Espiritualidade e Sociedade





José Wilson Malheiros

>      Alguns aspectos sobre o trabalho voluntário no Centro Espírita: Anotações sucintas


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José Wilson Malheiros
>      Alguns aspectos sobre o trabalho voluntário no Centro Espírita: Anotações sucintas

 

Não basta ser e se dizer Espírita. Sabemos nós que a Doutrina, por si só, não fabrica honestidade, lealdade etc, atributos que fazem parte do que conhecemos como bom caráter e que têm estreita ligação com o nível moral das pessoas, independendo, até mesmo, do patamar intelectual, social etc.

É por isso que é de fundamental importância saber selecionar quem vai trabalhar na Casa Espírita.

Sabemos nós que as Casas sofrem com falta de trabalhadores para os serviços mais urgentes, tais como limpeza, alguns serviços burocráticos, entre outros.

Mas não é por isso que, ansiosos, vamos admitir qualquer pessoa para laborar.

O termo que formaliza o chamado trabalha voluntário, por si só, nada garante.

Vigora no processo trabalhista o conhecido “princípio da realidade” que, em uma explicação rápida, significa que o juiz, ao apreciar uma causa, vai levar em conta principalmente a realidade do que acontecia no relacionamento das partes (dador de trabalho e trabalhador, propriamente dito) e não o que consta de papéis ou similares, que muitas vezes mascaram uma relação de emprego.

Então, repito, a assinatura de qualquer termo, formalizando o trabalho voluntário, pouco vai ajudar a prevenir que, na Justiça Trabalhista o Centro possa se eximir da relação de emprego.

É preciso, repito, selecionar pessoas.

Uma das características do contrato de trabalho é a chamada “onerosidade”. Por isso é que se deve evitar remunerar esse trabalho, não só com dinheiro, mas também com outros bens, tais como roupas, comida ou outra coisa, evitando que o trabalho seja desenvolvido a título oneroso.

A Carteira de Trabalho também, isoladamente, é prova relativa. Mas, apesar disso, jamais se deve assinar Carteiras. Se o trabalho é voluntário, não existe a figura do empregado e, então, não há Carteira assinada.

Talvez a principal característica do empregado clássico é a conhecida “subordinação hierárquica”, ou seja, o empregado trabalha subordinado a ordens, a fiscalizações etc.

Logo, nem pensar em cobrar freqüência, horários ou fazer exigências rígidas de tarefas. Procedimentos da espécie geralmente são fatais, principalmente se o “voluntário” (entre aspas, mesmo) não é confiável e não veste a camisa da Doutrina e do seu melhoramento espiritual.

Estas são as cautelas básicas. Não farão milagre, mas, estou certo, contribuirão para afastar muitos dos mal intencionados.




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