Espiritualidade e Sociedade





Iran Jacó Modesto

>    A Transformação do Espírito

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Iran Jacó Modesto
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Quase sempre, quando contemplamos a natureza, atraídos pela sua beleza, de início julgamos que aquele cenário completa, em nós, a necessidade do ser sedento que somos.

Cedo, porém, a alma insatisfeita logo se manifesta, e recorrendo à possibilidade e à capacidade de transformação mergulha em novas paisagens, em emergentes experiências, às vezes, amargos remédios de indispensáveis e doces lições, porque a alma carrega no íntimo a necessidade de mudanças caminhando em direção ao Pai de infinita bondade.

Esclarece a Doutrina Espírita, que essa insatisfação é objeto do anseio da alma incompleta, que procura nas experiências das vidas sucessivas, a elaboração do seu ditoso caminho, em marcha incessante para a perfeição. Objetivo único da vida.

Jesus alerta os corações da sua época, ensinando que a promessa de vida eterna, não se realiza sem renovação e sem mudança moral e que essa promessa não é restrita a um povo. “Ide e pregai o Evangelho a todas as criaturas”.

Essa incessante necessidade de renovação, a Doutrina Espírita evidencia através das próprias palavras de Jesus, que durante sua passagem, nos convidou a abandonar velhos costumes, posturas arcaicas e modelos severos de culto exterior. Lembrou Ele, que a felicidade sonhada está na perfeição e esta perfeição não se contém numa existência única. “É necessário nascer de novo”, dizia o Mestre. “Em verdade, em verdade vos digo que se o homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.” (da água – símbolo da natureza material e do Espírito – símbolo da natureza Espiritual). Jesus fez clara distinção entre essas duas naturezas: “O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do espírito é Espírito” (João 3: 1 a 12).

Ainda, quando os Apóstolos indagam ao Mestre: “porque dizem, pois os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?”, Jesus responde: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio e eles não o reconheceram, antes fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o filho do homem há de padecer nas mãos deles Os discípulos entenderam, então, que lhes falara a respeito de João Batista” - (Mateus 17: 9 a 13).

Ora, conforme se sabe, João Batista nascera pelos caminhos naturais. Como poderia ser ele Elias, sem, com isso, se afirmar a reencarnação? O recipiente humano não pode conter a Onisciência, em uma única existência corpórea, e a alma, filha de Deus que é, não pode ser descartada dessa graça pelas suas simples e momentâneas imperfeições, assim como, ao recém-nascido, não se pode imputar culpas pela ausência de domínio corporal. “Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai, que está no Céu”, dizia Jesus. É destino da alma alcançar a perfeição, que só será possível pela constante transformação através de inúmeras e repetidas experiências corpóreas

Jesus exalta a fé, como fonte inspiradora e propulsora das nossas realizações e mudanças. “Tens fé, então levanta e anda”, dizia o Mestre.

Jesus fala de um Pai de Bondade, de Justiça e Misericórdia, que o enviara para que nenhum dos seus filhos se perdessem, mas que tivessem vida eterna.

Jesus incute o amor ao próximo, a esperança aos aflitos e enleva as multidões nas necessidades do aprimoramento indispensável para a renovação. “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”, equivale dizer: Ninguém alcançará a perfeição, se não nascer de novo... Esta vida, transitória que é, fugaz e quimérica como diz o Apóstolo Tiago, se única, não pode ser base para a sentença do nosso destino eterno. A reencarnação é o único instrumento capaz de permitir que a alma, iniciada na imperfeição, simples e ignorante, transitando pelos caminhos das vidas sucessivas, ascenda, pelo seu próprio mérito, às Luzes da Consciência Plena, quando, então poderá ser capaz de escolher, ser recompensada ou punida pelas suas escolhas. A reencarnação é ferramenta elementar, que abriga destemidas e bravas criaturas, que na sede de mudança moral se submetem à elaboração de experiências corpóreas para o engrandecimento da alma imortal. Bendita seja.

Fonte: Extraído do Informativo CEOS/ IAM, Entre nós - Nº 53

 



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