"Não acredito na evolução das espécies.
Tudo isso é teoria", disse a governadora do Rio de
Janeiro, Rosinha Matheus, em entrevista à imprensa em abril de
2004. Quem acompanha os desdobramentos da posição do governo
fluminense quanto às diretrizes educacionais do estado, sabe
que o pronunciamento da governadora possui mais implicações
do que supõe a nossa vã filosofia. Ele expressa o fortalecimento
de algumas tendências religiosas que vêm ocupando um espaço
cada vez mais amplo em diferentes níveis institucionais da sociedade.
Inicialmente, elucidemos o contexto imediato da afirmação
da governadora: tratava-se de justificar a inclusão nos currículos
das escolas públicas do estado de disciplinas religiosas confessionais
(mais adiante, faremos um comentário sobre este caráter
confessional), para, num segundo momento, incorporar em seu conteúdo
programático a doutrina criacionista como explicação
para a origem da vida. Para quem ainda não sabe, o criacionismo
é uma concepção que recusa a teoria de Darwin acerca
da evolução das espécies e propõe em seu
lugar uma interpretação praticamente literal da Bíblia,
tomando como base o livro do Gênesis: lá afirma-se que
foi Deus quem criou inicialmente o mundo e logo depois também
o homem, "à sua imagem e semelhança". Quanto
à proposta da governadora, confirmada pela sua Secretaria de
Educação, ela consiste, ao fim e ao cabo, em apresentar
aos estudantes as duas concepções (o darwinismo e o criacionismo)
como explicações alternativas para o mesmo fenômeno.
Até porque o currículo básico proposto prevê
"reflexões sobre a criação de Deus como um
ato de amor".
Num âmbito mais geral, cabe esclarecer que no
interior do atual debate acerca do fortalecimento da referida corrente
religiosa existem diferentes ângulos
de análise. Há uma discussão que vem sendo
levada adiante por profissionais ligados às chamadas ciências
da vida, que apresentam a comprovação experimental das
hipóteses de Darwin, desmontando os argumentos dos defensores
mais sofisticados do criacionismo (sendo que estes últimos, por
uma questão tática, mudaram recentemente de nome, passando
a adotar a denominação de intelligent design; ou, na tradução
mais usual para o nosso idioma, planejamento
inteligente). Esta discussão, instrutiva sob vários
aspectos, nos ensina que embora o darwinismo, como qualquer teoria científica,
abrigue aspectos mais controvertidos em seu interior, o fato é
que ele é um fecundo programa de pesquisa que vem sendo confirmado
há mais de um século em inúmeras áreas das
ciências da vida e que já gerou desdobramentos práticos
inegáveis. Já o intelligent
design não consegue elaborar nenhuma construção
teórica própria: ele apenas se dedica a procurar falhas
no darwinismo (como a sempre invocada ausência de alguns fósseis
intermediários), para pretender a partir daí infirmá-lo.
No lugar do evolucionismo, contenta-se com a afirmação,
por exemplo, de que: "Pesquisas de opinião demonstram que
mais de 90% dos americanos acreditam em Deus, e que cerca da metade
comparece regularmente a ofícios religiosos... Com toda essa
manifestação pública, por que a ciência deveria
achar difícil aceitar a teoria que dá respaldo àquilo
em que, de qualquer modo, a maioria do povo acredita?" (Behe: 1997,
p. 235)
Mas há também um outro aspecto deste debate
que talvez não tenha ainda merecido a devida atenção.
Referimo-nos a um exame das condições
sociais e históricas que possibilitaram a expansão recente
do criacionismo: tais condições merecem um exame
mais detalhado. Com efeito, sabemos que num campo de debates não
são apenas razões intelectuais que levam certas concepções
a ganharem um espaço que não dispunham anteriormente:
o mundo das idéias não paira solto pelo ar, ele mantém
vínculos com o cotidiano dos homens. Então, a nossa pergunta
poderia ser assim resumida: que tipo de causalidade "terrena"
estaria presente neste revival das diferentes formas do criacionismo?
Para esta resposta, uma abordagem apenas biológica se revela
manifestamente insuficiente. Até porque a leitura dos escritos
criacionistas revela a influência, sem dúvida mediatizada,
de um certo contexto social que insiste em se manifestar mesmo no interior
de uma discussão aparentemente tão distante deste tipo
de determinação. É neste ponto que iremos nos deter:
ele nos parece simplesmente decisivo para o correto entendimento da
questão.
Recuemos então na história recente para
examinar no nosso continente americano as origens dessa resistência
tão acentuada às teorias de Darwin. Quando fazemos isso,
chegamos às primeiras décadas do século XX, nos
estados sulistas dos EUA; neles, a pregação de algumas
idéias religiosas atingia especialmente os setores mais desfavorecidos
da população, que tendiam a se sentir ofendidos com as
hipóteses evolucionistas acerca da origem animal da espécie
humana. Ao longo do século XX, contudo, o criacionismo conseguiu
alcançar setores mais diferenciados, produziu seus próprios
intelectuais (que buscaram se credenciar com títulos acadêmicos
elevados, como é o caso do citado M. Behe, ou de Henry Morris
e Duane Gish), esmerando-se em procurar pontos polêmicos na teoria
de Darwin. Um exame de seus escritos detecta neles uma já histórica
caracterização do evolucionismo como sendo uma filosofia
materialista, atéia, que levaria os homens para um caminho distante
dos ensinamentos religiosos.
Pois é contra essa filosofia que os criacionistas
protestam com a maior veemência: segundo eles, ela seria responsável
por uma série de problemas vividos em sociedade. Menciona-se
a desagregação da família e dos costumes, o aumento
no número de divórcios, a deterioração dos
valores morais, a competitividade que seria estimulada pela teoria darwinista,
o individualismo exacerbado. Tudo se passa como se o questionamento
que o darwinismo faz à concepção bíblica
sobre a origem da vida abalasse os alicerces morais da vida em sociedade
que levam os homens a estabelecerem e aceitarem certos compromissos.
Em seu lugar, o que é proposto é a restituição
de uma imago mundi mais antiga, onde Deus não só criou
o mundo e as espécies mas também forneceu uma lei para
o convívio humano; pela via dessa restituição,
acredita-se ser possível devolver também aos homens um
sentido de moralidade e de observância às leis que se perdeu
ao longo do tempo.
Merece atenção especialmente uma certa
mentalidade que fornece a base conceitual sobre a qual o criacionismo
realiza suas operações lógicas. Provisoriamente,
ela será aqui nomeada como sendo um certo tipo de mentalidade
religiosa. Caracteriza-se por desejar uma ordenação bem
definida para o mundo em que vivemos: há uma demanda por regulação
e, mais do que isso, pela reivindicação do reconhecimento
de uma lei divina que funciona com vigor. É uma implícita
teodicéia (uma teoria da justiça
divina) que reencontraremos nos escritos dos defensores do criacionismo.
Confrontados com a realidade de uma sociedade onde persistem problemas
graves de miséria, violência e exclusão social,
eles invocam uma explicação que atribui a desígnios
que não conhecemos e que forneceriam o fundamento daquilo que
se passa em nosso mundo terrreno. Ainda nas palavras de M. Behe: "É
claro que planejadores que têm capacidade de produzir melhores
planos não fazem isso sempre. ... não dou a meus filhos
os melhores e mais sofisticados brinquedos porque não quero mimá-los
e porque desejo que eles aprendam o valor do dinheiro." (Behe,
1997: p 225). Ou seja, o planejador (designer) tem razões que
nós não conhecemos; qualquer semelhança com a tradicional
teologia judaico-cristã não é mera coincidência...
Conforme sugerimos anteriormente, a correta visualização
dos motivos que levam à expansão desse tipo de mentalidade
se articula a um contexto social e histórico que ultrapassa em
muito o puro debate das idéias. Ora, ocorre que quando se sai
do recinto do debate de idéias e chega-se ao âmbito das
relações sociais humanas, chama a atenção
o agudo estado de fragmentação que caracteriza a chamada
pós-modernidade. Apenas como exemplo: centros de inovações
científicas de última geração onde se produz
o conhecimento ("ilhas de excelência") só conseguem
emergir no meio de vastos setores empobrecidos. O projeto de uma modernidade
que resolveria os problemas dos homens - acalantado pelo menos desde
o Iluminismo - não conseguiu se implementar: vivemos numa época
que alia um enorme desenvolvimento científico com a persistência
de antigos problemas de pobreza, concentração de renda
e violência. Mesmo nos Estados Unidos, a maior potência
capitalista do planeta, essa fragmentação é bem
atestada pela proliferação de uma cultura de armas que
gera vítimas mesmo entre estudantes, pelo prolongamento da jornada
de trabalho além do suportável (como nos aponta Juliet
Schor em seu The overworked american), ou por uma cultura individualista
que chega às raias do autismo. Se quiséssemos utilizar
uma célebre expressão cunhada por S. Freud (outro autor
odiado pelos criacionistas...), teríamos aqui inúmeros
sintomas de um agudo mal estar na civilização.
Pois bem, é este o campo propício para
o fortalecimento da mentalidade religiosa a que nos referimos pouco
atrás: os graves problemas que nos atingem diariamente aparecem
transfigurados na ótica criacionista, que os interpreta como
sendo causados por uma postura materialista diante do mundo cujo representante
máximo seria o darwinismo. Curioso é notar que um mesmo
contexto histórico pode gerar formas de reações
muito diferentes, mas que partilham de uma gênese social comum.
Num outro debate, o historiador William Mc Neill, do Instituto Fernand
Braudel, referindo-se ao que poderíamos nomear como uma afinidade
entre estruturas, afirma que "As seitas religiosas e as gangues
violentas são, até agora, as duas formas mais importantes
de reação da população." (in Oliveira,
2002). Com efeito, os homens são seres que não apenas
criam mas também reagem ao mundo em que vivem. Homens e mulheres
diferentes reagirão de forma peculiar a uma realidade sentida
como ameaçadora. No caso aqui em foco, o crescimento de uma procura
religiosa é bastante sintomático de uma situação
particularmente difícil de ser enfrentada: trata-se da procura
de uma linguagem para lidar com aquilo que mais provoca mal estar no
cotidiano dos homens.
Assim é que o criacionismo
é claramente reativo: ele responde a uma certa situação
que é vivida como ameaçadora. Postula o retorno a uma
cosmologia onde tudo encontra o seu devido lugar. Diante de um mundo
experimentado como objetificador, a linguagem que o criacionismo encontra
para afirmar a dignidade humana é postular sua irredutibilidade
a qualquer outra espécie. O resultado mais conspícuo de
seu procedimento consiste em deslocar a insatisfação com
a realidade vigente, fazendo-a incidir sobre o darwinismo, que passa
a ser visto como uma das principais causas do mal estar contemporâneo.
Isso posto, caberia fazer agora algumas
considerações sobre a passagem dessa doutrina religiosa
dos Estados Unidos para o nosso país. Num primeiro momento,
poderia-se afirmar que estamos diante apenas de mais um fenômeno
da globalização: o que era um fenômeno norte-americano
se irradia para outros pontos do planeta. Esta explicação
tem uma boa dose de verdade, porém, ela deve ser acompanhada
por algumas considerações suplementares, pois a realidade
inequívoca da globalização não cancela diferenças
marcantes entre os países. Assim, se nos Estados Unidos o antigo
e persistente segmento criacionista é também sintoma de
uma cultura que apresenta acentuadas resistências em reconhecer,
parafraseando as palavras de M. Foucault, a "ferida narcísica"
que consiste em admitir que o homem não é o centro do
universo, já no Brasil o peso das condições objetivas
de existência vem para um primeiro plano muito evidente.
Recordemos: a governadora Rosinha foi eleita pela população
do Rio de Janeiro, estado que, segundo pesquisas recentes, é
de fato o mais violento de nosso país (não, caros leitores,
esta não é uma "criação" da mídia:
ainda que com diferenças de metodologia, as pesquisas apontam
com clareza a verdadeira hecatombe vivida por parte da população
fluminense). Se numa referência internacional nosso país
apresenta o quarto maior número de homicídios do mundo
(perdendo apenas para a Colômbia, El Salvador e Rússia),
já entre as mortes violentas de jovens de 15 a 24 anos, as estatísticas
do Rio de Janeiro, 118 mortes por cada grupo de 100 mil, conseguem ser
superiores mesmo às da Colômbia! Não por acaso,
o crescimento de um certo tipo de religiosidade é também
exponencial nesse mesmo período. Os estudiosos do tema chamam
a atenção para o fato de que esse crescimento ocorre exatamente
naquelas áreas mais desassistidas pelo Estado. E todos sabemos
que vem de longa data a ausência de uma atuação
pública em vastos setores da sociedade carente: é nesta
vacância de um projeto político efetivamente transformador
que se instala uma pregação religiosa que promete aos
homens aquilo que eles hoje simplesmente não dispõem:
uma vida digna que transcorra sob uma lei efetivamente democrática.
O desdobramento desse processo, que está sendo
aqui apresentado de forma extremamente sintética, faz emergir
diferentes lideranças, algumas oriundas das próprias camadas
desfavorecidas, outras de extratos mais altos que se remetem às
primeiras como plataforma a partir da qual se lançam em sua atuação
política. É neste âmbito que o recurso a um discurso
religioso, que apresenta as injustiças deste mundo terreno dentro
do registro de uma teodicéia religiosa, mostra-se particularmente
eficaz na tarefa de angariar adeptos. Vale lembrar que o ex-governador
fluminense e atual secretário de segurança, Anthony Garotinho,
introduziu em seus discursos o recorrente significante do "demônio"
para caracterizar aqueles que não concordavam com suas iniciativas
políticas.
Esta é um pouco da nossa triste história
recente (fragmento local de uma realidade internacionalizada): esvaziado
economicamente, situado na rota do narcotráfico internacional,
carente de projetos políticos alternativos mais consistentes,
o Rio de Janeiro tornou-se também um campo propício para
um amálgama regressivo entre poder político e discurso
religioso. E ainda que a expansão do criacionismo em nosso país
certamente não seja uma prerrogativa fluminense (o Centro Universitário
Adventista de São Paulo - Unasp, instituição particular,
também ministra um neo-criacionismo para seus alunos), tal expansão
é especialmente danosa nesse estado por se dar sob a égide
do poder público. A este respeito, nunca é demais recordar
que a separação entre estado - poder público com
uma pretensão universalizante - e poder religioso foi uma conquista
arduamente obtida nos albores da modernidade. Por isso, quando o governo
fluminense volta a atribuir um caráter religioso confessional
à educação pública (sob o argumento de que
existe uma crise moral na sociedade civil que precisa ser sanada), ele
na verdade está realizando um procedimento dos mais autoritários:
impõe uma visão de mundo religiosa mesmo àqueles
que não concordam com ela. Está correto o deputado Carlos
Minc em sua luta contra a lei estadual de 2002 que institui a educação
religiosa confessional nas escolas públicas fluminenses (o deputado
vem anunciando o ingresso de uma ação na Justiça
Federal questionando a inconstitucionalidade da lei). Até porque
nosso país abriga sujeitos cristãos, muçulmanos,
judeus, afro-descendentes, budistas, agnósticos, ateus e tantos
outros. O privilégio de uma religião em detrimento de
outras (ou do ateísmo) é um procedimento que realiza violência
simbólica, perigosa ante-sala da violência física,
sobre os nossos jovens.
Por tudo isso, finalizaremos este breve artigo expressando
nossa concordância com todos aqueles eminentes pesquisadores (como
Ennio Candotti e Ildeu de Castro Moreira) que
já se manifestaram enfaticamente sobre este grave erro que consiste
em impor aos alunos das escolas estaduais uma doutrina religiosa como
sendo equivalente ao discurso científico. Pois enquanto
o darwinismo é uma teoria amplamente exposta ao debate (e, como
tal, abriga salutares controvérsias científicas) já
o fundamento último do criacionismo é um texto religioso,
a Bíblia. Texto importantíssimo como documento histórico
milenar, sem dúvida, mas cujo caráter metafórico
de sua linguagem é hoje reconhecido mesmo por várias lideranças
religiosas, tornando indefensável a tentativa de ali se buscar
uma fundamentação científica para as origens mais
remotas da espécie humana. E, sejamos lúcidos: é
um equívoco enorme supor que uma educação religiosa
confessional vá melhorar o convívio entre homens. Basta
olhar ao nosso redor para identificar o enorme número de sangrentas
guerras que têm entre seus motivos, principais ou secundários,
conflitos religiosos os mais diversos: cristãos contra muçulmanos,
católicos irlandeses contra protestantes irlandeses, israelenses
contra palestinos, etc, etc, etc. O que os nossos estudantes precisam
é de uma formação democrática sólida,
científica e humanista, que lhes incentive a pensar com as suas
próprias cabeças. Aqueles que desejarem aderir - ou não
- a uma religião, que o façam a partir de seus próprios
anseios e do amplo acesso a variadas informações. Um Estado
que se arroga esta prerrogativa não estará formando cidadãos,
mas uma obscura massa de manobra prestes a servir ao primeiro demagogo
de plantão.
Maurício Vieira Martins é sociólogo,
doutor em filosofia e professor do Programa de Pós-Graduação
em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense
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Notas
Uma contundente exposição sobre os limites
estruturais do criacionismo, mesmo em sua versão do intelligent
design, pode ser encontrada nos seguintes textos: (Zimmer, 2003); (Ruse,
1996) e (Orr, 1996/7) (cf. Bibliografia).
Estas palavras são de um dos defensores mais
em evidência do intelligent design, o bioquímico criacionista
Michael Behe, em seu livro A caixa preta de Darwin. Analisei com mais
detalhes o argumento de Behe em meu artigo "De Darwin, de caixas
pretas e do surpreendente retorno do criacionismo" (cf Bibilografia).
Para o diagnóstico criacionista sobre o evolucionismo
e o mundo contemporâneo, conferir especialmente o artigo de Ronald
Numbers, "The creacionists", na coletânea But is it
science? (cf Bibliografia).
Cf (Marques, 2004: p. A3). O texto de Marques tem
como base o Mapa da violência elaborado pela Unesco e divulgado
em junho de 2004. O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein,
também comenta estas dramáticas estatísticas.
Dentre os autores que desenvolvem este aspecto, podemos
citar os trabalhos da socióloga Regina Novaes (2002).
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Bibliografia
BEHE, Michael. A caixa preta de Darwin. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar, 1997.
FREUD, Sigmund. O mal estar na civilização.
Edição Standard das Obras Completas de Sigmund Freud ,
vol. XXI. Rio de Janeiro, Imago, 1977.
GAZIR, Augusto. "Escolas do Rio vão ensinar
criacionismo". Folha de S. Paulo, 13/05/2004.
MARQUES, Hugo. "Rio é o campeão
da violência: estado lidera o ranking da criminalidade e tem números
comparáveis aos da Colômbia". Jornal do Brasil, 08/06/2004.
MARTINS, Elisa e FRANÇA, Valéria. "Rosinha
contra Darwin: Governo do Rio de Janeiro institui aulas que questionam
a evolução das espécies." revista Época,
Edição 314, 24/05/04.
MARTINS, Maurício Vieira. "De Darwin,
de caixas pretas e do surpreendente retorno do criacionismo". In
História, Ciências, Saúde - Manguinhos (Fundação
Oswaldo Cruz), vol VIII, no 3, set-dez 2001.
MINC, Carlos. "De volta à Idade Média".
Jornal do Brasil. 17/03/2004, p. 9.
NOVAES, Regina. "Crenças religiosas e
convicções políticas". In Fridman, Luis Carlos
(org). Política e cultura: século XXI. Rio de Janeiro,
Relume Dumará, 2002.
NUMBERS, Ronald. "The creacionists". In
RUSE, Michael. (org) But is it science?. Amherst, Prometheus Books,
1996.
OLIVEIRA, Nilson Vieira. (org) e MCNEILL, William.
Insegurança pública: reflexões sobre a criminalidade
e a violência urbana. São Paulo, Ed Nova Alexandria, 2002.
ORR, H. Allen. "Darwin vs. Intelligent design
(Again)", Boston review, dez/96-jan/97.
RUSE, Michael. (org) But is it science? The philosophical
question in the creation/evolution controversy. Amherst, Prometheus
Books, 1996.
ZIMMER, Carl. O livro de ouro da evolução.
Rio de Janeiro, Ediouro, 2003.
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