontade de passar somente um dos sinais combinados, supostamente retirados da mente de John, único quem os conhecia, apesar dele não estar presente naquele momento da manifestação. Essa versão é muito hilariante para o nosso gosto, mas que infelizmente encontra eco por aí.

O segundo sinal recebido, veio, também, em circunstância imprevista; senão vejamos:

Em setembro de 1998 li um livro escrito por uma médium que não conhecia antes. Chamava-se Contacting the spirit world e era um guia para pessoas que queriam desenvolver suas próprias habilidades para se conectar com esse outro mundo. O livro me arrebatou. Era escrito de uma maneira bem simples, direta e útil. Nenhuma baboseira sensitiva sobre amor e paz e alguém atrás de você brincando com seu cabelo. Fiquei tão impressionado com o livro que, quando o terminei, eu provavelmente sentia o mesmo que todo mundo: eu queria uma consulta com a autora.

Seu nome era Linda Williamson e aparentemente ela era da Grã-Bretanha. Li o livro num vôo para Porto Rico. Quando voltei para casa e fui a uma reunião com minha editora Denise Silvestro em seu escritório, pedi-lhe que me ajudasse. "Você consegue descobrir quem é essa mulher e como chego até ela?", perguntei.

Denise começou a rir.

"Sei, é engraçado mesmo. Sou um sensitivo procurando consulta espiritual."

"Não, não é nada disso", disse ela. "Você não reparou em quem publicou o livro dela?"

Denise levantou-se e foi para a estante. Pegou um exemplar de Contacting the spirit world.

"Eu publiquei esse livro."

"Não acredito!"

"Foi publicado na Inglaterra. Li e gostei. Comprei os direitos para os Estados Unidos."

Denise me forneceu o telefone de Linda Williamson e eu mal podia esperar para falar com ela. Eram dez da noite - em Nova Iorque. Devia ser... bem tarde na Inglaterra. "Alô?", escutei um sotaque inglês bem sonolento. Ela educadamente me informou que horas eram em sua parte do mundo. Mas não parecia ter ficado muito incomodada. Estava entusiasmada com o fato de um de seus colegas médiuns telefonar dos Estados Unidos para dizer quanto gostara do livro. Ela, claro, não tinha ouvido falar de mim mais do que eu tinha ouvido falar dela.

"Você faria a gentileza de me telefonar amanhã de manhã?", pediu. "Bom, eu estava imaginando se um dia você me daria uma consulta por telefone."

"Na verdade, eu não faço isso. Mas se algum dia você estiver na Inglaterra, adoraria vê-lo."

"Bem, você é médium há muitos anos e estou certo de que pode dar uma consulta por telefone. Faço isso no rádio o tempo todo. É a mesma coisa." Não costumo ser assim tão insistente - justo eu, que deveria saber como é estar do outro lado do balcão -, mas eu precisava ter uma consulta com essa mulher, não ia desligar o telefone sem marcar uma sessão.

"Certo", ela falou, só para poder voltar a dormir. "Conversamos amanhã. Não prometo nada."

Na manhã seguinte, acordei alvoroçado. Linda ia me dar uma consulta fenomenal. Eu sabia, eu sentia. Eu esperara nove anos por isso, e só pensava que ela ia pegar o telefone e dizer: olá, Johnny, estou com sua mãe Perinda aqui. Ela morreu de câncer no pulmão no dia 5 de outubro e quer que lhe diga Princesa e Springfield e obrigada por colocar o urso Pooh no caixão. Lá ia eu de novo. Calma, rapaz. Diminua essas expectativas.

Liguei para ela, disposto a tudo. Coloquei os fones de ouvido que usava em meus programas de rádio, peguei caneta e papel. Estava pronto para disparar a estenografia que aprendi no colegial.

"Estou muito entusiasmada em fazer isso", diz Linda. "... há uma adorável mulher aqui, de pé atrás de você..." Ah, não! "E ela está mandando todo seu amor e..."

Estou chocado. Ela não pode ser uma daquelas. Seu livro era diferente disso. Calo-me profundamente. Em vez de ouvir o que ela está dizendo ou pensar sobre isso, apenas escrevo tudo, por absoluta falta de outra coisa para fazer. Ela continua falando e, em retorno, ofereço apenas uns rosnados de indiferença. Ela me acena com informações e pede para confirmar. Ahã. É Certo. Já vendi todas as ações que eu tinha dela, ela não é a corretora que vai me fazer ganhar milhões. Ela é uma cigana que lê as mãos nas ruas de Lower Manhattan.

Mas ela vale o que você paga para ela. Nisso eu concordo. Já estou na página seis do meu bloco de notas. "Sua mãe está dizendo para falar a você que ela era sua luz guia", diz ela.

"Não creio", discordei. "Ela me deu muitos conselhos, mas não sei se a chamaria assim."

"Oh, Deus."

"Que foi?"

"Sua mãe é uma mulher insistente."

"Ela pode ser."

Eu não queria ceder um centímetro.

Agora Linda muda seu tom, fala mais devagar e mais baixo. "Ela quer que lhe diga..."

"É? Certo, qual é minha grande mensagem?"

Uma pausa. "Luz... guia."

Silêncio do meu lado. Então... PUM!! É isso - foi. Feito. Caso encerrado. Fechado. Não consigo falar. As lágrimas jorram. Nove anos de expectativa irrompem num espetáculo de emoção acumulada (pp. 65-67).


John recebe o segundo sinal através de uma pessoa desconhecida que residia na Inglaterra, quando, ao falar com ela por telefone, ela lhe disse ter uma mensagem para ele.

Ele conta agora sobre Donna Marie (um pseudônimo) que veio-lhe pedir uma consulta, pois ela desejava entrar em contato com o pai que morrera em novembro de 1995. Percebendo-lhe um certo grau de sensibilidade, John a incentiva a desenvolver essa sua faculdade, dando-lhe todo o apoio. Conversavam de tempos em tempos.


O terceiro sinal
veio através dela. Vejamos:

Donna relembra:

Estou sentada aqui fazendo os exercícios. John fala para deixar a luz branca fluir à nossa volta e através de nós... Recebo uma mulher na casa dos 60, 70 anos, com cabelo castanho e encaracolado. Ela tem um corpo em formato de pêra. Está carregando uma antiga maleta de médico. Acho que isso queria dizer que recebia cuidados em casa. Está sorrindo. Então vejo, escrito em seu tórax: "Jean". Ela parece velha, mas percebo que é mãe de alguém de minha idade. Essa é a primeira vez que faço isso, portanto, acho que estou inventando tudo, imaginando. Depois de alguns minutos, John pergunta se alguém tem algo a colocar. Eu me levanto, apesar de não saber de fato o que estou fazendo. Não tenho a menor idéia de que se o que acabou de acontecer foi realmente uma comunicação com espíritos. Na verdade, acho que não.

Contei a todo mundo o que vi e senti, mas não falei "Jean", porque esse é o nome da minha cunhada, com quem eu fui ao workshop, então achei que não queria dizer nada. Mas então alguém disse: "Acho que pode ser minha mãe". Ela descreveu uma mulher que tinha aquela forma de corpo. Seu cabelo era castanho, mas ela o tingia de preto. Ela ficava numa casa de repouso. Mas isso era bem geral. Então disse que sua mãe se chamava Jean.

"Ai, meu Deus, juro por Deus que foi o nome que eu ouvi", disse eu. "Não falei porque achei que era minha cunhada Jean." A garota que se levantara tinha mais ou menos a minha idade. "A razão pela qual você se confundiu é que minha mãe me teve depois dos 40 anos. Por isso parece que é minha avó. Mas é minha mãe."

"Sério?", falei. Ela disse: "Você gostaria de ver uma foto dela?". Pegou uma fotografia e era a mulher que eu vira - exatamente o mesmo formato de cabeça, o mesmo formato de corpo. Tudo era igual, exceto o cabelo, que era preto. Se eu descrevesse essa pessoa para um retratista, era desse jeito que ele iria desenhá-la. Eu não podia acreditar que tinha feito aquilo.

§§§§§

Depois do workshop, Donna começou a fazer experiências em casa. Ela praticava com a cunhada. "Tentei receber coisas do irmão de Jean", disse Donna. "E ela as confirmou. Coisas sobre sua personalidade, sobre o casamento dela. Ele tinha Síndrome de Down, mas era muito ativo em vida, e entendi totalmente sua personalidade. Falei: 'Nossa, vai ver que estou mesmo fazendo isso'. Recebi uma sensação muito forte, porque estava dando a Jean um presente incrível."

Conversava com Donna de tempos em tempos e sempre lhe dizia que ela devia continuar trabalhando suas habilidades. Nos dois anos seguintes, ela praticava ocasionalmente com sua cunhada Jean. Ela não era ousada o suficiente para pedir a nenhuma outra pessoa, portanto, havia um limite para quanto poderia desenvolver. Além disso, estava ocupada. Tivera seu primeiro bebê - não um filho chamado Anthony, mas uma menina que ela e seu marido Tommy chamaram de Julia.

Numa noite de outubro de 1999, Donna estava sentada na cadeira de balanço do quarto da nenê, apenas vendo-a dormir. Imaginou se alguém poderia se manifestar caso não houvesse ninguém mais na casa, exceto Julia.

§§§§§

De repente, essa mulher se apresenta. Ela parece ter cabelo loiro pintado. Vem na minha direção e posso ler dois nomes escritos nela. Percebo que é assim que recebo os nomes. Não os ouço, vejo-os em letras grandes. Os dois nomes são Carol e Annette ou Antoinette. Passou muito rápido. Então ela me mostrou um filhote de cachorro, uma cruz e um pôr-do-sol. Imediatamente reconheci a mulher. Era a mãe de John. Vira uma foto dela no vídeo de One last time. Falei: "Se você é de fato a mãe de John, diga-me uma coisa realmente importante para me confirmar que essa é você". Ela me olhou e disse: "Fale a ele 'Pooh'''. Era como um filme na minha cabeça. Eu a via dizendo isso, mas ouvia minha própria voz. Peguei um bloco de notas e escrevi o que acabara de acontecer. Quando acordei na manhã seguinte, a primeira coisa que senti foi a mãe de John. Ela disse: "Fale 'urso' para ele".

§§§§§

"John, você vai achar que estou louca", disse Donna ao telefone. "Não sei se era sua mãe. Parecia exatamente com a foto dela que está no vídeo. Ela me falou 'Carol' e 'Anette'. Ou talvez 'Antoinette'." Há pouco tempo uma amiga minha chamada Carol começara a usar seu tempo livre para me ajudar na organização do consultório. E Antoinette era uma mulher que acabara de ser contratada para fazer a publicidade para uma turnê que eu estava realizando pela Learning Annex, uma organização nacional de educação de adultos.

"Então pedi uma confirmação mais forte e ela disse 'Pooh' e, nessa manhã, 'urso'."

"Meu Deus!", falei. "Sabe o que você acabou de fazer? Isso é o meu terceiro símbolo."

Fiquei mais composto dessa vez. Depois da mensagem Guiding light, aquilo era apenas o sorvete em cima do bolo. Eu estava balançado com a mensagem, mas na época já entendera que não devia ficar mais entusiasmado com o urso Pooh que com qualquer outra confirmação. (pp. 74-76).

Tão imprevisto como os outros, o último sinal recebido acaba por confirmar, de forma a não deixar a mínima dúvida, que a mãe de John realmente se comunicou com ele. Enfim todos os três sinais combinados foram passados da mãe ao filho, num autêntico intercâmbio entre os dois planos da vida.


Conclusão

Esses fatos aqui narrados vêm responder às pessoas céticas que dizem que é fácil provar que não há comunicação com os mortos, porque nenhum morto voltou para confirmar um sinal combinado para sua identificação. Com eles temos a prova cabal dessa possibilidade, e, certamente, não são os únicos que provam que isso acontece; o problema reside na falta de uma pesquisa séria sobre ocorrências deste tipo. Provavelmente, muitas pessoas, também por preconceitos sócio-religiosos, podem não relatá-los, mas, certamente, haverá muitas pessoas livres desses preconceitos que farão até questão de divulgá-los, faltando, apenas, um pesquisador destemido para fazer isso.

Apenas uma informação necessária sobre John Edward: ele, nos últimos cinco anos (2005), apresenta um programa na TV americana chamado Crossing Over with John Edward (Fazendo Contato, com John Edward), onde recebe mensagens de “mortos”.

Certamente, encontraremos pessoas que não irão concordar com o que aqui expomos; entretanto, damos a elas o pleno direito de apresentar provas de que os fatos apresentados, e os respectivos depoimentos das pessoas que participaram dos programas transmitidos pela TV, não são verdadeiros.


Paulo da Silva Neto Sobrinho

Mai/2006.


Referência Bibliográfica:


EDWARD, J. Fazendo Contato, São Paulo: Prestígio, 2005.


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Fonte: Boletim GEAE 519




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