Professor de psicologia na Universidade de Harvard
e um dos fundadores da American Society for Psychical Research (ASPR).
James nasceu na Cidade de Nova Iorque em 11 de janeiro de 1842, e obteve
seu doutorado em Medicina em Harvard Medical School. Em 1872 ele foi
o instrutor designado em anatomia e fisiologia na Harvard College. Ele
continuou a estudar psicologia e higiene e em 1890 publicou seu famoso
trabalho Os Princípios da Psicologia. Em 1897 James se tornou
professor de filosofia em Harvard e palestrante nas universidades nos
Estados Unidos e na Inglaterra. Ele desenvolveu a doutrina de pragmatismo,
e um de seus livros filosóficos mais importantes é As
Variedades da Experiência Religiosa (1902), que tem sido um trabalho
influente na tentativa de reconciliar ciência e religião.
O primeiro caso que provocou o interesse de James em
fenômenos psíquicos é reportado nas Atas da American
Society for Psychical Research (vol. 1, parte 2, pp. 221-31). É
o caso de uma menina afogada cujo corpo fora visto por uma Sra. Titus
de Lebanon, New Hampshire, num sonho. A cabeça da menina estava
debaixo de um tronco que suportava uma ponte em Enfield. Os mergulhadores
procuraram pelo corpo da menina em vão, mas seguindo a visão
de Titus eles acharam-no.
A descoberta da mediunidade de Leonora Piper pela Society
for Psychical Research (SPR) foi atribuída a James. A sogra dele,
levada pela curiosidade, visitou Piper em 1885. Ela retornou com uma
história desconcertante. Buscando uma explicação
simples para a natureza sobrenatural dos fatos relatados a ele, James
tomou uma visão racionalista. Então alguns dias mais tarde,
com sua esposa, ele foi ter uma direta impressão pessoal. James
chegou sem ser anunciado, e foram tomados cuidados em não se
fazer qualquer referência a um parente que já havia visitado.
James depois observou: "minha impressão depois desta primeira
visita foi que sra. P. ou possuía poderes supernormais ou conhecia
os membros da família de minha esposa de vista e teve, por alguma
sortuda coincidência, tornando-se familiarizada a uma multidão
de circunstâncias domésticas deles para produzir a surpreendente
impressão como ela fez. Meu conhecimento posterior de suas sessões
e minha relação pessoal com ela absolutamente me levou
a rejeitar a última explicação, e acreditar que
ela tenha poderes supernormais".
Depois de 18 meses de suas primeiras experiências,
James estava virtualmente encarregado de todos os preparativos para
as sessões de Piper. Quando, por causa de outras obrigações,
ele abandonou suas investigações por um período
de dois anos, ele escreveu para a SPR (Londres) e induziu-os a engajarem
Piper para experiências. "A meta", ele escreveu em suas
investigações pessoais, "é fazer-me sentir
tão absolutamente certo, quanto estou sobre qualquer fato pessoal
no mundo, que ela sabe de coisas em seus transes que possivelmente não
pode ter escutado em seu estado de vigília". Ele admitiu
existir um caso forte a favor da sobrevivência quando a seguinte
mensagem, obtida enquanto uma Sra. Robbins tinha uma sessão com
Piper, foi apresentado a ele: "existe uma pessoa chamada Child,
que de repente veio e enviou seu amor a William e para sua própria
esposa que está viva. Ele diz L..." Nem Robbins, nem Piper
conheciam Child, que era um amigo íntimo de James e cujo nome
próprio começava com L.
No outono de 1899, Piper visitou James na casa de campo
dele em New Hampshire. Lá ele veio pessoalmente a conhecer melhor
do que nunca. "Isto foi em grande passo", escreveu Alta L.
Piper na biografia da médium, "em razão do simpático
encorajamento e da compreensão dele a respeito das muitas dificuldades,
com as quais ela se encontrava no início de sua carreira, minha
mãe pôde aderir sem hesitação ao oneroso
trajeto que ela se preparava para seguir".
Numa freqüente citação em 1890 James
declarou: "para derrubar a conclusão que todos os corvos
são pretos, não há necessidade de buscar a demonstração
que nenhum corvo é preto; é suficiente produzir um corvo
branco; Um único é suficiente". Desde sua proclamação
sobre Piper como seu "corvo branco", o conceito do único
"corvo branco" tornou-se um clichê na pesquisa psíquica.
James publicou vários artigos nas Atas da SPR
e um importante ensaio sobre pesquisa psíquica em seu livro A
vontade De Acreditar (1902). Numa conferência em Oxford em 1909
ele anunciou sua firme convicção que "a maior parte
dos fenômenos da pesquisa psíquica estão arraigados
na realidade". Logo antes de sua morte, ele declarou na American
Magazine que, depois de 25 anos de pesquisa psíquica, ele acredita
que a hipótese espiritualista não estava provada e ele
estava propenso "a descrever a situação como uma
interação entre faculdades adormecidas na a mente do automatista
e um ambiente cósmico de outra consciência de algum tipo
que pode atuar sobre elas".
James atuou como presidente da SPR, Londres, de 1894
até 1895 e como vice-presidente de 1896 até 1910. Seu
nome e prestígio e sua aberta adoção à causa
da pesquisa psíquica foram grande benesses à ciência
nascente. Ele morreu em Chocorua, New Hampshire, em 26 de agosto de
1910. Seu alegado retorno depois da morte foi discutido num longo capítulo
em Contact with the Other World (1919) de James Hyslop.
Referências
Berger, Arthur S., and Joyce Berger. The Encyclopedia
of Parapsychology and Psychical Research. New York: Paragon House, 1991.
James, William. Essays in Psychical Research. Cambridge,
Mass.: Harvard University Press, 1986.
--. Letters of William James and Theodore Flournoy.
Edited by R. C. Le Clair. Madison: University of Wisconsin Press, 1966.
--. William James on Psychical Research. Edited by
Gardner Murphy and Robert O. Ballou. New York: Viking Press, 1960.
Pleasants, Helene, ed. Biographical Dictionary of Parapsychology.
New York: Helix Press, 1964.
fonte: Occultism & Parapsychology
Encyclopedia - Answers.com
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