Espiritualidade e Sociedade



Alkíndar de Oliveira


>    Invertendo a pirâmide de Maslow: uma revolução na gestão de pessoas

Artigos, teses e publicações

 

Alkíndar de Oliveira
>  Invertendo a pirâmide de Maslow: uma revolução na gestão de pessoas


O mundo corporativo atual está vivendo uma produtiva inversão de valores, positivamente dizendo, e passando a ser uma das melhores escolas para o desenvolvimento pleno do ser humano. Ao leitor que, ao ler a frase introdutória deste artigo pensar "não estou vendo isto na empresa em que trabalho", informo: estou me referindo a - ainda - um pequeno número de empresas, àquelas que já descobriram que o bom ambiente interno influi favoravelmente na produtividade e na lucratividade.

No final do século passado Viviane Senna, presidenta do Instituto Ayrton Sena, já visualizava que o mundo corporativo era um dos poucos segmentos que reuniam a necessária instrumentação para elevar o patamar social e educacional da humanidade. Disse ela: “As empresas são as organizações vitoriosas deste final de século. Elas reúnem capital financeiro e relacional, conhecimento e tecnologia. Essa força tem de ser posta a serviço do benefício coletivo”.

Percebe-se que, onde as instituições escolares estão falhando, as empresas modernas – aquelas que escolheram ser instituições cidadãs – estão acertando. Felizmente está se tornando realidade a percepção do visionário filósofo John Ruskin nos idos do século XIX: “A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.” E as empresas que atingiram a maioridade social, estão trilhando o caminho para chegarem ao patamar de empresas transformadoras da humanidade.

Não imaginemos que esta mudança corporativa implica no fato da empresa não ter o importante foco de gerar lucro. Pois, ser uma empresa lucrativa precisa ser - e continuar sendo - um dos mais importantes pilares da empresa saudável.

Um exemplo típico da função educacional do mundo corporativo está na constatação de Jack Welch quando disse que “A chave da vantagem competitiva para o futuro será a capacidade de liderança para criar o modelo organizacional e a arquitetura social que permitam gerar capital intelectual. Em outras palavras, a liderança deixou de concentrar-se na produção eficiente de bens e serviços. A tarefa mais importante para o líder daqui por diante será, em minha opinião, motivar pessoas e desenvolver os relacionamentos para criar uma comunidade que produza riqueza.”

Percebe-se que Jack Welch coloca como atitudes primordiais da liderança empresarial alcançar objetivos que, até então, eram próprios do foco educacional: gerar capital intelectual, motivar pessoas e desenvolver os relacionamentos.

Finalmente o mundo corporativo está descobrindo que não precisa ser controlado pelo líder aquele funcionário auto-motivado, que se relaciona bem com a equipe e que tem o conhecimento necessário para bem exercer sua função.

Como o líder atual não tem mais tempo para controlar seus liderados, a única alternativa é educá-los para que sejam líderes de si próprios, que é o principal objetivo da liderança com postura coach. Estilo este que está sendo adotado pelas empresas que já enxergaram a realidade do novo mundo corporativo.

Consoante às informações acima, defendo a tese de que o mundo corporativo atual atreveu-se, para o bem da humanidade (mas ainda tendo como foco principalmente o bem das empresas), a inverter a lógica seqüencial da pirâmide de Maslow junto ao seu pessoal. Disse inverter a lógica seqüencial, não destruí-la. A pirâmide de Maslow continua de pé, como a representa o gráfico logo abaixo. Destruir não, mas transformá-la sim, como veremos mais à frente.

PIRÂMIDE DE MASLOW – A HIERARQUIA DAS NECESSIDADES

 

V- -NECESSIDADES DE AUTO-REALIZAÇÃO-

IV- --------------NECESSIDADES DE ESTIMA------------

III- -----------------NECESSIDADES SOCIAIS----------------

II- ---------------NECESSIDADES DE SEGURANÇA--------------

I- --------------------NECESSIDADES FISIOLÓGICAS--------------------



Uma das características marcantes da pirâmide de Maslow, é o respeito hierárquico aos degraus da pirâmide. Isto é, Maslow nos informa que somente quando o indivíduo tem suas necessidades satisfeitas no primeiro degrau (necessidades fisiológicas), é que sentirá necessidade de se satisfazer das necessidades do segundo degrau (necessidades de segurança), e assim sucessivamente.

Para que melhor compreendamos a pirâmide de Maslow no mundo corporativo, veremos o que representa cada uma das suas cinco etapas no ambiente empresarial. As descrições citadas a seguir foram baseadas no livro Como Motivar sua Equipe, autor Leonardo Vils, Gold Editora.

I – Necessidades Fisiológicas:
Horário de trabalho adequado; cadeiras e móveis ergonômicos e confortáveis; ambiente físico acolhedor; intervalos para descanso; alimentação saudável.

II – Necessidades de Segurança:
Condições seguras no trabalho; Remuneração e benefícios adequados; Estabilidade no emprego.

III – Necessidades Sociais:
Bom relacionamento da equipe; Espírito de equipe; Ambiente amigável.

IV – Necessidades de Estima:
Reconhecimento; oportunidade de desenvolvimento; respeito; satisfação por trabalhar na empresa.

V- Necessidades de Auto-Realização:
Sentir-se importante para a empresa; trabalho criativo e estimulante; autonomia e participação nas decisões.


Reforçando a mensagem da simples e genial pirâmide de Maslow: o ser humano precisa primeiramente satisfazer suas necessidades fisiológicas; para depois se sentir seguro; chegando então ao terceiro degrau da pirâmide com as necessidades sociais satisfeitas; para na fase seguinte melhorar sua auto-estima; quando então chega ao último degrau, que é o da realização pessoal. Estas fases são intocáveis, daí a genialidade de Maslow. Mas na atualidade é preciso que enxerguemos o que de fato está ocorrendo no mundo corporativo. As fases são intocáveis, mas, nas empresas modernas não mais é intocável a seqüência hierárquica delas.

É fato que as duas primeiras necessidades, são intocáveis em sua seqüência, isto é, as necessidades fisiológicas e de segurança precisam – nesta ordem – estarem satisfeitas para que o ser humano vislumbre a necessidade de satisfazer-se nas demais necessidades: sociais, estima e auto-realização. Pois como alguém pode mergulhar nas necessidades sociais, estima e auto-realização se estiver com fome (necessidades fisiológicas) ou inseguro?

Também é fato de que todas as empresas almejam ter funcionários que já passaram por todos os degraus da pirâmide. Pois, assim terão profissionais com grande ímpeto de realização pessoal e, por conseqüência, serão pessoas auto-motivadas. No entanto, neste nosso mundo de grandes desafios, não é comum a empresa ter esse grupo ideal. A realidade é que é preciso formar esse grupo ideal. Pois, todos sabemos que infelizmente ainda é constante nos profissionais a baixa auto-estima somada à ausência da auto-motivação e da realização pessoal. Esta triste realidade é fácil de ser constatada nas reuniões empresariais, onde muitas vezes prevalece o estilo de reunião-de-egos, em vez de reunião-de-pessoas. E uma pessoa com boa auto-estima, verdadeiramente auto-motivada e realizada sabe como comandar seu ego.



A PROMISSORA NOVIDADE DO MUNDO CORPORATIVO


A novidade deste início de milênio é que as empresas estão descobrindo que, uma vez satisfeitas as necessidades primárias dos seus colaboradores (fisiológicas e de segurança), elas têm que “pular” para o último degrau da pirâmide de Maslow (necessidade de auto-realização), começando por fazer que seus colaboradores sintam-se pessoas importantes, sintam-se profissionais valorizados. As empresas que estão agindo desta forma estão melhorando a auto-estima e o relacionamento do seu pessoal. Isto é, estão contrariando a seqüência até então natural dos três últimos degraus de Maslow, e com isto passam a ter maior velocidade na conquista de todos os degraus da pirâmide. E velocidade é o que o mundo pede e exige das empresas. Mas que saibamos a velocidade adequada não é aquela em que damos passos rápidos, mas, sim, passos certos.

O discurso mudou. Não é mais dizermos: “Precisamos formar uma equipe que bem se relacione, para que os colaboradores tenham boa auto-estima e, por fim, alcancem a auto-realização profissional”. Este discurso era correto até há pouco tempo.

Agora, com a velocidade das mudanças e com a grande necessidade de termos profissionais que sejam líderes de si próprios e que façam acontecer, o discurso do líder necessita mudar para: “Precisamos criar condições para os colaboradores se auto-realizarem profissionalmente, visando gerar boa auto-estima, facilitando com isto a formação de uma equipe bem relacionada e produtiva”. As partes do discurso são as mesmas, mas a seqüência da prioridade mudou. A prática deste novo discurso, isto é, o fato de termos como prioridade a auto-realização profissional dos colaboradores, fará com que eles sintam-se importantes para a empresa e, conseqüentemente, os resultados na mudança de atitudes serão melhores, consistentes e duradouros.



UMA MUDANÇA DE 180o

Nestes tempos em que o relativismo é a tônica, nestes tempos em que as verdades absolutas desmoronam, o mundo exige mudança de 180o em várias de nossas sólidas concepções que, por muito tempo, foram sustentadas na teoria absolutista.

Defendo a tese de que é chegado o momento de, por exemplo, repensarmos a lógica hierárquica da pirâmide de Maslow no mundo corporativo.

É necessário que tenhamos a ousadia de a invertemos parcialmente. Isto é, nestes novos tempos das empresas, o último degrau da pirâmide de Maslow, precisa ser visto por nós como o terceiro. Não há dúvida de que esta nova visão causa uma revolução nas teorias de gestão de pessoas. Mas, o que está ocorrendo no mundo senão uma constante revolução em nossos conceitos? Por que não contestarmos a solidez da seqüência hierárquica da pirâmide de Maslow? O que relato, antes de ser visto como ruptura com o passado, é muito mais uma constatação do presente.

É importante dizer que a pirâmide de Maslow tal qual a conhecemos, teve sua razão de ser. Mas analisemos o que vem a seguir. No início do mundo industrial, e até as últimas décadas do século passado, o funcionário comum trabalhava simplesmente para conseguir recursos para o sustento básico de si e de sua família. Aceitava chefes grosseiros, desrespeitosos. Naquela época o ambiente de trabalho não era local para se pensar em bem estar pessoal. Isso era coisa para os momentos fora da empresa. Nos tempos atuais esta lógica mudou: o profissional de hoje quer realizar-se profissionalmente, quer ser reconhecido como pessoa importante para a empresa. Quando sente-se valorizado na empresa o funcionário tem substancial desenvolvimento da auto-estima, e melhorando a auto-estima ele começa a relacionar-se melhor com os seu pares, satisfazendo suas necessidades sociais. E o interessante é que o progresso continua: por conseqüência natural passa a sentir-se ainda mais seguro e vê suas necessidades fisiológicas ainda melhor satisfeitas.

O que você leu no parágrafo anterior refere-se à inversão hierárquica dos três últimos degraus da pirâmide. Inversão esta sustentada na nova demanda do mundo corporativo: a necessária velocidade na mudança comportamental. Em artigo da revista Você SA, de agosto de 2003, o articulista Po Bronson nos alerta que: “As pessoas que encontraram seu lugar no mundo não dizem que fazem um trabalho excitante, desafiador e estimulante. Seu discurso invoca outra trinca: significado, importância e realização.”

Atenção, mais do que ter um trabalho “excitante”, os funcionários querem encontrar um “significado” no que fazem? Esta nova visão de trabalho é a alavanca que está invertendo hierarquicamente os três últimos degraus da pirâmide de Maslow! 

PIRÂMIDE DE MASLOW PARCIALMENTE INVERTIDA

 

V- --------NECESSIDADES SOCIAIS------------

IV- --------------NECESSIDADES DE ESTIMA------------

III- -------NECESSIDADES DE AUTO-REALIZAÇÃO------

II- ---------------NECESSIDADES DE SEGURANÇA------ --------

I- --------------------NECESSIDADES FISIOLÓGICAS--------------------


ELIMINANDO DÚVIDAS.


Para eliminar eventual dúvida sobre o fato mencionado neste texto, exponho a seguir resultado de pesquisas realizadas de 1.975 até 2.004 pelo Instituto GALLUP dos Estados Unidos. Foram realizadas duas pesquisas de abrangência mundial, envolvendo 400 organizações, 80.000 líderes e mais de um milhão de liderados.

Os organizadores da pesquisa formularam a seguinte pergunta: “Como fazem os melhores líderes do mundo para conseguirem bom ambiente interno?”

As oito primeiras afirmações/respostas, abaixo, abarcam de forma clara e direta a questão auto-realização como o objetivo principal do profissional, e não a auto-estima ou o relacionamento (necessidade social), o que corrobora a mensagem presente neste texto: nestes novos tempos, o profissional quer primeiramente se auto-realizar. O que, então, acarretará melhor auto-estima, e por conseqüência melhoria de relacionamento (social), o que mostra a inversão dos três últimos degraus da pirâmide de Maslow.

A seguir a relação de afirmações/respostas em ordem de importância. Os profissionais responderam o que sentem quando trabalham numa empresa em que o bom ambiente interno atende suas expectativas.

1) Eu sei o que se espera de mim no trabalho.

2) Eu tenho os materiais e a equipe de que necessito para fazer bem o meu trabalho.

3) Eu tenho a oportunidade de expressar minhas melhores capacidades cada dia em meu trabalho.

4) Eu recebi nos últimos sete dias algum reconhecimento ou felicitação por fazer um bom trabalho.

5) Eu sou importante, como ser humano, para o meu líder.

6) O meu líder se preocupa com o meu desenvolvimento humano e profissional.

7) As minhas opiniões são levadas em conta.

8) O meu trabalho é importante como parte da missão e do propósito da empresa.

9) Os meus colegas são comprometidos com a realização de trabalhos de alta qualidade.

10) Eu tenho bons amigos no trabalho.

11) Eu falei com alguém sobre o meu progresso nos últimos seis meses.

12) Eu tive oportunidade, durante este ano, de aprender e crescer.


Reforçando e repetindo, as oito primeiras afirmações/respostas abarcam de forma clara e direta a questão auto-realização como o objetivo principal do profissional, e não a auto-estima ou o relacionamento (necessidade social).

A seguir exponho algumas informações que estão presentes em meu livro Liderança Saudável, Editora Planeta/Academia de Inteligência (2007), que mostra como positivamente a lógica empresarial, também está se invertendo.


A INVERSÃO NOS VALORES EMPRESARIAIS


Em consonância com a inversão da pirâmide de Maslow, outras inversões já se fazem presentes. Por exemplo, sabemos que uma empresa existe em função de três segmentos básicos: seus acionistas, seus clientes e seu pessoal (funcionários). Com base nessa informação, poderíamos dizer que, numa escala de valores, os acionistas estão em primeiro lugar, pois foram eles que, através do seu capital, deram o passo inicial para tornar a empresa realidade. Em segundo lugar viriam os clientes, tendo em vista que a empresa foi constituída para servir seus clientes e, com isto, obter lucros e prosperar. Em último lugar viriam os funcionários, pois se não houvesse acionistas, nem clientes, os funcionários não teriam razão de ser.

Portanto a escala de valores de uma empresa seria classificada assim:

1o. Acionistas;

2o. Clientes;

3o. Pessoal.


Será?

Pela lógica dos tempos passados não há o que contestar em relação à seqüência. Mas contrariando toda essa lógica surge a inversão dessa seqüência. Isto é, na empresa que não considerar o seu pessoal o seu maior ativo, os seus acionistas irão receber dividendos menores e seus clientes não estarão tão satisfeitos quanto poderiam estar.


A nova escala de valores passa a ser:

1o. Pessoal;

2o. Clientes;

3o. Acionistas.


Passou a época de dizer que “os acionistas estão em primeiro lugar” ou que “os clientes estão em primeiro lugar”. O líder sábio propaga que “nosso pessoal está em primeiro lugar.”

Mas como? Os clientes e os acionistas não são importantes?

São. São muito importantes. E justamente por serem tão importantes que o pessoal deve ser valorizado por ter como missão atender os especiais segmentos compostos de clientes e acionistas.

A expressão “os clientes em primeiro lugar” pode até ser utilizada com frase forte de Marketing empresarial. Mas, no frigir dos ovos, os clientes só se sentirão em primeiro lugar se o pessoal tiver motivação para bem atendê-los, valorizá-los e respeitá-los.

Peter Drucker, o visionário, já afirmava há mais de trinta anos que o maior ativo da empresa é o seu pessoal.



Existem empresas que vivem esta realidade há muito tempo. Dois exemplos:

I – A MTW Corp., empresa de software dos Estados Unidos, reduziu drasticamente a rotatividade do seu pessoal. A rotatividade na MTW é um quinto do padrão do seu setor. E em cinco anos, passou de um faturamento anual de US$ 7 milhões para US$ 40 milhões. Causa deste sucesso? Uma cultura que privilegia os funcionários. Complementa artigo da revista HSM-Management de outubro de 2.001: “A verdade é que, ao gerenciar pensando em resultados, as empresas freqüentemente deixam de lado o fator humano. Uma exceção à regra é a MTW que construiu toda uma cultura em torno da idéia de que ‘nossa gente vem em primeiro lugar.”

II - No livro “Inteligência Emocional na Empresa”, de Cooper e Sawaf, Editora Campus, lemos a seguinte informação:

“Na Southwest Airlines, a oitava entre as maiores companhias aéreas dos Estados Unidos, a confiança desempenha um papel-chave para torná-la a mais solidamente lucrativa empresa de transportes, que repetidamente vem obtendo as melhores classificações do Departamento de Transportes do Estados Unidos, no que se refere à pontualidade dos vôos, melhor manuseio da bagagem e menor número de reclamações. Na Southwest, os clientes vêm em segundo lugar. Os funcionários estão em primeiro...”.

Perceberam que na MTW e na Southwest Airlines, além dos clientes estarem satisfeitos, os acionistas certamente recebem ótimos dividendos? Todo esse sucesso é a conseqüência natural dos funcionários estarem em primeiro lugar na escala de valores.


Enfim, na MTW e na Southwest Airlines, empresas que colocam os seus funcionários em primeiro lugar, têm por conseqüência clientes satisfeitos o que resulta melhores rendimentos aos acionistas.


A INVERSÃO NO MODELO DE LIDERANÇA

O fato de enxergarmos a inversão da pirâmide de Maslow, nos faz descobrir que outras inversões já se fazem presentes, como disse mais acima. É o que, por exemplo, está ocorrendo com o modelo de liderança.

De forma sucinta, transcrevo a seguir vários exemplos que reforçam esta inversão de modelo ou de estilo de liderança. O que veremos também representa uma mudança de 180o em nossos conceitos:

O líder de antigamente era aquele que ia à frente. O líder de hoje é aquele que vai atrás apoiando e estimulando.

O líder de antigamente era aquele que dava as respostas. O líder de hoje é aquele que faz as perguntas.

O líder de antigamente era aquele que por si só fazia acontecer. O líder de hoje é aquele que forma equipes para que essas equipes façam acontecer.

O líder de antigamente muito se destacava. O líder de hoje é aquele que estimula sua equipe a se destacar, pelos resultados obtidos.

O líder de antigamente tinha subalternos. O líder de hoje tem colaboradores.

O líder de antigamente procurava converter seus liderados, forçando-os a pensarem e agirem como ele. O líder de hoje procura conscientizar seus colaboradores para que sejam eles próprios, com suas maneiras únicas e particulares de pensarem e agirem.

O líder de antigamente era aquele que liderava pela imposição. O líder de hoje é aquele que, sem deixar de ter pulso firme, lidera pela integridade, camaradagem, afeto e companheirismo.

O líder de antigamente era aquele que gerava lucros para a empresa. O líder de hoje é aquele que gera lucros com responsabilidade social.

A seguir quadro comparativo das situações citadas.

LÍDER DE ANTIGAMENTE

LÍDER DE HOJE

Ia à frente dos liderados.

Vai atrás dos liderados, apoiando e estimulando-os.

Dava respostas.

Faz perguntas.

Fazia acontecer.

Forma equipes para que elas possam fazer acontecer.

Muito se destacava.

Incentiva a equipe a se destacar.

Tinha subalternos.

Tem parceiros colaboradores.

Convertia seus liderados a pensar, agir e sentir como ele. Não aceitava a diversidade.

Respeita a valoriza a diversidade, conscientizando os liderados do potencial que têm, e os motiva a serem eles próprios, com suas maneiras únicas de pensarem, agirem e sentirem.

Liderava pela imposição.

Lidera com respeito, sem imposição,  utilizando de pulso firme quando necessário.

Gerava lucros para a empresa.

Gera lucros para a empresa, com responsabilidade social.


Liderar hoje é formar equipes. Liderar hoje é estimular e motivar os integrantes das equipes. Liderar hoje é treinar as equipes. Liderar hoje é incentivar as equipes a elaborarem estratégias e projetos. Liderar hoje é fazer com que a equipe conquiste autonomia.

Ser bom líder é sinônimo de ser bom formador de equipes, mas para que com maior facilidade esta conquista ocorra, cabe ao líder ter uma personalidade contagiante, resultante do seu exemplo de conduta sustentado na segurança que passa ao liderado e na credibilidade que inspira.

Disraeli com uma única frase define bem o que é um bom líder: “Lá vão eles, devo seguí-los. Sou seu líder.”

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Alkindar de Oliveira, palestrante, escritor e Consultor de Empresas radicado em São Paulo-SP, tem entre seus clientes as empresas:

McDonald’s, Petrobras, Porto Seguro Seguros, Acrilex, Arjo Wiggins, Artefacto, Banco Itaú, Bioagri, Bradesco, Capemi, CBC, Chemyunion, Hatch, Petroquímica União, Polenghi, Tabacow, Tec-Screen, Tramontina, DuPont, Emibra, 3M do Brasil, TV Cultura, Volkswagen, Mahle Metal Leve, Unimed, WEG Motores, etc.

Profere palestras e ministra treinamentos comportamentais em todo o Brasil. Tem seu foco de atuação nas seguintes áreas: ORATÓRIA, LIDERANÇA, RELACIONAMENTO, MOTIVAÇÃO, COMUNICAÇÃO, CRIATIVIDADE e HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE EMPRESARIAL.

Suas teses e artigos estão expostos em renomados jornais e revistas, como: revista “Você S/A”, Editora Abril; revista “Bons Fluidos”, Editora Abril; revista “Pequenas Empresas Grandes Negócios”, Editora Globo; jornal “Valor Econômico”; jornal “O Estado de São Paulo”; “Jornal do Brasil”; revista “Venda Mais”, Editora Quantum, etc.

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www.uniaoplanetaria.org.br


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