Espiritualidade e Sociedade



Alexander Jabert

>   Estratégias populares de identificação e tratamento da loucura na primeira metade do século XX: uma análise dos prontuários médicos do Sanatório Espírita de Uberaba

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Alexander Jabert
- Professor do Departamento de Psicologia / Universidade Federal de Sergipe
>   Estratégias populares de identificação e tratamento da loucura na primeira metade do século XX: uma análise dos prontuários médicos do Sanatório Espírita de Uberaba



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JABERT, Alexander. Estratégias populares de identificação e tratamento
da loucura na primeira metade do século XX: uma análise dos prontuários
médicos do Sanatório Espírita de Uberaba. História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, Rio de Janeiro, v.18, n.1, jan.-mar. 2011, p.105-120.



RESUMO

Pela análise de prontuários médicos de instituição para tratamento de alienados, dirigida por uma associação de seguidores do espiritismo de orientação kardecista, identificam-se as diferentes percepções e estratégias de tratamento e administração social da loucura desenvolvidas por setores da população brasileira na primeira metade do século XX, numa região interiorana do país.

Enfatiza-se o aspecto multidimensional da experiência da loucura, tomando-a como acontecimento sociocultural capaz de produzir diferentes análises e interpretações por grupos heterogêneos de atores sociais, que irão interpretá-la a partir de seus sistemas próprios de significação e entendimento.

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Fonte:
http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v18n1/07.pdf

JABERT, Alexander. Estratégias populares de identificação e tratamento da loucura na primeira metade do século XX: uma análise dos prontuários médicos do Sanatório Espírita de Uberaba. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 18, n. 1, Mar. 2011 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702011000100007&lng=en&nrm=iso>. access on 27 July 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702011000100007.

 

(trecho inicial)

Prontuários médicos caracterizam-se por oferecer rica fonte de informações para o pesquisador que trabalha no campo da história da loucura. Constituem instrumento privilegiado para a análise das atividades das instituições e de seus agentes terapêuticos, e propiciam melhor compreensão das experiências coletivas e individuais relativas à loucura.

Primeiramente, nos prontuários das instituições asilares destinadas ao recolhimento de alienados, o discurso sobre a loucura, seja psiquiátrico ou espírita, é apresentado de maneira diversa daquela encontrada nos textos que tratam do tema sob um ponto de vista estritamente teórico e que têm por objetivo produzir um sistema interpretativo que ofereça inteligibilidade para o fenômeno da loucura. Nos prontuários, esse discurso aparece operacionalizado pelo corpo médico-administrativo da instituição em sua forma prática de análise, interpretação e controle da loucura, além de estar atrelado a casos individuais e singulares que exemplificam a experiência cotidiana da loucura através da aplicação desse discurso a situações específicas.

Em segundo lugar, a análise desse tipo de documento permite identificar como o fenômeno da loucura era compreendido pelo grupo social em que o indivíduo considerado louco estava inserido, demonstrando como esse acontecimento era interpretado, que fatores eram considerados produtores da loucura e que tipo de procedimento deveria ser adotado quando ela se manifestasse. Permite também detectar quais atitudes e comportamentos exibidos por determinado sujeito eram identificados como sinais visíveis de sua loucura. Enfim, constitui oportunidade de vislumbrar a forma diversificada com que grupos de atores sociais heterogêneos detectavam, interpretavam e tratavam a loucura.

Durante minha pesquisa no Sanatório Espírita de Uberaba, foram localizados 1.851 prontuários de pacientes internados entre 1933 - ano da inauguração da instituição - e 1950. Para a elaboração deste artigo, foi realizada análise qualitativa da anamnese de todos os prontuários referentes a esse período, sendo selecionados os casos considerados exemplares para a descrição dos modos com que a população da região procurava identificar e tratar a loucura.

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