UM AVISO NA
NOITE
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2002&stat=0
Era o ano de 1908. Um navio de guerra inglês fazia um cruzeiro
nos Mares do Sul. O comandante, encerrado em seu camarote, fazia cálculos
algébricos, a giz, no quadro-negro.
Depois, sentou-se à mesa para passar ao papel todos os seus cálculos.
Quando se voltou, para ler a última anotação que
fizera, viu aparecer uma mão que tomou da esponja e apagou o
que estava no quadro.
Assombrado, viu aparecer o antebraço e depois, a pouco e pouco,
como algo nebuloso se tornou visível: era um homem, uniformizado.
De imediato, ele reconheceu um dos seus antigos companheiros de escola,
oficial da Marinha, como ele, e que não via desde alguns anos.
Notou que o oficial estava envelhecido. A figura tomou um pedaço
de giz, escreveu uma latitude, uma longitude, e depois desapareceu.
Tão logo se dissipou o assombro que o tomara, o comandante chamou
seus oficiais e lhes referiu o que acabava de presenciar.
Mostrou as indicações escritas no quadro-negro e que não
eram os seus algarismos.
De comum acordo, anotaram data e hora. E todos, obedecendo a um mesmo
sentimento, decidiram rumar, a todo vapor, para o ponto do oceano indicado
no quadro.
Cinco dias depois chegaram ao local determinado, em pleno mar, a milhares
de milhas de toda costa. E fora das rotas de navegação.
No dia seguinte, o sexto dia, avistaram ao longe alguma coisa que flutuava,
como um ponto negro no horizonte claro.
Verificaram se tratar de uma jangada, feita de tábuas apenas
reunidas.
Sem víveres, sem água, agonizavam ali três pessoas.
Resgatadas, após 48 horas, puderam falar. Eram os únicos
sobreviventes do naufrágio de um grande navio que se tinha incendiado
e soçobrado em pouco tempo.
O oficial que aparecera no navio de guerra era o seu comandante.
O naufrágio ocorrera no ponto assinalado pelo fantasma e exatamente
na hora que ele havia aparecido ao amigo.
Tudo estava anotado no diário de bordo do comandante do navio
de guerra.
E se concluiu que, no exato momento em que estava a morrer nas chamas,
o oficial, preocupado, com certeza, com a tripulação e
demais passageiros, buscara socorro.
Encontrou no amigo a possibilidade de se manifestar e deixar o seu recado.
* * *
O fato não é único, nem tão insólito
como pode parecer. Histórias de Espíritos que se manifestam
na hora da morte a amigos e parentes, existem às centenas.
São chamados de fantasmas por muitos. O que ocorre é que
a alma se exterioriza, se apresenta em sua forma fluídica, aparecendo
à distância.
O grande motor em tudo isso é a vontade.
Ao contrário do que pretendem alguns, a alma é um ser
real, independente dos órgãos físicos.
Por isso, pode exercer sua ação fora dos limites do corpo.
Pode transmitir a outros seres seus pensamentos, suas sensações.
E mesmo, pode se desdobrar e aparecer em uma forma fluídica,
se assim o deseja.
Pensemos nisso e concluamos outra vez pela grandeza dessa trindade que
é o homem.
Criado por Deus, recebe um corpo de carne com o qual se movimenta no
mundo. Dispõe de um corpo fluídico, forma original do
corpo físico e de uma alma, o ser pensante e atuante.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 12,
pt. 2,
do livro No invisível, de Léon Denis, ed. Feb.
Em 16.10.2008.
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