Espiritualidade e Sociedade



Marcelo Henrique Pereira

>     Quem tem medo da morte?

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Marcelo Henrique Pereira
>     Quem tem medo da morte?



Por sugestão da Igreja Católica, no Brasil, em tempos passados, ficou determinado o 2 de novembro como o dia de reverenciar os mortos, por decreto das autoridades nacionais, que oficializaram o evento, tornando-o feriado.

Dia de Finados... De Finados? Não! De espíritos, vivos, tanto quanto nós, que se desposaram do invólucro carnal e adentraram em outra dimensão, a espiritual. Assim, a doutrina espírita transforma completamente a perspectiva ante o porvir. A vida futura deixa de ser uma mera hipótese para se transformar em realidade, palpável, vívida.

O estado das almas depois da morte não é mais um simples sistema teórico, mas o resultado da observação de que a vida continua e que continuamos a ser exatamente aquilo que éramos enquanto vivos.

A experimentação científica, por sua vez, fundada nos fenômenos espíritas, se repete a cada sessão mediúnica, em que os ex-mortos vêm declinar suas considerações, atestando sua condição de imortalidade.

Eles vêem, sentem, vivem... Conforme o modo de encarar a vida - enquanto estavam na Terra, seus gostos e crenças - será seu despertar na espiritualidade. Por isso, a grande dificuldade de alguns espíritos em aceitar a realidade, ao encontrar um estado de coisas completamente diferente daquele cenário pintado pela maioria das religiões e filosofias morais de todos os tempos.

Assim, ergue-se o véu: o mundo espiritual - segundo a idéia espiritista - aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. Não foram os homens da ciência materialista que o descobriram; tampouco os escritores imaginaram sua constituição, em livros de ficção científica; foram os próprios habitantes deste mundo que vieram nos descrever sua situação: eles ocupam diferentes graus de evolução na escala espiritual, desfilam suas peripécias e seus feitos além- túmulo, suas fases de felicidade e de desgraça.

O ensino dos espíritos nos dirige à serenidade e à tranqüilidade para se encarar a morte como um fenômeno de transformação... Da crisálida que rompe o casulo e alça seus primeiros vôos, a esperança se transforma em certeza: a vida futura é a continuação da atual, certamente em melhores condições, caso nos esforcemos para tal. Essa a lógica espírita, fundada na justiça e na bondade de Deus, correspondendo às legítimas aspirações da humanidade terrena.

O Dia de Finados é, então, o dia dos vivos que, pela mediunidade, estão próximos de nós, numa realidade transcendente à qual todos pertencemos.



publicado no Jornal "A Notícia", de Joinville (SC), em 1 nov. 2007.

(*) Marcelo Henrique Pereira, Mestre em Ciência Jurídica, Presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina e Delegado da Confederação Espírita Pan-Americana para a Grande Florianópolis (SC)

 

Fonte: http://aeradoespirito.sites.uol.com.br

 


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