"Sabendo
que a tribulação produz fortaleza." - Paulo. (ROMANOS,
5:3.)
Ninguém conseguirá
conquistar a segurança, sem se dispor a enfrentar e vencer as
tempestades do caminho de quem planeja alcançar a elevação
espiritual.
Não vale o simples desejo de crescimento sem
o devido esforço em conquistá-lo, pois, as rogativas do
indivíduo, sem o suor do trabalho árduo na construção
de dias melhores, em aproveitamento das sublimes oportunidades do testemunho
comum a qualquer mortal, não encontram resposta.
É comum o indivíduo, esquivar-se com desculpas
de variada ordem, justificando sua fuga das provas que a vida lhe impõe
como exigência para alcançar os altos patamares conquistados
por todos aqueles que se dispuseram ao testemunho dos sacrifícios
em direção ao equilíbrio do Ser com as Leis que
regem seus destinos na Terra.
Despreparado para o desafio a enfrentar, acredita-se
perseguido e esquecido pelos Espíritos Superiores e até
mesmo por Deus, entrando em profundo estado de desânimo e descrença,
entregando-se ao desequilíbrio e caindo nos despenhadeiros dos
vícios, dos crimes da miséria e da desgraça em
processos obsessivos de conseqüências imprevisíveis.
Não aceitam a idéia de que a tempestade
é passageira e possui certas funções regeneradoras
e educativas que é imprescindível não menosprezar,
e que ao contrário, precisa saber tirar delas as melhores lições
que lhes servirão de experiências proveitosas para o porvir.
Somente à medida que vai se esclarecendo em busca
da verdade, é que se convencerá e buscará se credenciar
a compreender melhor os benefícios que os obstáculos e
sofrimentos vencidos em sua jornada representarão em forma de
lições preciosos que o indivíduo consciente não
mais esquecerá. Como alcançar a sublimação
sem a bênção das experiências da estrada percorrida?
Como resolver e prover os recursos impostos ao ser imortal pelas necessidades?
Todos temos deveres para conosco, para com Deus e para com a vida.
“O dever é o
mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe
o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de
males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se,
mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios
superiores
da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura
para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não
aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra
resplandeça a seus próprios olhos.
- Lázaro. (Paris, 1863.)” ¹
As dificuldades e lutas impostas ao Ser em busca
da perfeição e da felicidade, são as exigências
solicitadas a todos que desejarem seguir os caminhos traçados
pelo Cristo para a implantação do Evangelho no coração
dos seres humanos, colaborando dessa forma para a concretização
dos mais sagrados objetivos da vida.
Bibliografia:
1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB,106ª
edição, Cap. XVII, item 7
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