Espiritualidade e Sociedade




Gabriela Segarra Martins Paes

>     A "Recomendação das Almas" na Comunidade Remanescente de Quilombo de Pedro Cubas

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Gabriela Segarra Martins Paes
>     A "Recomendação das Almas" na Comunidade Remanescente de Quilombo de Pedro Cubas

 

Dissertação de Mestrado
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Orientação: Marina de Mello e Souza (Catálogo USP)

 

->   tese disponível em pdf - clique aqui para acessar


Resumo

A região entrecortada pelos rios Pilões, Nhunguara, Sapatu e Pedro Cubas era a mais rica zona de mineração de Eldorado (São Paulo), e o local para onde foram levados os primeiros escravizados que aportaram na região. Com a decadência da mineração, no final do século XVIII, muitos escravizados foram abandonados ou alforriados, transformando-se em camponeses, autônomos do ponto de vista econômico e religioso. O poder religioso era independente do clero oficial e concentrava-se nas mãos de leigos. Dessa forma, desenvolveu-se um catolicismo popular marcadamente diferente do catolicismo romano e repleto de influências africanas, e a Recomendação das Almas era uma de suas práticas. Porém, a partir dos anos 50 do século XX, o modo de vida tradicional dos negros da região, caracterizado pela autonomia, começou a sofrer fortes abalos devido às mudanças provocadas pelo corte ilegal do palmito, pela construção da estrada, pela implantação de unidades de conservação e pela ameaça da construção de barragens ao longo do Rio Ribeira de Iguape. Paralelamente, as práticas típicas do catolicismo popular entraram em declínio, e a Recomendação das Almas continuou a ser realizada apenas na região de Pedro Cubas. No entanto, as comunidades negras da região mobilizaram-se conjuntamente contra as adversidades e se auto-identificaram como membros de comunidades remanescentes de quilombo, e originaram as seguintes comunidades remanescentes de quilombo na região: Pedro Cubas, Pedro Cubas de Cima, Sapatu, Nhunguara, São Pedro, Galvão, Ivaporunduva, André Lopes, Pilões e Maria Rosa. Dessa forma, lutam contra as barragens, pelo direito de cultivar a terra e pela titulação de seu território.


Fonte :
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-01122009-160957/pt-br.php

 


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