Moab José

>   Ciúme: medo e insegurança

Artigos, teses e publicações

Compartilhar

Moab José
>   Ciúme: medo e insegurança


Tido como "o lado amargo do amor" ou o "cupim da relação", o ciúme já causou, causa e continuará a causar a infelicidade de muita gente. O
ciúme nunca é saudável conforme pensam alguns.

Segundo o "Novo Aurélio", ciúme "é o sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém".

De acordo com a psicologia, "É o medo da perda. Uma das grandes causas do desrespeito, mágoa e separação de casais, um ciúme é um sentimento corrosivo que pode crescer a ponto de sufocar a saúde mental e física dos parceiros. Pode chegar ao ponto de causar danos de morte."

A medicina, em seus estudos mais recentes sobre a matéria diz que "o ciúme é uma emoção extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme normal e patológico". O ciúme considerado "normal" acontece num contexto interpessoal, isto é, entre o sujeito e o objeto. Já o ciúme dito "patológico" é intrapessoal, acontecendo apenas dentro do sujeito. Por isso mesmo é um importante campo de estudo para a psiquiatria, pois envolve riscos e sofrimentos, podendo gerar diversos transtornos mentais.

Resumindo, o ciúme pode ser traduzido por situações em que o ciumento perde a autoconfiança na capacidade de escolha do parceiro; tem medo de perder o controle sobre o parceiro e a relação; coloca o parceiro na mesma condição e importância do ar que respira; além, é claro, do medo de perdê-lo para outra pessoa.

O ciúme pode ter origem nas relações complicadas com o pai ou a mãe durante a infância; no mecanismo inconsciente em que procura reter o outro só para si; geralmente ele nasce da dependência e não do desejo de compartilhar com o outro.

O ciúme, finalmente, é ruim tanto para o ciumento como para quem é vítima dele. Leva as pessoas envolvidas pelo ciúme a vivenciarem situações ridículas e vexatórias. Sendo assim, é necessário primeiramente não negá-lo; depois, confiar nos parceiros e, para isso, o diálogo é essencial; elevar a auto-estima sabendo valorizar-se; quem zela, é bom lembrar, deve querer o bem do outro; muito cuidado com as "informações" dos "amigos"; se necessário, procure ajuda profissional.

Paz para todos!

 

Fonte: Fernanda Dannemann – Joel Coaracy – www.vaidarcerto.com.br.

Lar "Pouso da Esperança", São Luís/MA, outubro de 2006

 



topo