Espiritualidade e Sociedade





Glayton Alexandre da Silva

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Glayton Alexandre da Silva
>    Vale de Lágrimas: um estudo a respeito da noção de doença sob o ponto de vista de religiões brasileiras no início do século XXI


Dissertação apresentada como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Ciências da Religião à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), sob a orientação da Professora Dra. Maria José Fontelas Rosado Nunes. São Paulo - 2009


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Resumo:

O presente estudo tem como objetivo analisar a concepção de doença em religiões brasileiras. Sob a perspectiva da teoria das Representações Sociais, busca-se a identificação das interpretações da causalidade dos processos mórbidos sob o ponto de vista de católicos, evangélicos e praticantes dos cultos afro-brasileiros (umbanda e candomblé). Com esse intuito, é proposta uma discussão para a definição dos termos doença e religião, além de uma análise da relação dessa última com a medicina.

Os modelos etiológicos e as concepções populares sobre a doença revelam a importância de se conhecer as representações de saúde/doença enquanto balizadoras de comportamentos sociais de proteção, exclusão e assistência aos indivíduos enfermos. A história das representações de saúde/doença foram sempre pautadas pela inter-relação dos seres humanos e seus corpos com diversos elementos naturais, sociais e sobrenaturais. Em decorrência da função terapêutica desempenhada pelas religiões ao longo dos séculos, crenças religiosas permeiam essas representações e levaram, inevitavelmente, a uma moralização das enfermidades. Essa constatação acaba mostrando que quando se trata de representações sociais da doença observa-se mais permanências do que mudanças no decorrer dos anos.

A moralização das doenças aliada à elevação da saúde ao estatuto de "ideal social" pela medicina moderna e pelas religiões no geral influem na maneira como os agentes sociais afetados pela doença, e os grupos religiosos aos quais pertencem, lidam com o sofrimento. As questões sobre a razão das doenças desloca-se do como? para o por que? e a doença, antes concebida como uma mera alteração fisiológica, tem seus domínios estendidos para além do corpo.

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