Espiritualidade e Sociedade



André Luís N. Soares

>       Leonora Piper (1857-1950)

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André Luís N. Soares
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1. Sinopse Biográfica


Sra. Piper de Boston, EUA. Sem dúvida a médium que mais contribuiu para os avanços da pesquisa psíquica e, especialmente, para a hipótese da sobrevivência após a morte. Por mais de 4 décadas foi estuda pelos sábios das Sociedades inglesa e americana de Pesquisa Psíquica. Seus fenômenos persuadiram, entre outros, nomes como Sir Oliver Lodge, James Hyslop, William James e o prestidigitador e terror dos falsos médiuns, Richard Hodgson. O primeiro "controle" (guia) a se manifestar na Sra. Piper foi uma garota indiana cujo nome era Chlorine. As primeiras manifestações de sua mediunidade ocorreram após se consultar com um curador psíquico cego, Dr. J. R. Cocke, que dizia receber o espírito de um médico chamado Finne ou Finnett, a fim de superar o trauma de um acidente que sofrera num trenó e pela suspeita de um câncer em razão de um tumor que lhe aparecera. Depois de Chlorine e de diversos comunicadores que se manifestaram, uma personalidade que se apresentou como Phinuit, dizendo ter sido um médico francês, passou a administrar os comunicadores esporádicos que pretendiam se manifestar. Embora com grafia diferente, Phinuit assemelha-se a mesma entidade Finne, de Cocke. Phinuit inicialmente apenas dava conselhos médicos ou diagnósticos e depois qualquer tipo de informação requerida pelos assistentes. A notoriedade da Sra. Piper deu-se através de William James, que a conheceu por intermédio de sua sogra, Sra. Gibbens, depois que esta lhe contara sobre os surpreendentes fenômenos da médium. William James e Richard Hodgson, membros ativos da "American Society Psychical Research", tomaram interesse sobre Piper e, com grande ceticismo, vieram examinar seus "dons". Numa sessão, Phinuit falou do filho Herman (ele pronunciou "Herrin") que James perdera, fornecendo diversos detalhes que não deram ao consulente menor dúvida a respeito da criança. Para estabilizar o "rapport" (conexão) com os espíritos comunicadores, ela utilizava uma influência psicométrica e freqüentemente pedia objetos que pertenciam a pessoa ou falecido. Hodgson, apurado caçador de fraudes, contratou um serviço de detetives para seguir Sra. Piper e sua família e descobrir um possível meio dela adquirir as informações por meios normais. Hodgson arranjava as sessões sem fornecer os nomes verdadeiros dos assistentes. Estes eram, na maioria das vezes, apresentados com o pseudônimo de "Smith". Piper habitualmente era pouco precisa naquilo em que os pseudo médiuns têm mais sucessos. Divagava sobre datas e preferia dar nomes próprios e geralmente concentrava-se em descrever doenças, idiossincrasias e caráter dos assistentes. Pescava detalhes sobre o passado os quais nenhum médium fraudulento teria a mínima chance em alcançar, mas freqüentemente falhava em responder questões testes. O espírito de Hannah Wild, manifestado através dela, não foi capaz de descrever o conteúdo de uma carta selada a qual deixou antes de sua morte e quando o transe sugeria a incorporação do falecido médium Station Moses, falhou em dar os nomes corretos de seus antigos guias ("Doctor", "Mentor" e "Imperator").


Em 1888-89, professor Hyslop juntou-se a investigação. Doze sessões foram suficientes para convencê-lo da insustentabilidade da hipótese da personalidade secundária. Em "Proceedings of S.P.R, vol. XVI" disse: "eu dou minha adesão à teoria que existe uma vida futura e persistência da identidade pessoal". A fim de afastar qualquer possibilidade de fraude, em 1889, Sra. Piper deixou os EUA para ser estudada na Inglaterra, longe do contato de pessoas próximas. Em novembro do mesmo ano, foi recepcionada no porto por Sir Oliver Lodge. Sob os cuidados de Myers foi para Cambridge na casa de quem ela ficou. Nas sessões na Inglaterra, Myers escolhia assistentes que não moravam em Cambridge e os quais se apresentavam à médium sob nomes falsos. Então, sob a supervisão de Myers, Lodge e Walter Leaft, Sra. Piper deu 88 sessões entre novembro de 1889 e fevereiro de 1890. No relatório de Lodge (1890) foi concluído: 1. que muitos fatos fornecidos pela médium não poderiam ser obtidos nem por detetive muito hábil; 2. que, se ela tivesse ajuda de comparsas, deveria expender muito tempo e dinheiro, os quais ela não tinha. Lodge, inclusive, acompanhava-a quando ia às ruas fazer compras; 3. Que ela nunca deu qualquer motivo para que suspeitassem de fraude. Sir Oliver Lodge enumerou 38 casos nos quais as informações dadas pela médium não faziam parte do conhecimento consciente dos assistentes. O êxito da Sra. Piper era algo tão assustador que a dúvida era sobre a espécie anômala da origem das informações (telepatia, espíritos etc.). Hodgson, em "Proceedings S.P.R, Vol. XIII", diz: "tenho tentado a hipótese telepática dos vivos por muitos anos, assim como a hipótese espírita, não tenho nenhuma hesitação em afirmar com mais absoluta segurança que a hipótese espírita é justificada por seus resultados e a outra não". Ao voltar a Boston, EUA, a médium começou a manifestar um novo "controle", o recém falecido "George Pelham", amigo do Dr. Hodgson. Pelham era um advogado e versado em filosofia e literatura. Também era escritor, tendo publicado dois livros. Pouco mais de um mês de sua morte, começou a manifestar-se através da Sra. Piper, na ocasião de suas sessões. Provavelmente essa foi a fase mais forte de sua mediunidade. Com a vinda de George Pelham, Sra. Piper, além de sua habitual psicofonia, iniciara sua fase de escrita automática, de sorte que às vezes realizava um "tour de force", psicografava simultaneamente mensagens diferentes de Pelham por ambas as mãos enquanto ditava uma terceira de Phinuit. Daí em diante, seguiu-se uma série de "controles". Era o auto-aclamado "grupo Imperator" (Pelham, Myers, Hodgson, George Eliot, Guyon etc.) . Depois daquela visita à Europa, ela ainda retorna à Inglaterra mais duas vezes. Uma em 1906, quando se submete a mais 74 sessões. Hodgson morre em 1905. Algum tempo depois, uma personalidade afirmando ser o próprio Dr. Hodgson emerge como um novo "controle". Em 1909, William James publica seu relatório sobre as comunicações de Hodgson nas Sociedades Inglesa e Americana. James não se compromete com sua conclusão, mas sentiu a presença de uma vontade externa esforçando-se para se comunicar através da médium. De volta aos EUA, em 20 de outubro de 1901, o "New York Herald" publica uma declaração de Piper dizendo que ela confessou não acreditar que os espíritos dos mortos se manifestam através de seu transe. Cinco dias depois, ela desmente aquela declaração no "The Boston Advertiser", embora diga que "espíritos" podem ou não ser a explicação. Oliver Lodge lembra que a opinião dela não tem muito peso, pois que depois do transe não se lembrava do que se passou. Em 1909 volta pela última vez à Inglaterra. Madame "Guyon" foi seu último "controle" o qual fechou o círculo Imperator.


2. Influência Espiritualista

Não.


3. Alguma Tragédia fez despertar sua mediunidade

Sim.


4. Espécie de Mediunidade

Intelectual.


5. Evidências Mais Relevantes

I. Caso dos Sutton. Numa das sessões em 1893, o casal Sutton tomou uma tentativa de comunicação com sua filha Katherine, que morrera seis meses antes. Detalhes como a dor de garganta, a paralisia da língua da menina, o cavalinho que o pai lhe dera, sua febre, quando doente, e a forma dramática como as mensagens são passadas mostram o alto grau de sugestão da paranormalidade. As mensagens são passadas à médium por intermédio do "controle" Phinuit que, numa espécie de telefone sem fio, dita tudo o que lhe é passado pela pequena Katherine.


II. Caso do relógio. Oliver Lodge unicamente colocou nas mãos da médium um relógio que pertencia ao falecido Jeremiah, irmão de seu bastante idoso tio Robert. A médium rapidamente disse que o relógio pertencia a um de seus tios, o qual gostava muito do tio Robert. Disse que o relógio pertencia ao tio Jerry (diminutivo de Jeremiah). Lodge disse a médium em transe que para seu tio Robert pudesse reconhecer a presença do irmão, seria importante ele - Jerry - lembrar de alguns detalhes da infância que passaram juntos. O que se seguiu foram peculiaridades muito especiais, como a travessa do rio a nado e o risco de se afogar; a morte de um gato no campo de Smith; a posse de uma espingarda e a pele de uma cobra a qual Jerry acreditava estar ainda com Robert. Este último detalhe foi de uma qualidade tão alta que mesmo Andrew Lang, antropólogo, folclorista e membro da "Society Psychical" inglesa, que até então resistia a acreditar nos dons da Sra. Piper, foi obrigado a inclinar-se.


III. O Reconhecimento de G.P. A fim de testar a identidade do "controle" George Pelham (G.P.), seu falecido amigo, Hodgson organiza uma sessão para reconhecimento de 30 de seus antigos amigos, dentre 150 pessoas estranhas. G.P. incorporado na Sra. Piper, reconhece-os, dentre as pessoas que lhe são apresentadas, e lhes dirige palavras, como teria feito quando vivo. É verdade que a prova fracassa uma única vez, quando chega na hora da Srta. Warner, entretanto a justificativa é facilmente atribuível a memória, pois conhecera a menina quando ela tinha 8 anos de idade. Pelham não a identifica, perguntando ao Dr. Hodgson quem podia ela ser. Hodgson respondeu que a mãe da moça era amiga da Sra. Howard, que Pelham havia, com alguma familiaridade, conhecido. O que se segue é uma conversa típica e saudosa entre G.P. e a Srta. Warner, com um espanto inicial de G.P. ("Meu Deus, como crescestes!... Oh, eu conheci muito vossa mãe.") e depois o diálogo prossegue norteado por assuntos sobre a mãe da moça.


IV. Caso Lethe. Este é um exemplo de correspondência cruzada entre as médiuns Piper e Willett a fim de verificar a identidade do suposto "Myers" (falecido em 1901) que aparentemente se manifestava através delas. G.B. Dorr, nos EUA, formulou a pergunta ao "Myers" da Sra. Piper: "que vos sugere a palavra Lethe?" Obteve como resposta um grande número de alusões a obras clássicas que nada significaram para ele. O tema sobre "Clássicos" foi escolhido porque, além da médium Piper não ter nenhum conhecimento, Myers era um profundo estudioso sobre. As alusões se referiam a história de Ceyx e Alcione e ao envio da Deusa Íris ao submundo ligado ao rio Lethe em Metamorphoses de Ovídio. Depois, Lodge fez a mesma pergunta ao Myers da Sra. Willett o qual respondeu que já havia respondido essa pergunta antes e com grande esforço decifrou a palavra D-O-R-R em maiúsculas. Posteriormente, os escritos de Willett fizeram diversas referências ao rio Lethe na Enêiada de Virgílio, mas sob a visão de pessoas com alta cultura, como Myers. Seguindo-se, escreveu o Myers da Sra. Willett: "eu ter diferentes escribas [as psicografias] significa que devo mostrar diferentes aspectos sob os quais se há de encontrar a unidade subjacente, e sei o que Lodge quer. Ele quer que eu prove que tenho acesso ao conhecimento revelado em qualquer parte".


V. O caso Abt Vogler. Este é mais um exemplo de correspondência cruzada entre as médiuns Piper, Verrall e sua filha a fim de novamente testar a identidade do suposto "Myers", que aparentemente se manifestava através delas. Na Inglaterra, Piddington explica ao "Myers" da Sra. Piper: "temos conhecimento do esquema de correspondências cruzadas que você está transmitindo através de vários médiuns e esperamos que continue com elas. Tente dar a A e a B duas mensagens diferentes, entre as quais não seja perceptível a menor ligação. Depois que possível, dê a C uma terceira mensagem que revele as sugestões ocultas". Por fim, Piddington sugeriu a "Myers" que assinasse cada um dos escritos um círculo com um triângulo dentro. E ainda há um crucial detalhe: a sugestão dessa experiência foi ditada em latim ciceroniano à médium em transe, dialeto que a Sra. Piper não tinha a mínima noção. O "controle" disse que captou a mensagem. Demorou apenas algumas semanas para que o falecido Myers decifrasse essa complicada correspondência cruzada. Entre 17 de dezembro e 2 de janeiro, alusões aos temas "estrela", "esperança" e a "poesia de Robert Browning" começaram a aparecer nos escritos da sra. Verrall e sua filha. Essas alusões tiveram pouco sentido para Piddington até quando, em uma sessão com a sra. Piper em Londres, ele recebeu uma mensagem para procurar "Esperança", "Estrela" e "Browning". As alusões adquiriram sentido perfeito quando Piddington estudou Browning e descobriu que a correspondência cruzada relacionava-se com os temas contidos em seu poema Abt Vogler (Rogo, Scott. Life After Death: Case for Survival of Bodily Death, 1986).


VI. A mensagem cifrada Faunus. Numa das reuniões durante o período Hodgson como "controle" da Sra. Piper, em 8 de agosto de 1915, a personalidade pede a Sra. Robbins, assistente na sessão, para transmitir um recado a Lodge: "agora Lodge, que não estamos aí como no passado, isto é, não completamente, estamos aqui capazes de dar e receber mensagens. Myers diz a você tomar a parte do poeta, e ele [Myers] agirá como Faunus". Myers. Ele protegerá. É o que tem a dizer a você, Lodge. Bom trabalho. Solicite a Verrall, ela também estará entendida. Arthur [falecido esposo da Sra. Verrall] também diz". A mensagem foi enviada a Sir Oliver Lodge, que a recebeu em 6 de setembro na Escócia e tomou iniciativas para interpretá-la. Escreveu para Sra. Verrall: o poeta e Faunus significa alguma coisa para você? Um protege o outro? Sra. Verrall responde em 8 de dezembro de 1915: "a referência é a Horácio, sobre a queda de uma árvore que por um triz não o matou, o que ele atribui à intervenção de Faunus. Faunus, o guardião dos poetas... A passagem não tem especial associação para mim". Lodge conseguiu entender que a "árvore que cai" é uma simbologia à morte bastante usada. Consultou outros eruditos e todos confirmaram. Sentia então que algo ruim estava para acontecer, mas que Myers poderia ajudá-lo. Então 9 dias depois, no dia 17 de setembro, Lodge recebe um telegrama do Ministério da Guerra informando que seu filho Raymond havia falecido em Ypres (França), durante batalhas da 1ª Guerra, no dia 14 de setembro. A fim de entender melhor a mensagem, Lodge procurou o Rev. M. A. Bayfield para interpretação. Assim ele respondeu: "(...)Faunus 'aliviou', não 'desviou' o golpe. No vosso caso, a significação me parece ser de que o golpe sobreviria, mas não esmagaria; que seria 'atenuado' pela asseguração dada por Myers de que o vosso filho ainda vive (...) Sou levado a crer que Horácio não se teria impessionado tanto se não fosse realmente alcançado pela árvore. Há em suas Odes quatro referências ao caso, todas fortalecendo a minha interpretação - e também a da mensagem de Myers, que devia estar bem consciente dos termos da citação dos versos de Horácio - e não teria dúvida de que o poeta não escaparia ao golpe, o qual fora rude". Em seguida a morte do filho, Lodge recebeu comunicações de Myers e Raymond através da Sra. Piper. Assim, na realidade, Myers estava atenuando a triste notícia, tranqülizando Lodge de que seu filho continua vivo.


6. Críticas a hipótese da Sobrevivência

Dr. Phinuit, que se dizia um médico francês, além de não falar francês - disse que esqueceu pelos constantes contatos com seus clientes britânicos -, quando se buscou averiguar sua identidade, verificou-se que não existiu nenhum Dr. Phinuit em Metz e que seus informes a respeito de sua pessoa eram todos fantasias. Disse ter estudado Medicina num colégio parisiense chamado "Merciana" ou "Meerschaum". Não existiu em Paris nenhum estabelecimento de ensino com esse nome. Mesmo quando diagnosticava com muito êxito uma doença, seus conhecimentos de medicina eram superficiais. Por vezes "pescava" informações e montava um vago falatório. Phinuit realmente parece uma personalidade secundária dramatizada pelo inconsciente da médium a qual, em estado de dissociação, captava telepaticamente algumas informações na mente de pessoas presentes. Os diversos "controles" que assumiram o comando na fase final da mediunidade de Piper falavam constantemente material desconexo e sem sentido. O "controle" Hodgson, durante as pesquisas de William James, levando em conta o conhecimento que a médium e os pesquisadores já tinham dele, parece ter sido fraco em provar sua identidade, embora James conclua intuitivamente que sentiu a presença de uma vontade externa tentando a muito custo criar jogos e situações que pudessem demonstrar sua permanência após a morte, apesar de falhar em grande parte. Sra. Sidgwick, ex-presidente da "Society Psychical Research" (S.P.R) declarou que os guias ou "controles" possivelmente são sub-personalidades. Rosalind Heywood, também ex-presidente da S.P.R, e Robert Tocquet, ex-presidente do Instituto de Metapsíquica Internacional (IMI), estendem a mesma conclusão a todas as entidades comunicantes que repassam suas mensagens aos "controles", os quais comandam a médium durante a sessão.


7. Replicando os argumentos contrários a interpretação espiritualista

A aparência fictícia de certos "controles" da Sra. Piper, como Phinuit e George Eliot, apenas ressaltam a dificuldade da transmissão telepática das personalidades falecidas, uma vez que a "vontade do comunicante" se mistura à "vontade de personificação" da médium. Numa análise mais abrangente, apenas a hipótese da sobrevivência parece explicar os altos e baixos na qualidade das sessões quando houve simplesmente a mudança de "controle", como a troca de Phinuit por George Pelham. A interferência dos pesquisadores durante o transe, com sugestões, perguntas ou induções ao erro - como na hipnose - pode ser bastante responsável por intensificar a personificação do inconsciente. William James diz que mesmo a vontade externa pode ativar a vontade própria da médium. Além disso, não parece razoável dar uma interpretação não-espiritualista a casos fortes de comunicação cruzada. Por fim, a teoria da transmissão apresenta-se como uma interpretação muito forte, mas a qual precisa responder por que certas personalidades falecidas se ajustam melhor ao médium, como o processo de comunicação funciona e como pode ser melhorado qualitativamente, reduzindo a interferência do psiquismo do médium.


Referências

BOZZANO, Ernesto. A Propósito da Introdução da Metapsíquica Humana. 2ª edição. Rio de Janeiro: FEB, 1945.

CARVALHO, Antônio Cesar Perri de Carvalho. Os Sábios e a Sra. Piper: prova da comunicabilidade dos espíritos. 1ª edição. São Paulo: O Clarim, 1986.

FODOR, Nandor e LODGE, Oliver. Encyclopedia of Psychic Science (versão online). Original de 1952.

GAULD, Alan. Mediunidade e Sobrevivência. São Paulo: Pensamento, 1995.

HERLIN, Hans. O Mundo Extra-sensorial. 3ª edição. Rio de Janeiro: Record, 1969.

HEYWOOD, Rosalind. O Sexto Sentido. 9ª edição. São Paulo: Pensamento, 1993.

ISS: Biography of Leonora Piper. [acessado em 09 de setembro de 2007].

LODGE, Oliver. Raymond: uma prova de sobrevivência da alma. São Paulo: Edigraf, 1972.

ROGO, Scott. Vida Após a Morte: evidências da sobrevivência à morte corporal. São Paulo: Ibrasa, 1991.

SUDRE, René. Tratado de Parapsicologia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1966.

TOCQUET, Robert. Os Poderes Secretos do Homem: um balanço do paranormal. São Paulo: Ibrasa, 1967.

Fonte : http://parapsi.blogspot.com/2007/09/leonora-piper-1857-1950.html

 

O importante relatório do Professor Hyslop

No relatório e na análise das 17 sessões da médium Leonora Piper (Further Record of observations of certain trance phenomena, em Proceedings Society Psychical Research XVI, 1901, pp. 1-649), o pesquisador americano James Hyslop aceita que tem estado em comunicação direta com o espírito de seu falecido pai e outros membros de sua família. O autor fornece o contexto de Piper e brevemente explica por que rejeita a fraude. As declarações daquele comunicador que alega ser o pai dele são fornecidas extensivamente; os interesses relacionados ao seu pai e os eventos reais na vida deste são analisados e julgados consideráveis. As declarações de outros comunicadores são consideradas mais brevemente. Um resumo estatístico mostra o número de incidentes e fatores tidos como verdadeiros nas comunicações e que excedem grandemente o falso e o incerto. O autor discute a hipótese telepática (124) e enumera objeções, inclusive: o longo alcance telepático da médium (139); a incompatibilidade do aparente poder na faculdade telepática com a tendência a cometer erros simples (142); a inconsistente clareza dos diferentes comunicadores comparada com a natureza uniforme da memória do assistente (146); a espontaneidade da comunicação (149); o fracasso em transcender os limites da memória do comunicador (151); a necessidade de se evocar habilidades correspondentes à representação dramática (152). Defendendo a hipótese "espirítica", Hyslop enfatiza a unidade da Consciência exibida pelos comunicadores individuais (158); o jogo dramático da personalidade (176); erros e confusões que sugerem fracassos típicos de uma memória individual (214); o valor evidencial de declarações involuntárias não planejadas como comunicações (238). Objeções de interesses para os céticos, mas não em geral para o autor, são então discutidas (242): a necessidade da prova científica (244); a trivialidade de incidentes comunicados (248); aspectos não convincentes das primeiras comunicações do guia Phinuit (251); a predominância, entre os comunicadores, de pessoas conhecidas do assistente (256); o fracasso dos comunicadores em descreverem suas condições de existência (258). A fraca evidência de identidade de certos controles de transe é considerada (262). As habilidades dramáticas requeridas por qualquer hipótese baseada em personalidades secundárias são discutidas extensivamente (268) e a tendência a realizar idéias apriorísticas sobre comunicações espirituais (285). Uma pequena conclusão reafirma a aceitação do autor da hipótese espirítica. Os apêndices dão notas detalhadas das sessões e breves resultados de certas experiências.

 

Fonte: http://parapsi.blogspot.com/2008/05/o-importante-relatrio-do-professor.html


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