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Raphael Reys

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Raphael Reys
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A ALMA E O ESPÍRITO

“ um esclarecimento necessário”

Muito se fala em espírito e alma quando se trata de temas transcendentais, como se os mesmos fossem sinônimos. Na verdade, ao longo da história, nunca se tratou verdadeiramente de se convencionar uma referência devida a cada termo.

Diz o Aurélio: Espírito é a parte imaterial do ser, parte incorpórea, inteligente. E a alma: Princípio de vida, preceito de unificação (o termo unificação, nos dá uma idéia mais precisa da fusão das duas partes). As duas balizas são usadas, portanto, como sinônimos.

A literatura iniciática, estruturada em suas escolas de estudo, nas fraternidades, e que ao longo do processo civilizatório cuidou do lado divino do homem, na sua busca evolutiva, no refinamento moral e filosófico e dos métodos para tal, dão conotações distintas às duas.

O espírito é a centelha divina, que saiu do seio do Criador. Foi por ele construído e sendo eterna em essência parte para as grandes jornadas cósmicas, operando em diversos planos da criação: vestindo roupagens-almas e corpos físicos, mesmo etéreos, propiciando assim às almas-instrumento a evolução, a oportunidade de servir de instrumento ao Eterno!

É o exercício da ação construtiva, criativa e redentora!

Ele, o espírito, é um ato de puro amor de Deus-Pai por si mesmo, na sua forma mais incondicional. Através da fagulha criada (e já revestida do Divino Espírito Santo), o Pai obra a criação!

Elas, as chispas, são os seus filhos amados!

A alma é um instrumento vibracional, artificial, plástico, adaptável. É o Carro de Combate, um aríete para romper obstáculos, um veículo que busca na ação, a adaptação, as tomadas de posição, e para isso, usando o atributo divino que lhe foi confiado, o livre arbítrio!

Busca a compreensão através do discernimento, do uso da razão, do jogo dos pares contrários, da ilusão dos sentidos físicos, da superação dos opostos, tragédias e comédias! Constrói o seu código doutrinário. É a busca da evolução!

Ela, a alma, é o veículo-ator que expressa à sabedoria divina em ação objetiva, nos diversos palcos de vidas. Diz o aforismo que: Eu estou em você, mas você não está em mim. Uma clara alusão à presença divina no corpo físico, através da alma.

Ela tem em si o divino, mas não habita a consciência Suprema; é apenas um veículo, o sopro, o alento insuflado no corpo físico, trazendo a energia quente de vida!

O corpo físico, os instintos atávicos, a alma com a sua mente e consciência, os condicionamentos, o resultados das adaptações, o jogo dor-prazer, a busca da alma gêmea... A ilusão dos opostos! A busca dos contrários, a se completarem.

A alma, em sua jornada evolutiva, tenta modificar o organismo através de séculos, em suas sucessivas passagens pelas trilhas terrestres. Daí a nossa sensibilidade emocional, psíquica, ser proporcional ao nosso adiantamento moral e filosófico. Daí as nossas reminiscências.

Na nossa vivência como encarnados, transitamos em meio a uma multidão invisível de almas, de naturezas várias, a nos observar, a analisar as nossas falácias, mesquinharias, a compará-las, a medir os nossos anseios. Participam da nossa vida pelo pensamento influem mesmo, nas alegrias e tristezas que nos ocorrem.

Sofrem e amam com a nossa jornada, se evoluem e se perdem, ao acompanhar e se sugerir com as nossas decisões. Buscam-se coisas distantes de uma doutrina Crística, não há calor, só irrealizações.

O perispírito, este corpo tênue que nos envolve imediatamente acima da epiderme, é o responsável pelo nosso centro nervoso, são partículas de antimatéria que se sustentam e se transmutam pela alma.

As suas partículas promovem uma variedade enorme de percepções.

O perispírito é energia de ação e reação, este invólucro do corpo, uma forma inorgânica e sensível que se expressa via pensamento, sempre no presente, a registrar a nossa evolução.

Os materialistas não aceitam a antimatéria, mas não conseguem queimar ou excluir o que lhes incomoda!

O ser encarnado possui vários plexos. O nervoso perfeito universo em miniatura são as emoções os desejos, a vida, o nascimento e a morte. A consciência e o nosso viver nos envolvem nos nossos próprios pensamentos. Vivemos e somos atraídos, isto é o peso que dura tanto na vida quanto na morte.

Diariamente, nos encontramos com a nossa individualidade, formamos o estado onírico, os sonhos, e somos jogados na tela da vida. A terra move e absorve os nossos lamentos e alegrias! Os corpos físicos são partículas atômicas. A alma é o veículo sangüíneo do espírito, a sede dos sentimentos.

A individualidade usa a personalidade de forma transitória, como uma roupagem.

O espírito é uma centelha vinda do Criador! Do pai! Somos um segmento inseparável da alma divina, um pequeno pedaço que contém o micro e o macrocosmo. Somos a imagem e semelhança de Deus Pai Todo-Poderoso! E pôr Ele foi criado, num exercício de puro amor.

Lançados na aventura da vida, numa grande jornada, uma sístole e uma diástole cósmica. Somos a expressão da vontade divina!

“O homem vive no tempo, na sucessão, e o mágico animal, na atualidade, e na eternidade do instante” – (Borges).

 


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