... Marcelo Henrique Pereira

> Laboratório Mediúnico, a proposta


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O que sugere a expressão “Laboratório Mediúnico”?
Experiências, isto é, a aplicação prática, em vivências e situações específicas, após algum tempo de estudo ou contato com a teoria, contando, para tal, com a supervisão de pessoas experimentadas, na qualidade de tutores do trabalho. Experimentar é, sim, a palavra de ordem, no âmbito dos trabalhos mediúnicos das Instituições Espíritas, de vez que o caráter experimental da fenomenologia mediúnica é componente fundamental da própria prática mediúnica. Afinal, se o desabrochar das potencialidades mediúnicas nas pessoas nem sempre obedece a treinamento ou exercício, seguramente, encontra o anteparo necessário para a tarefa em grupos mediúnicos que investem no estudo aprofundado dos caracteres e princípios espíritas e na eclosão das espécies de mediunidades, devidamente assistida pelos Espíritos Superiores e pelos dirigentes de trabalhos, cônscios de suas responsabilidades na seara.

Em muitos casos, a prática mediúnica institucional espírita enquadra situações corriqueiras em que o médium apenas "deixa fluir" as energias e opera o intercâmbio mediúnico, sem a devida tutela e acompanhamento. Não foram poucas as vezes em que ouvimos, deste ou daquele coordenador a precária afirmativa: - "Dê passagem!"

O processo, efetivamente, é bem mais complexo. Na Educação Mediúnica, é imperiosa a canalização do potencial mediúnico, mas é essencial o "treinamento" do médium em trabalho, adotando-se técnicas e dinâmicas que possam propiciar a concentração, a múltipla atividade sensorial e a utilização dos "canais" mediúnicos, conforme seja possível e adequado em cada sessão. Então, ao invés de deixarmos "a cargo dos Espíritos Superiores" a condução dos médiuns, assumamos nós a responsabilidade de credenciar os participantes dos grupos a servirem de instrumento para o intercâmbio com o Plano Invisível. Nem sempre, de modo espontâneo (ou acidental), as faculdades de psicofonia, incorporação, psicografia, vidência ou audiência, magnetização, irradiação, transporte e materialização - para ficarmos nas principais - eclodem. Há toda uma didática e metodologia científica, com anteparo na filosofia espiritista, para que, aos médiuns, seja franqueada a possibilidade de trabalho.

Há que fazermos "a parte que nos cabe", seja pelo credenciamento de tutores ou facilitadores da atividade medianímica, seja pela disponibilização das experiências, de modo crescente e dirigido, iniciando pela sugestão mental (técnicas de sensibilização) na qual o médium-aprendiz desenvolve as fases e as estratégias de concentração, a associação com as entidades desencarnadas e, por fim, a realização propriamente dita do fenômeno de intercâmbio. E, neste processo, não existe censura à exploração (coordenada e responsável) dos "dons" mediúnicos, permitindo-se, inclusive, que a repetição das vivências nos grupos de estudo e trabalho possa inspirar-nos e credenciar-nos para o desabrochar de "tipos" mediúnicos que, até então, não conhecíamos.

É para isto que o Centro Cultural Espírita Herculano Pires realiza, todas as quintas-feiras, a partir das 20 horas, suas reuniões do “Laboratório Mediúnico”. Dela participam aquelas pessoas que, pela freqüência às atividades da casa e, principalmente, após participarem com assiduidade das reuniões de estudo sistematizado (quartas-feiras, 20h.), são convidadas pelo dirigentes responsáveis pelo trabalho a se filiarem ao Laboratório. Tudo alicerçado no conjunto de informações contidas em O Livro dos Médiuns.


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