Espiritualidade e Sociedade



Paulo Roberto Martins

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12/03/2011

Materialização de espíritos em Ponte D’Uchoa (Recife) na residência do Dr. Rômulo Cahú
- Quatro depoimentos importantes
-


por Paulo Roberto Martins*


Estação do trem Maxambomba em Ponte D'Uchoa vendo-se ao fundo a fachada da residência de Dr. Rômulo e Dona Conceição Cahú


Extraordinária Intervenção

Em novembro de 1972, o notável "médium", Severino Paz de Lyra, presidente do Grupo Espírita Manoel Quintão, de São Lourenço da Mata - Pernambuco, foi submetido a uma complicadíssima operação.

A intervenção cirúrgica foi presenciada, entre outros, pelos Drs. Luiz Carlos e Sebastião Coelho, este último Coronel Médico do Exército, irmão do Deputado Felipe Coelho e primo do Ex-Governador Dr. Nilo Coelho.

Também presentes inúmeras figuras da nossa sociedade. O Coronel Sebastião Coelho foi crivado por diversas perguntas que foram gravadas para o Museu Espírita de Pernambuco (RAXID MAITA), Museu Espírita da Guanabara (Antonio Lucena) e José Travassos.
Além da presença de vários oficiais do Exército, Médicos, Advogados, Jornalista Nilton Santos e outras figuras do Comércio e da Indústria, todos em um casarão localizado no bairro da Jaqueira.

Foi uma experiência nunca vista.

O médium forneceu o ectoplasma para a sua própria cirurgia. O Espírito operador - Dr. Yany, foram instrumentistas os Drs. (Espíritos) Zwatra Kearlan e Camerino: Todos estavam materializados; a cromoterapia (aparelho especial) foi usada como radioscopia.

Fonte: Jornal - O Revelador, outubro de 1973.


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Quando se ausculta um fantasma

Apenas de quando em vez, um temperamento varonil expõe-se e depõe, positivando a sobrevivência em termos de tangibilidade e que não se importa com o que os outros possam pensar ou dizer a seu respeito. O brigadeiro Adil de Oliveira, personalidade famosa em nossa história, por ter presidido o célebre inquérito do Galeão, trouxe-nos o seu valioso e judicioso depoimento que a imprensa divulgou. No Recife, juntamente com outras altas patentes militares, ele assistiu a trabalhos de materialização com o médium Waldemar Golvin.

Materializou-se, então, o espírito de falecido médico, Dr. Kempler, de maneira tão perfeita, que o ilustre militar patrício não pôde furtar-se a dar o seu depoimento entusiasta: "O que vi foi o Dr. Kempler. O Dr. Kempler que vi manipular remédios, que vi dá-los a três senhoras, que ainda me chamou, que me apertou a mão, que falou comigo, que me ofereceu um bastão como lembrança e tal entidade materializada só se diferenciariam de um médico terreno pelo fato de ter aparecido insolitamente e, insolitamente desaparecido. No mais, tudo exatamente normal: roupa, porte, aspecto, voz, olhar, aperto de mão". Considerando como tal fenômeno tão espetacular se realizou dentro da maior simplicidade, ele obtemperou: "Nada de rezas, mistérios, auras, trompas e anjos esvoaçantes".

A convite do Brigadeiro Ivo Borges, aos ditos trabalhos de materialização, compareceu o Dr. Eliezer Magalhães, irmão de Juracy Magalhães, que prestou o seu depoimento valioso: "Ao assistir deslumbrado a materialização de um ser havido como sendo o Dr. Kempler tive a oportunidade de examinar-lhe o pulso e os batimentos cardíacos, achando-os totalmente diversos dos do médium". O médico, então, estabelece a diferença que encontrou entre o médium e o espírito materializado: O médium tinha batimentos claros, enquanto que o Espírito era taquicardíaco, com bulhas pouco "audíveis". E, por fim, aquela prova de que tanto necessitamos: "Tive oportunidade, diz o dr. Eliezer Magalhães, de verificar bem de perto o médium Golvin em estado cataléptico e, ao lado, o ente materializado chamado Dr. Kempler." Como se vê, os chamados fantasmas, também curam, testemunhando amor missionário e sem fronteiras e, se o homem duvida, se deixam auscultar para que tenhamos confiança nas Leis maiores.

Alexander Aksakof, que se notabilizou neste gênero de pesquisas, conta-nos que, no primeiro contato que teve com o Espírito materializado de Katie King, uma jovem de outro mundo, esta lhe ofereceu de presente um púcaro de doce. Também o Brigadeiro Adil de Oliveira recebeu do Espírito do Dr. Kempler um bastão com um perfume da sua predileção! Eu, em minha casa, conservo um disco que uma entidade chamada Atanásio me deu, fazendo dele um canudo, à minha frente, como nenhum ente encarnado poderia fazê-lo, talvez por que eu gostasse de música. Eles, os chamados fantasmas, nos guardam afeto e os trabalhos que realizam, neste terreno, são verdadeiramente sacrificais. Um médico que se materializava; na cidade de Ribeirão Preto, cuja identidade agora não me ocorre, confessava-nos que aquele trabalho era-lhe penosíssimo, mas lhe fora indicado para curar-lhe o Espírito da vaidade e cupidez, que era o seu apanágio na Terra, quando viveu na roupagem de médico ávido de dinheiro e sem nenhum escrúpulo profissional para possuí-lo.

Mário B. Tamassia*, "Os mortos acordam os vivos", pág. 82 a 85, São Paulo (1988), Ed. EDICEL.

* Dr. Mário Boari Tamassia (1916 – 1993), Doutor em Ciências Econômicas, Assessor e Perito Judicial, Tributarista e Analista de Balanços. Foi Presidente da Academia Campineira de Letras; Secretário e fundador do Conselho Carcerário; Membro da Associação de Imprensa de Campinas; Inspetor Chefe da Sociedade Protetora dos Animais; e Presidente e fundador do Centro de Estudos Tributários, da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (SP) e da Lareira Assistencial Hermínia. Escritor profícuo, deixou quinze livros preciosos de conteúdo espiritualista.


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Agindo como Arigó

Há ainda o caso de um médium do Recife, divulgado por um relatório mimeografado do brigadeiro Adil de Oliveira. O médium age como Arigó, e a entidade manifestante dá o nome de Dr. Kempler, dizendo ter falecido na primeira guerra mundial e ser alemão, exatamente como o Dr. Fritz.

J. Herculano Pires*, "Arigó (um caso de fenomenologia paranormal)", pág. 16, São Paulo (1963), Ed. Livraria Francisco Alves.

* Professor José Herculano Pires (1914 – 1979), Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), foi repórter, redator, secretário, cronista, parlamentar, e crítico literário dos Diários Associados por 30 anos. De suas 71 obras publicadas, cerca de quarenta livros foram de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico Xavier.


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Golpe no destino


Relembrei as sessões de materialização, na residência do Dr. Rômulo Cahú, em Ponte D’Uchoa, em frente ao Colégio das Damas Cristãs. Sua casa era muito bem situada, rodeada de árvores frutíferas, mangueiras, cajueiros, abacateiros e coqueiros, espalhadas por um terreno que terminava próximo ao Rio Capibaribe. Em frente da mansão, havia um grande jardim dividido ao meio por uma passarela de nuvens que imitavam um pequeno muro contornando os canteiros, repletos de rosas, dálias e margaridas, todas muito bem cuidadas. A passarela nos levava a uma escada e ao primeiro andar da casa. Seu interior era muito bem mobiliado, com móveis e vários objetos antigos, quadros, vasos, estátuas e lustres, todos belíssimos, parecendo um verdadeiro antiquário. Os freqüentadores habituais e os convidados eram sempre muito bem recebidas pelo anfitrião. O Dr. Rômulo Cahú era brincalhão por natureza, fumava um cigarro atrás do outro. Sofria de enfisema pulmonar e sua voz parecia um trovão rouco e cavernoso. Sua esposa Da. Conceição, era afável, simpática e com a sua determinação coordenava as reuniões de materialização.

Todas as terças-feiras e com alguma freqüência também às sextas-feiras, exatamente às dezenove e trinta horas, nos reuníamos, fazíamos uma prece e, depois, dirigíamo-nos para uma construção que se acoplava à casa em sua parte lateral, ao lado do pomar. A sala de reuniões era espaçosa, com duas janelas de vasculante, altas, a cerca de um metro e meio do piso. Comportava cerca de mais de quarenta cadeiras, arrumadas como um auditório e uma pequena mesa redonda, onde sempre repousava um vaso de flores, um pequeno serviço de som e um reostato, que controlava a intensidade da luz vermelha. Num dos cantos da sala, havia uma cadeira de madeira com o encosto reclinado, onde o médium sentava-se confortavelmente, quase deitado, até entrar em transe. Uma cortina de fazenda azulada e, às vezes, estampada, amarrada por cadarços, deixava o médium isolado em sua concentração. Entre a cortina e o pequeno auditório, havia um espaço bem razoável, por onde os espíritos podiam caminhar e por onde nós mesmos poderíamos ajustar o reostato, ou mesmo substituir os discos, ou iniciar as músicas, manipulando assim o serviço de som.

Há cerca de oito meses aproximadamente, eu freqüentava as reuniões, as quais, apesar de serem bastante concorridas, as pessoas convidadas ou interessadas em assistir a elas necessitavam de uma aprovação prévia pelos espíritos protetores e principalmente do aval de Da. Conceição Cahú, médicos, engenheiros, advogados, químicos, professores, militares e os seus familiares, todos muito bem relacionados no Recife, geralmente lotavam o auditório, principalmente às terças-feiras. No início das reuniões, o ambiente era iluminado por uma lâmpada comum de sessenta velas e, somente quando a materialização ia concretizar-se, acendia-se a luz vermelha.

Geralmente, ouvíamos, no início, a Ave Maria de Shubert, seguida de inúmeras outras músicas sacras. Ficávamos conversando naturalmente, sem nenhuma concentração e, somente após as palavras de um espírito incorporado no médium, sabíamos de iria haver ou não os fenômenos de materialização propriamente dita. Golvim, o médium de efeito físico, era um homem de estatura média, magro, com cerca de quarenta e cinco anos de idade. Sua fisionomia era austera e falava sempre muito alto. Puxava pela perna direita, seqüela de um acidente automobilístico. Seu andar era cambaleante, facilmente reconhecido, pois tinha uma perna mais curta que a outra, e isso o obrigava a um caminhar característico, remexendo, balançando e compensando, com seu quadril, sua perna defeituosa.

Quando tínhamos absoluta certeza de que a materialização ia realizar-se, a luz vermelha era acionada e em apenas alguns minutos, estávamos todos inteiramente acostumados à nova iluminação. O ambiente ficava completamente claro aos nossos olhos. O reostato era acionado por nós e, em muitas ocasiões, os próprios espíritos se encarregavam de faze-lo, com o intuito de clarear ou escurecer o ambiente.

De repente, sem nenhum aviso prévio, uma névoa brilhante se condensava e saía para fora e por baixo da cortina, indo às vezes até o meio da sala. O ectoplasma escorria pelo cimento do piso, se concentrava cada vez mais, elevava-se a uma altura de aproximadamente um metro e oitenta. O médium eliminava o ectoplasma pela sua boca, pelo nariz e, algumas vezes, também pelos seus ouvidos. Pouco a pouco, formava-se uma figura humana, que gradativamente se tornava mais condensada e mais nítida. Todos nós víamos e acompanhávamos a nitidez gradativa da aparição. A entidade materializada mexia-se como se tentasse ou quisesse se desvencilhar do ectoplasma e caminhava como se flutuasse. Deslizava pelo piso, passava por entre nós, entre as cadeiras, e sentíamos apenas um roçar leve nas nossas pernas. A cortina sempre aberta para que todos pudessem ver o médium Golvim e o espírito materializado ao mesmo tempo. Geralmente se materializava um médico alemão, Dr. Kempler, que, segundo constava, era um médico-cirurgião, que morrera na Primeira Guerra Mundial, quando na retaguarda do campo de batalha, seu hospital de campanha, fora totalmente destruído por uma bomba inimiga. Diziam que morreu operando um soldado gravemente ferido. Na sessão de materialização, o brigadeiro Adil de Oliveira fotografou, usando infravermelho, as materializações e chegou mesmo a publicar um livreto sobre as aparições do espírito do Dr. Kempler.

Numa daquelas reuniões, eu cheguei a examinar ao mesmo tempo, Golvim e o espírito materializado de Kempler. Fui chamado pelo próprio espírito, que se dirigiu a mim num espanhol carregado e obtive sua permissão para examina-lo, como também para examinar o médium. Observei que Golvim, parecia estar em choque hipovolêmico, frio e com uma sudorese fina, pegajosa e persistente. Enquanto o materializado, vestido com uma bata branca, alva, como se houvesse luz tênue por trás dela e que descia até os seus joelhos, apresentava um pulso forte, a sua ausculta cardíaca parecia de uma pessoa de certa idade, pois havia clângor na segunda bulha aórtica, como se já exibisse sinais de arteriosclerose. A pressão arterial de Golvim, em transe, era baixa, em torno de 90X50, enquanto a da aparição situava-se em torno de 160X90. Esse meu exame foi presenciado por outros médicos e por todos os que estavam naquela reunião.

Noutras ocasiões, materializava-se mais de um espírito. O ectoplasma escorria no piso e dividia-se em três blocos, os quais gradativamente se concentravam para tornarem-se visíveis as três entidades materializadas. Numa dessas sessões, Carminha (minha esposa) estava presente e ela pode verificar a veracidade do fenômeno, quando os três espíritos foram se condensando, se formando, se materializando a poucos centímetros de onde nós estávamos com uma visibilidade e nitidez impressionantes.

Carminha fazia uma verdadeira barreira às minhas idas às reuniões e, com mamãe, criticava-me, chegando mesmo a levar ao ridículo minha crença espiritualista. Consegui, com algum esforço e muito trabalho, que ela um dia pudesse presenciar todo o fenômeno. Aquela noite parecia que tinha sido proposital e providencial. Carminha assistiu a todo o desenrolar da reunião e, mesmo apavorada, segurando forte as minhas mãos, teve de confirmar a veracidade transcendental dos fatos. Não deixou de ser católica praticante, mas, sua fé foi abalada, começando a respeitar e mesmo entender as teorias iniciais espiritualistas. Daquela data em diante, pude assistir às reuniões de materialização e freqüenta-las com tranqüilidade e continuar com as minhas idéias espiritualistas.

Cresceram meus laços de amizade com o Dr. Rômulo Cahú e com sua admirável esposa, Da. Conceição, como também com os freqüentadores habituais e particularmente com Golvim. Era convidado para assistir a qualquer reunião extraordinária, principalmente àquelas em que o espírito materializado de Kempler realizava operações e consultas.

O Dr. Pedro Correia de Andrade, velho médico, já com quase oitenta anos de idade e com seus mais de cem quilos, freqüentava com certa regularidade essas sessões de cura. Com seu exagerado peso, ele era acomodado numa cadeira especial de madeira maciça. A cadeira era pesadíssima e com seu ocupante ainda muito mais. Algumas vezes um espírito materializado de um caboclo carregava por trás a cadeira com o Dr. Pedro sentado e andava por toda a sala, com os protestos dele e de todos nós, pois procurávamos evitar uma queda desastrosa. Era inteiramente impossível que alguém pudesse ter aquela força descomunal, a ponto de carregar uma cadeira pesada por si só e ainda com mais de cem quilos em cima dela. No recinto não existia tal Hércules. Esse mesmo espírito vinha junto a mim e permanecia admirando o meu relógio de ponteiros luminosos. Às vezes parecia uma criança, brincando e dando cascudos nas pessoas. Sua fisionomia não era muito nítida, porém, víamos perfeitamente um cocar de penas em sua cabeça e em seu peito uma medalha redonda, presa por uma corda fina marrom, talvez de couro.

O Dr. Pedro era portador de uma insuficiência circulatória nos membros inferiores e recebia aplicações de luz vermelha de várias tonalidades de cor, que o espírito de Kempler materializava na hora, como uma bola brilhante que flutuava em suas mãos. Numa dessas aplicações, quando a aparição ajoelhou-se ao meu lado e do Dr. Pedro, eu, já preparado para isso, realizei a seguinte experiência: Levava de casa um tubo de ensaio e uma tesoura pequena de unhas. Quando o espírito se aproximou e ajoelhou-se ao nosso lado, cortei um pedaço de sua vestimenta e coloquei-a dentro do tubo. Tive a impressão, esfregando o fragmento com os meus dois dedos, de que o tecido era suave como se fosse um veludo e, ao mesmo tempo, macio como uma seda. No fim da reunião, quando a luz normal foi acesa, observei com todos os presentes que o tubo de ensaio nada continha. Estava completamente vazio. O ectoplasma esvaiu-se, evaporou-se totalmente. "Como?" – perguntávamos.

Segundo Enstein, "matéria é energia condensada" e segundo Leon Denis, "o fluido universal ou o fluido cósmico etéreo representa o estado mais simples da matéria, e sua sutileza é tal, que escapa a toda análise. É entretanto desse fluido, que procedem, mediante condensações graduais, todos os corpos sólidos e pesados que constituem a base da matéria terrestre". Leon Denis continua explicando: "Percorrendo sucessivos graus de sua rarefação, a matéria passa do sólido ao líquido, depois ao estado gasoso e, finalmente ao estado fluido. Os corpos mais duros podem assim voltar ao estado etéreo e invisível. Em sentido inverso, o fluido mais sutil se pode gradualmente se converter em um corpo tangível e opaco". Leon Denis finalmente conclui: "À medida que se rarefaz e se torna mais sutil, a matéria adquire novas propriedades potenciais de intensidade progressiva. Disso nos fornecem exemplos os explosivos, as radiações de certas substancias, o poder de penetração dos raios catódicos, a ação a grande distancia das ondas hertzianas. Por eles, somos levados a considerar o éter cósmico o meio em que a matéria e a energia se confundem, o grande foco das atividades dinâmicas, a fonte das inesgotáveis forças que a vontade divina impulsiona e donde se expandem, em ondas incessantes, as harmonias da vida e do pensamento eterno". William Crookes, descobridor da ampola de Crookes dos raios X, no seu livro "Fatos Espíritas", publicado em 1874, afirma, quando discorre sobre os fenômenos de materialização: "Não digo que isso é possível; digo: Isso é real!". Anos depois falecia Dr. Rômulo Cahú, com um infarto fulminante. O fato nos entristeceu. Golvim sofreu novo acidente automobilístico, vindo também a falecer, e finalmente, Da. Conceição Cahú, alguns anos após, desencarnou, rodeada de seus amigos e protegida pelos irmãos do além. Dizia Allan Kardec: "A primeira condição para se granjear a benevolência dos bons espíritos é a humildade, a abnegação e o mais absoluto desinteresse moral e material".

Gustavo Trindade Henriques*, "Saudade não tem passado", pág. 280 a 288, Recife (1997), Ed. da Universidade de Pernambuco (UPE). Apresentação de Arnaldo Assunção Filho**.

* Professor Dr. Gustavo Antônio Trindade Meira Henriques (1933 - ), Graduado em Medicina (1958) pela Faculdade de Medicina da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Ex-Chefe de Clínica Médica do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários (IAPB); Ex-Preceptor de Residência Médica no Hospital Barão de Lucena; foi Professor-Assistente da disciplina Terapêutica Geral na Faculdade de Medicina da UFPE e posteriormente Professor-Adjunto da mesma disciplina na Faculdade de Ciências Médicas da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco – FESP (atual Universidade de Pernambuco – UPE); Ex Vice-Reitor da UPE e Ex-Superintendente dos Serviços Médicos e Hospitalares da UPE. Agraciado com a medalha do Mérito Médico Maciel Monteiro e pela Ordem do Mérito dos Guararapes, Grau Oficial pelo Governo Estadual de Pernambuco. É membro da Academia de Médicos Escritores de Pernambuco.

** Professor Dr. Arnaldo Assunção Filho é médico psiquiatra, professor da disciplina de psiquiatria na Universidade de Pernambuco (UPE) e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para os cursos de graduação em medicina e psicologia.

 

* Poncy, 55 é engenheiro civil, administrador e psicólogo.

e-mail para contato: prmponcy@gmail.com

Observação: O autor da compilação dos textos solicita a quem tenha um original ou cópia xerox do opúsculo (relatório mimeografado) com fotos, produzido pelo Brigadeiro Adil de Oliveira, a entrar em contato com o mesmo pelo e-mail acima.

 


Caso tenham curiosiodade, alguns pequenos escritos nossos
poderão ser acessados através do "Recanto das Letras"
no seguinte link abaixo:

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=83153


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