Jorge Saes

>      Um Texto Para Minha Própria Reflexão

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Certo dia, ao conversar com um espírita, homem experiente, de boa formação cultural, bom pai e esposo, íntegro, muito caridoso, honesto e de boa-fé, disse-lhe:

- "O meu Deus é diferente do seu".

Ele contrapôs, de imediato, e me disse:

- "Não! Meu Deus é o mesmo teu."

Parei por ali, porque vi que não havia entendido. Ri e mudei de assunto.

Dia desses, lendo o livro de Pedro Granja - “Afinal quem somos?” - prefaciado por Monteiro Lobato, em 1947, encontrei nesse prefácio, entre outras afirmativas, que bem poderiam ser tomadas como as de um materialista, a seguinte: "Quem diz que Deus é bom e misericordioso torna-o antropomórfico, porque estes atributos são da condição humana e Deus não é humano."

Percebi que, em 1947, sua visão era muito além de seu tempo. Não poderia ser diferente: Monteiro Lobato foi um ser pensante. Estava muito além de nós, pobres mortais.

Na certa, Monteiro Lobato me diria também: "...o meu Deus é diferente do teu...". Eu não o entenderia, talvez.

Mas hoje penso que o entendo.

Quando me deparei com a física moderna e li sobre a mecânica quântica; quando entendi as diferentes freqüências existentes; quando procurei saber sobre os deslocamentos das moléculas atômicas e de seus elétrons; quando a mecânica quântica coloca como parte integrante de todo processo, o observador, que somos nada mais do que nós próprios; quando li sobre a existência de um mundo onde as moléculas desaparecem para ressurgirem com nova carga de elétrons, vindas não se sabe de onde, para modificarem uma estrutura; quando me disseram que o que está aí, parecendo ser material, não é nada mais nada menos do que energia condensada, foi que aceitei melhor a possibilidade da existência de um mundo invisível, ainda desconhecido, em outra "dimensão".

Tudo que nos cerca existe trabalhando em freqüências diferentes, mas todas baseadas na velocidade da luz, que é aproximadamente 300.000 km.s-1, seja o espectro das diferentes cores, sons, luz, ondas eletromagnéticas, de rádio, micro-ondas, telefone celular, televisão, tomógrafos, raios X, etc.,etc.

Bem, ficando por aí, para não complicar muito, quando li o “Livro de Ouro da Evolução”, de Carl Zimmer, fiquei perturbado pela comprovação de que um dia fui nada mais do que um ser que andava pelas águas doces e salgadas, unicelular, uma pobre "ameba", um errante, para me transformar neste complexo de células, aparentemente tão iguais, mas tão diferentes nas suas diferentes e especializadas funções vitais.

Como isso aconteceu? Quem me construiu que me faça entender, quem sabe, um dia. Não sei o que é, mas acredito que seja uma Inteligência Superior...

...um Grande Arquiteto.

 

Fonte: http://www.carlosparchen.net/teste.html



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