Espiritualidade e Sociedade





Gilberto Schoereder

>    Visão Espírita e Fenômenos Ufológicos

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Gilberto Schoereder
>   Visão Espírita e Fenômenos Ufológicos

 

Já é sabido de muita gente que pesquisadores espíritas e ufólogos apresentam muitos interesses em comum, ainda que nem sempre eles sejam colocados claramente. Apesar disto, o tema ufologia ainda encontra alguma resistência no meio espírita e, para sabermos mais sobre o assunto, conversamos com o médium, escritor e pesquisador Pedro de Campos.

Pedro de Campos, que se diz particularmente interessado no tema da evolução humana, conheceu o Espiritismo aos 13 anos, desenvolvendo sua mediunidade. Tornou-se um dos importantes pesquisadores do Espiritismo científico e de Ufologia da atualidade, psicografando três livros sobre o tema: Colônia Capella – A Outra Face de Adão (EspíritoYehoshua Bem Nun), Universo Profundo – Seres Inteligentes e Luzes no Céu (Espírito Erasto) e UFO – Fenômeno de Contato (Espírito Yehoshua Bem Nun).

 

(separamos as perguntas em negrito, e as respostas em texto normal)

 

Você entende que devia haver uma aproximação maior entre o Espiritismo e a Ufologia, no sentido de se estudar melhor e com mais profundidade os eventos e fenômenos que ocorrem em cada um deles?

Do meu ponto de vista, acredito que a primeira coisa que se deva procurar é um entendimento mais amplo do que seja a pluralidade dos mundos habitados de que fala a Doutrina Espírita, com todas as suas variações, sem preconceito algum. E isso é algo que nós, espíritas, devemos fazer.

Do ponto de vista científico, podemos dizer que no universo há bilhões de planetas; uma infinidade deles pode ter condições semelhantes às nossas. A vida neles pode ter surgido e evolucionado até o patamar inteligente, com realizações técnicas tão avançadas que talvez sejam difíceis até de imaginar.
Contudo, do ponto de vista físico, por ter evolucionado num mundo semelhante ao nosso, o ser extraterrestre, por mais adiantado que seja, ainda seria uma criatura de corpo sólido, denso como o nosso, para não dizer de carne e osso.

Mas além dele, a Doutrina Espírita fala também de um ser menos material que habita os planetas do sistema solar, vivendo ali num regime de encarnação e desencarnação, por assim dizer. E a nossa ciência diz que não há vida de carne e osso neles, nem tampouco detectou seres alados volitando de um lado para o outro do orbe. Então, essa criatura menos material de que fala o Espiritismo deve ter um corpo muito diferente do nosso, postado em outra dimensão do espaço-tempo. E deve ter evolucionado de uma maneira que nos seria totalmente desconhecida. Para considerar a existência dessa criatura, com características assim tão impalpáveis, precisamos dar a ela um outro nome, para não misturar as coisas. O espírito Erasto chamou de ultraterrestre essa criatura e registrou isso no livro Universo Profundo.

Os Espíritos da Codificação falaram desse tipo de vida. E quando ela for entendida de modo filosófico, então vamos aceitar que os seres ultraterrestres vivem em esferas sutis, evolucionando num regime de pluralidade de existências. E por estarem vivos, a reprodução da espécie deve ser coisa normal, para que haja continuidade da vida. Normal também seria o estudo e o desenvolvimento da tecnologia, a qual poderia já ter atingido um patamar bem avançado. Se considerarmos isso, então vamos ver que os objetos voadores não identificados, os ÓVNIs, poderiam ser a expressão técnica dessas civilizações mais adiantadas, vibrando numa faixa totalmente desconhecida da nossa ciência.

O conceito filosófico do Espiritismo e suas práticas experimentais podem dar uma nova base de sustentação para entendimento dos fenômenos ufológicos. E a investigação científica desse tipo de vida poderia aproximar Espiritismo e Ufologia.


Como poderia ocorrer essa aproximação?

Primeiro teria de haver a leitura das obras de Kardec e a dos bons livros de Ufologia. Em termos de investigação prática, quem leu o livro Universo Profundo viu que o nosso querido Erasto deu uma visão espírita mais ampla dos fenômenos. E, no final do livro, o autor espiritual deixou um Projeto Contato, com o qual o tema poderia ser articulado de modo científico, pois os tempos atuais exigem novas abordagens, com técnicas refinadas de pesquisa. A Ufologia não é uma atividade para ser feita num recinto fechado, como no do Centro Espírita. Os fenômenos acontecem lá fora, no aconchego da natureza terrestre. Por isso é preciso ir a campo e investigar com metodologia apropriada.


Seu livro Universo Profundo: Seres Inteligêntes e Luzes no Céu é apresentado como “uma visão espírita da ufologia”. Trata-se de um tema delicado no meio espírita, uma vez que muitas pessoas não gostam de tocar em questões ligadas a OVNIs e extraterrestres. Como você vê essa questão? Foi difícil para você chegar até essa abordagem?

Por que será que o assunto é delicado? Por que será que as pessoas não gostam de tocar essa questão? Há de se ter motivos para isso. Comigo acontecia o mesmo. Para falar do assunto com a devida propriedade eu me ressentia da falta de um livro-suporte que me desse os fundamentos doutrinários.

Lembro-me de certa ocasião em que Jether Jacomini, em seu programa de rádio, na Rede Boa Nova, perguntou-me nos bastidores se eu poderia falar sobre abdução, um tema intrigante que não poderia mais ser adiado. Foi nesta ocasião, dentro das Casas André Luiz, que senti a disposição da espiritualidade em resolver isso. A resposta veio de Erasto, posteriormente. Então, a questão toda ficou fácil de entender, mas ainda assim difícil de aceitar. Somente um estudo acurado e reflexivo da obra Universo Profundo, procurando os fundamentos na Doutrina Espírita, é que poderá resolver isso.

Se o encarnado não estiver preparado para entender a questão ufológica agora, isso se deve a ele próprio; a espiritualidade já se manifestou abertamente, não há mais razão para insegurança ao tratar o tema. O certo é que o público vai querer saber, e o divulgador espírita precisará explicá-lo. Para isso, é preciso encarar a situação, estudar o tema e formar opinião para divulgá-lo com segurança.


Quais você considera que são as mais importantes e evidentes conexões entre a Ufologia e o Espiritismo? Existem fenômenos comuns a ambos?

A maior de todas as conexões é que ambos os fenômenos, espírita e ufológico, procedem de um mundo invisível e têm como protagonistas seres inteligentes. Assim, casos como os de aparição, de materialização, de transporte, levitação, de telepatia e ainda de outros, são comuns a ambos. Mas o mais intrigante, para nós espíritas, é que em meio aos fenômenos comuns existem aqueles destoantes, ocorrências novas, não tratadas na época da codificação, tais como discos voadores, os contatos imediatos com seres humanóides, os eventos surpreendentes de abdução e os insólitos implantes e experiências alienígenas. Isso tudo, Erasto comenta e nos esclarece, mostrando as conexões, as diferenças e os porquês, sempre se posicionando fundamentado na Doutrina Espírita, desenvolvendo os temas com explicações racionais, capazes de aclarar os pontos obscuros.


Mensagens e comunicações

No que se refere ao contato entre os ultraterrestres e nós, é preciso destacar também as possíveis e prováveis diferenças entre as mensagens recebidas dos seres de outros mundos e aquelas recebidas dos Espíritos. Em seus livros, Pedro de campos também se referiu ao assunto, e nos esclareceu seus pontos de vista.


Você fez uma distinção entre as canalizações de mensagens dos ultraterrestres e as mensagens dos Espíritos. Quais seriam e de que forma seria possível detectar essas diferenças?

Quem ler o livro UFO: Fenômeno de Contato, vai conhecer muita coisa nova. A canalização é tema abordado em capítulo específico. Numa curta definição, podemos dizer que “canalizar é recepcionar e interagir com um pensamento inteligente de natureza extrafísica”. Isso quer dizer que tanto o Espírito pode ser canalizado quanto o ser ultraterrestre. As diferenças entre as duas entidades são muitas. Elas também são tratadas no recente livro.

O conteúdo e o modo de transmissão das mensagens são algo diferente. Uma comunicação cujo conteúdo esteja recheada de termos expressivos, mas com muita fabulação sobre as energias e planos existenciais, denotando no fundo não sair do terra-a-terra, por lógica não poderia vir de uma entidade evoluída de outra esfera. Nesse caso, o mais provável é que seja um embuste espiritual. Nesse caso, o dirigente, amparado por seus guias, deve encaminhar o embusteiro à sessão apropriada, para doutrinação e afastamento. Espíritos podem fazer aparições e executar outras atividades, mas não usam naves espaciais estruturadas para se comunicar.

Os ultraterrestres não incorporam, mas se comunicam por telepatia. Tampouco o fazem por psicografia. Os que assim precedem estão na erraticidade, são Espíritos desencarnados, seja de que orbe for do infinito. Se um Espírito de outro orbe incorporasse o médium, ele teria de usar o aparato físico mediúnico para se comunicar. Para falar, teria de dominar a escrita. Como não sabe o idioma e tampouco nossa escrita, não poderia fazê-lo. Mas tanto um Espírito de outro orbe quanto um ser ultraterrestre, comunicando-se por telepatia, poderia passar a imagem mental ao médium, e esta não precisaria de idioma algum para ser entendido. Nessa condição, o médium interpretaria a mensagem segundo sua própria cultura, conforme sua intuição, seu sentimento e sua clarividência. Contudo, para fazer isso é preciso que o sensitivo tenha vários dotes mediúnicos bem desenvolvidos, além da ajuda de seu guia espiritual, para validar a mensagem. Caso a entidade denote característica ultraterrestre na comunicação, então a prova só pode ser aceita com a demonstração da nave nos céus, de modo que ela fique bem nítida para todos.

Diferente do Espiritismo, a Ufologia é estudo do objeto voador não identificado, o chamado OVNI ou UFO. Por isso, o que identifica sem equívoco o alienígena é a sua nave. Enquanto a criatura não materializar a nave e disser por si próprio a que veio, qualquer outra comunicação canalizada poderia ser considerada como vinda de Espírito errante. Sem a nave, não há fenômeno ufo. E sem ufo, não há certeza da criatura ser alienígena.


Você se referiu ao fato dos ultraterrestres poderem se comunicar por telepatia, mas que isso raramente ocorre nas Casas Espíritas. Não seria de se esperar que os médiuns tivessem mais possibilidade de receber essas mensagens telepáticas ou canalizações?
 
Os médiuns espíritas podem captar perfeitamente mensagens de ultraterrestres. Mas é preciso entender primeiro o porquê disso ser raro nos Centros Espíritas. É muito importante lembrar que a prova definitiva de uma canalização só pode ser dada com a aparição da nave em campo aberto. Caso contrário, a comunicação ficaria duvidosa para todos. Dentro de um ambiente fechado, não haveria como fazer isso, não daria para ver a nave nos céus. E dentro das cidades, isso seria uma atividade inviável, haveria pânico. Além disso, trata-se de fenômeno físico, para o qual há riscos. Uma pessoa não preparada poderia não suportar o choque emocional. Primeiro é preciso a permissão do plano espiritual maior para realização de qualquer atividade espírita conjugada à Ufologia.


Por se encontrarem em dimensões “mais sutis”, o contato entre ultraterrestres e Espíritos não seria mais fácil e simples de acontecer do que destes conosco, especialmente quando falamos dos ultraterrestres moralmente evoluídos?

Apenas por uma questão de lógica, seres evoluídos deveriam ter mais facilidade de comunicação entre si do que nós com eles; a nossa dificuldade para isso é grande. Mas no que respeita à comunicação entre Espíritos e seres ultraterestres, não me parece possível estabelecer uma regra geral e com isso dizer que seja mais fácil ou mais difícil o contato.

Entre os Espíritos há vários graus de refinamento. E cada qual estagia numa estratificação diferenciada do outro. O de peso específico maior não consegue subir a paragens mais rarefeitas. O peixe não respira fora da água, mas o homem submerso tem artifícios para fazê-lo. O Espírito mais evoluído pode descer a camadas de vibração inferior, enquanto que o de lá não conseguiria subir. Assim se compreende que numa certa dimensão espiritual há várias estratificações, como se fossem planos de uma extensa escada. Essa concepção ascendente é válida para todos os Espíritos ainda em estágio de depuração, seja de que orbe for do infinito.

No livro Universo Profundo, o autor espiritual nos ensina que “uma outra dimensão é um outro mundo”. Para se ir a outra dimensão há de se ter condições para fazer isso, quer seja uma entidade, quer seja outra. A seu turno, cada classe de ultraterrestre estagia numa dimensão específica. As classes mais altas podem descer para níveis mais baixos. Mas isso não significa que essa movimentação dos ultraterrestres se faça na esfera dos Espíritos da Terra; a dimensão é outra. Um está encarnado, por assim dizer, e o outro, desencarnado. Quando a movimentação alienígena se faz no ambiente terrestre, acontecem os fenômenos luminosos, os fantásticos objetos voadores não identificados que vemos nos céus. É fácil o entendimento, mas a aceitação disso pelos encarnados pode ser muito difícil.


Os Ultraterrestres

Para explicar o que são exatamente os ultraterrestes e qual a diferença entre esses seres e os Espíritos aos quais se refere o Espiritismo, Pedro de Campos começa dizendo que primeiro é preciso entender o que é extraterrestre.

“Este seria uma criatura de fora do planeta Terra”, ele diz, “mas um ser de corpo sólido como o nosso, sem necessidade de ser igual na aparência e na constituição orgânica. Mas ainda assim uma criatura de natureza física material”.

“O ultraterrestre seria uma criatura também de fora do planeta Terra, mas um ser de corpo incomum, de corpo menos material que o nosso, como denomina o Espiritismo. Uma criatura de natureza extrafísica, invisível para nós, assim como o são os espíritos. Essa criatura seria habitante das esferas sutis de outros planetas do nosso sistema solar, como também das profundezas etéreas do universo. Seria um ser vivente de outra dimensão do espaço-tempo, cujo corpo constituído de antimatéria cresce, se reproduz, envelhece e morre. Como exemplo, citamos as criaturas encarnadas mencionadas por Kardec na nota de rodapé da pergunta 188 de O Livro dos Espíritos”. (1)

“Os espíritos, por sua vez, são inteligências errantes, ou seja, seres que não estão revestidos de forma corpórea alguma, senão a forma perispiritual. Salvo os espíritos puros, que não precisam mais reencarnar, todos os demais, para evoluir, devem voltar a uma forma corpórea. Essa forma corpórea pode ser de matéria sólida, como a dos homens e a dos seres extraterrestres descritos, ou pode ser de antimatéria, a qual é sutil, etérea, como a dos seres ultraterrestres mencionados. O espírito quando desencarnado aguarda seu retorno à vida corpórea nas colônias espirituais, onde ali vive sem que haja procriação, porque espíritos não se reproduzem, são obras do Criador. No Apêndice do livro Universo Profundo há um quadro sintético que mostra objetivamente as diferenças entre espírito e o ser ultraterrestre”.


1- Livro dos Espíritos – Questão 188

188. Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou se encontram o espaço universal, sem estarem ligados de modo particular a nenhum mundo?
“Habitam mundos determinados, mas não lhes ficam presos, como o homem à Terra; melhor que os outros, podem ir a toda parte.”(1)

 

1) Nota de Kardec:

De todos os globos que constituem o nosso sistema planetário, segundo os Espíritos, a Terra é daqueles cujos habitantes são menos adiantados, física e moralmente; Marte lhe seria ainda inferior, e Júpiter, muito superior, em todos os sentidos. O Sol não seria um mundo habitado por seres corpóreos, mas um lugar de encontro de Espíritos superiores, que de lá irradiam seu pensamento para outros mundos, que dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, com os quais se comunicam por meio do fluído universal. Como constituição física, o Sol teria um foco de eletricidade. Todos os sóis, ao que parece, estariam nas mesmas condições.

O volume e o afastamento do Sol não têm nenhuma relação necessária com o grau de desenvolvimento dos mundos, pois parece que Vênus está mais adiantado que a Terra e Saturno menos que Júpiter.

Muitos Espíritos que animaram pessoas conhecidas na Terra disseram estar reencarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição e é de se admirar que num globo tão adiantado se encontrem homens que a opinião terrena não considerava tão elevados. Isto, porém, nada tem de surpreendente, se considerarmos que certos Espíritos, que habitam aquele planeta, podiam ter sido enviados à Terra em cumprimento de uma missão que, aos nossos olhos, não os colocaria em primeiro plano; em segundo lugar, entre a sua existência terrena e a de Júpiter podiam ter tido outras, intermediárias, nas quais se tivessem melhorado; em terceiro lugar, naquele mundo como no nosso, há diferentes graus de desenvolvimento, e entre esses graus pode haver a distância que separa entre nós o selvagem do homem civilizado. Assim, do fato de habitarem Júpiter, não se segue que estejam no nível dos seres mais evoluídos, da mesma maneira que uma pessoa não está no nível de um sábio do Instituto, pela simples razão de morar em Paris.

As condições de longevidade não são, por toda parte, a mesmas da Terra, não sendo possível a comparação de idades. Uma pessoa falecida há alguns anos, quando evocada, disse haver encarnado, seis meses antes, num mundo cujo nome é desconhecido. Interpelada sobre a idade que tinha nesse mundo, respondeu: “Não posso calcular, porque não contamos o tempo como vós; além disso, o nosso meio de vida não é o mesmo; desenvolvemo-nos muito mais rapidamente; tanto assim, que há apenas seis dos vossos meses nele me encontro, e posso dizer que, quanto à inteligência, tenho trinta anos de idade terrena”.

Muitas respostas semelhantes foram dadas por outros Espíritos e nada há nisso de inverossímil. Não vemos na Terra tantos animais adquirirem em poucos meses um desenvolvimento normal? Por que não poderia dar-se o mesmo com o homem, em outras esferas? Notemos, por outro lado, que de trinta anos, talvez não seja mais que uma espécie de infância, comparada ao que ele deve atingir. É preciso ter uma visão bem curta para nos considerarmos os protótipos da Criação, e seria rebaixar a Divindade acreditar que, além de nós, ela nada mais poderia criar.


Os ÓVNIS na Visão Espírita

Pedro de Campos lembra que Kardec não falou de objetos voadores que aparecem nos céus e se materializam, porque isso só ganhou destaque na sociedade humana depois da Codificação, iniciada em 1857.

Contudo, Kardec registrou que seres inteligentes se manifestam na Terra, que todos os orbes do infinito são habitados e que os Espíritos estão ali encarnados numa forma corpórea. Registrou que nesses mundos menos materiais o Espírito encarna, revestido de um corpo também menos material. Assim, nesses mundos a criatura nasce, cresce, se reproduz, morre e reencarna. Kardec citou Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, os orbes radiantes e as profundezas etéreas do cosmos. A conclusão, diz Campos, é que, assim como o homem não foi colocado pronto na Terra – mas nela evolucionou por longos períodos e aqui desenvolveu tecnologia avançada, como aviões, foguetes, etc. – nos outros mundos do universo deve ter acontecido processo semelhante, seguindo a mesma lógica de raciocínio. Assim, ÓVNIS que aparecem na Terra, com a visão evolucionista que nos dá o Espiritismo, seriam resultado da evolução tecnológica daqueles seres inteligentes.


Fonte: Livro dos Espíritos – Questão 188 / Revista Espiritismo & Ciência – Vida em Outros Mundos

 



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