A grande maioria das pessoas se preocupa com a conquista da paz... Da
tão sonhada paz.
No entanto, será que sabemos como conquistar a paz?
E se sabemos, o que temos feito para alcançar esse objetivo?
Conta-se que, um dia, vários deuses da mitologia grega se reuniram
para decidir onde esconderiam um tesouro precioso, para que as próprias
pessoas o encontrassem.
Não poderia ser em lugar fácil, pois se elas o encontrassem
sem maiores esforços, não o entenderiam e não lhe
dariam o devido valor.
Várias sugestões surgiram.
Um dos deuses sugeriu que se pusesse o tesouro no fundo dos oceanos.
Todavia o deus que presidia a reunião argumentou que o homem
certamente iria encontrá-lo com facilidade. Iria inventar equipamentos
de mergulho, alcançaria o tesouro e não lhe daria a importância
merecida.
Outra sugestão foi a de esconder o tesouro nos espaços
infinitos do universo.
Argumentou um dos deuses: o homem o descobrirá facilmente, pois
se inventar equipamentos para mergulhar nas profundezas dos mares, é
lógico que os inventará para percorrer os espaços
infinitos.
Depois de várias sugestões infrutíferas, alguém
teve uma idéia que foi aceita por todos.
O tesouro seria cuidadosamente escondido num lugar onde o homem só
iria procurar depois que estivesse maduro o suficiente para valorizálo,
e mantêlo consigo.
E o lugar seria o íntimo de cada ser humano.
Esse tesouro valioso e imperecível é a paz.
Sim, a paz que tanto buscamos sem lograr êxito, está dentro
de cada um de nós.
Aquele que encontra o tesouro da paz, jamais se perturba, por mais que
a situação a sua volta esteja em polvorosa.
A paz não pode ser confundida com a passividade, porquanto o
passivo é um ser sem ação.
O pacifista é ativo. Onde há discórdia ele leva
a sua paz, mostra o tesouro que já encontrou.
É assim que devemos entender a recomendação de
Jesus de mostrar a outra face. A face oposta àquela que presenciamos.
Se a face que se apresenta é a da violência, mostremos
a face da paz.
De fato, o homem já conquistou os mares. Está vencendo
os espaços com suas naves espaciais. Já desvendou vários
mistérios do universo, no entanto, não empreendeu a viagem
fantástica para dentro de si mesmo.
O homem que já fez tantas conquistas tecnológicas, ainda
não sabe resolver um simples problema de relacionamento com o
seu próximo.
Não descobriu como afastar do seu íntimo o orgulho, a
vaidade desmedida, a inveja, e outros tantos entulhos morais que impedem
o acesso à paz.
Pense nisso!
Se a paz é um tesouro que cada um de nós pode conquistar,
comecemos sem demora essa busca.
No autoconhecimento traçaremos um mapa de nós mesmos,
mostrandonos onde se encontra cada empecilho, cada obstáculo
que devemos remover da nossa intimidade.
Somente quando o caminho estiver limpo, nos depararemos com um recanto
de luz brilhando em nós: a tão esperada paz íntima!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br
topo