André Henrique

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"O Espiritismo, pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação."

 

O conhecimento tem avançado de modo surpreendente. As discussões a respeito da validade de conceitos e de métodos, estão invadindo os recintos universitários e freqüentado as prateleiras das livrarias.

Como conseqüência dessas perquirições, a crítica metodológica, que a tudo pretende validar, invadiu o terreno da Ciência e, de modo surpreendente, a própria Ciência, enquanto representação de conhecimento, tornou-se objeto de pesquisa e de crítica.

A partir de 1934, quando Karl Popper apresentou ao mundo o livro Logik der Forschung, primeira edição alemã de “A Lógica da Pesquisa Científica”, trouxe para o centro das discussões a própria Ciência e sua metodologia. Introduziu uma conceituação de que o critério da falseabilidade [2] poderia assegurar a cientificidade de um conhecimento, e ao estabelecer uma Ciência eminentemente dedutiva, assegurava que a validade de uma lei permaneceria estabelecida até que os fatos provassem onde e como ela estava errada. O conhecimento era tomado como científico por apresentar uma formalização que permitia identificar pontos onde poderia ser falseado, ou seja, pela indicação de fatos que caso ocorressem demonstrariam que aquele princípio estava errado, era falso. Foi um golpe extremamente doloroso para os que julgavam inabalável o conhecimento científico [3].

Àquela época, a Ciência já se havia estabelecido como o ponto focal do conhecimento humano e suas palavras eram, então, consideradas como verdades inconcussas sobre as quais não se necessitava mais questionar. Tais concepções, derivavam diretamente do conceito de Ordem e Progresso, linearmente estabelecidos pelo Positivismo de Augusto Comte — conhecimento feito só nos resta avançar.

A posição de Popper trouxe nova luz para o problema. A Ciência deixou de ser positivista e passou a uma fase mais criteriosa onde o método era o ponto fundamental para a validação dos conceitos, e o critério da falseabilidade definia o formalismo a ser empregado para os enunciados científicos.

Prosseguindo nesta análise da filosofia e metodologia das Ciências, em 1962, um professor de física com preocupações históricas e filosóficas — Thomas S. Kuhn — apresentou sua obra magistral The Structure of Scientific Revolutions — A Estrutura das Revoluções Científicas. Nessa obra Kuhn apresenta o conceito de paradigma [4] que, segundo ele, determinaria as interpretações da Ciência e determinava a maneira pela qual os cientistas propunham e resolviam problemas. Acrescentava-se um agravante ao problema levantado por Popper: quando os paradigmas mudam a certeza científica precisa ser revista; pois muitos de seus fundamentos se invalidam com a queda do velho paradigma.

A proposição de Kuhn tornou-se um conceito chave no domínio da Ciência. Todos começaram a pensar o mundo à luz da nova metodologia de paradigmas. Contudo, apesar de todos os problemas, a metodologia científica permanecia resguardada como a tradutora dos verdadeiros conhecimentos, e sua posição de destaque estava resguardada. A Ciência oficial mantinha sua supremacia de verdade ainda que submetida ao julgo dos paradigmas temporais.

Foi quando em 1975 Fritjof Capra lançou, qual fogo aterrador para o dogmatismo moderno, o seu The Tao of Physics — An Exploration of the Parallels Between Modern Physics and Eastern Mysticism — O Tao da Física — Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental, no qual declara de maneira surpreendente:

“O método científico de abstração é bastante eficiente e poderoso; temos, não obstante, de pagar um preço por esse método. À medida que definimos de forma mais precisa nosso sistema conceitual, à medida que damos a ele forma ‘aerodinâmica’ e fazemos as interligações cada vez mais rigorosas, nosso sistema torna-se cada vez mais desligado do mundo real. “ [5]

Foi como um pesadelo para os teoréticos da metodologia. O método científico, ao mesmo tempo que permitia ao homem manipular a Natureza e as coisas, distanciava-o delas por aproximá-lo dos signos [6] da percepção, que estavam submetidos a leis que talvez não existissem para a Natureza. Onde estava, então, a verdade que a Ciência estabelecia?... Ou mais ainda, haveria verdade? A Ciência poderia capturá-la?

Capra propõe que o misticismo oriental aproxima-se da realidade através da experiência direta. Que através da intuição liberta, isenta do conservadorismo da linguagem e das restritas percepções dos sentidos, o homem oriental percebe a verdadeira natureza das coisas. Considerava ainda que a Física moderna guarda grandes relações com este estado de espírito.

É nesse mesmo contexto que um outro gigante, colaborador e crítico de Thomas Kuhn na confecção de “A Estrutura...”, Paul K. Feyerabend, não satisfeito em demonstrar as restrições da metodologia científica, coloca-se contra ela, em seu hoje famoso Against Method — Contra o Método. Feyerabend afirma, em última análise, que Ciência é ideologia, mera formalização de conceitos simbólicos aceitos por uma comunidade para propor e abordar certa ordem de fatos. Propondo que

“(...) não podemos descobrir o mundo a partir de dentro. Há necessidade de um padrão externo de crítica: precisamos de um conjunto de pressupostos alternativos ou — uma vez que esses pressupostos serão muito gerais, fazendo surgir, por assim dizer, todo um mundo alternativo — necessitamos de um mundo imaginário para descobrir os traços do mundo real que supomos habitar, (e que talvez não passe de outro mundo imaginário). (...) Temos de inventar um sistema conceptual novo que ponha em causa os resultados de observação mais cuidadosamente obtidos ou (que) com eles entre em conflito, que frustre os mais plausíveis teóricos e que introduzam percepções que não integrem o existente mundo perceptível” [7].

Feyerabend considera, dessa forma, que a multiplicidade de abordagens metodológicas (“O único princípio que não inibe o progresso é: tudo vale”) é a maneira mais adequada de se produzir conhecimento científico, e acrescenta:

“Todas as teorias do saber (científico) decorrem da pergunta: que é conhecimento e como ele pode ser conseguido?(...) Em conseqüência, o contato entre a Ciência e a epistemologia torna-se mais tênue e, finalmente, desaparece por completo. (...) Ninguém reconhece que podem existir formas várias de conhecimento e que talvez seja preciso fazer uma opção.”[8]

Esta a posição em que o conhecimento científico foi deixado: uma forma de conhecimento. Retirando-lhe o caráter de absoluto, Popper, Kuhn e Feyerabend promoveram, por ironia do destino, uma desmistificação do conhecimento científico. Conhecimento esse que merece ser considerado por aspectos muito amplos, livres do espírito de sistema, que a tudo pretende submeter à estreiteza analítica de uma metodologia científica, que se baseia em pressupostos subjetivos e convicções pessoais, mas que não obstante, pretende se impor com ares de verdade universal. A posição dos três gigantes da metodologia não deixa espaço para dúvidas em torno da posição do saber científico. Colocam-no como uma abordagem a mais, que o homem utiliza para representar e manipular conceitualmente o universo em que vive.

Acreditamos ser esse o motivo que levou Allan Kardec, ao considerar o problema metodológico da Ciência (“...enquanto ciência...” — dirá ele) a destacar a necessidade de desmistificar o saber totalitário das corporações científicas, que se julgam de posse de verdades absolutas. Diz ele:

“Para muita gente, a posição das corporações científicas constituí, senão uma prova, pelo menos forte presunção contra o que quer que seja. Não somos dos que se insurgem contra os sábios, pois não queremos dar azo a que de nós digam que escouceamos. Temo-los, ao contrário, em grande apreço e muito honrado nos julgaríamos se fôssemos contado entre eles. Suas opiniões, porém, não podem representar em todas as circunstâncias uma sentença irrevogável. (...)

“Com relação às coisas notórias, a opinião dos sábios é, com toda razão fidedigna, porquanto eles sabem mais e melhor do que o vulgo. Mas no tocante a princípios, a coisas desconhecidas, essa opinião quase nunca é mais do que hipotética, por isso que eles não se acham, menos que os outros, sujeitos a preconceitos. Direi mesmo que o sábio tem mais prejuízos que qualquer outro, porque uma propensão natural o leva a subordinar tudo ao ponto de vista donde aprofundou seus conhecimentos: o matemático não vê prova senão numa demonstração algébrica, o químico refere tudo à ação dos elementos, etc. Aquele que se fez especialista prende todas as suas idéias à especialidade que adotou. Tirai-o daí e o vereis quase sempre desarrazoar, por querer submeter tudo ao mesmo cadinho: conseqüência da fraqueza humana.” [9]

A posição de Kardec é extremamente lúcida. Sem pretender submeter o conhecimento humano ao saber científico, sabe dar a este o crédito devido sem submeter-se, contudo, às estreitezas metodológicas que ele impunha no século XIX. Vislumbrando, no Espiritismo, uma nova ordem de fatos e de idéias, soube comparar e medir, ponderar e refletir, no sentido de estruturar um pensamento progressista em torno da questão espiritual. O mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, a partir de Kardec, foi submetido às leis da natureza e subtraído ao domínio do maravilhoso e do sobrenatural. Consciente, porém, da falibilidade do conhecimento humano, afirmou Kardec:

"O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam o apoio e a comprovação. [10]" (grifos originais)

E acentuando o caráter progressista do pensamento espírita, acrescentou:

“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificará nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”[11]

E para que não reste a menor sobra de dúvida acerca da posição do próprio Kardec em torno do que estava escrevendo, é ele mesmo que acrescenta numa nota de rodapé ao texto anterior:

“Diante de declarações tão nítidas e tão categóricas, quais as que se contém neste capítulo, caem por terra todas as alegações de tendência ao absolutismo e à autocracia dos princípios, bem como todas as falsas assimilações que algumas pessoas prevenidas ou mal informadas emprestam à doutrina. Não são novas, aliás, estas declarações; temo-las repetido muitíssimas vezes nos nossos escritos, para que nenhuma dúvida persista a tal respeito. Elas ao demais, assimilam o verdadeiro papel que nos cabe, único que verdadeiramente ambicionamos: o de mero trabalhador.”[12]

Essas afirmações de Kardec tornam muito clara a postura do Espiritismo diante da Ciência e qual o seu relacionamento com ela, isto porque em seu caráter de ciência o Espiritismo não difere dos procedimentos experimentais. É Kardec que o afirma:

"Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam que não puderam ser explicados pelas leis conhecidas; ele (o Espiritismo) os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega às leis que os rege; depois deduz-lhe as conseqüências e busca as aplicações úteis."[13] (grifos nossos)

Vale destacar que Kardec introduz o termo “ciência positiva” para referenciar o movimento positivista que buscava nos fatos a validação dos conceitos teóricos. O que não implica que o Espiritismo aceite a metodologia positivista como proposta de trabalho. Antes, o caráter da revelação espírita, aditado por Kardec, é definido em termos claros:

“Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira porque foi providencial o seu aparecimento e não resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca das coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las. Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e de iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.”[14] (grifos originais)

Importa ressaltar a nuança que Kardec coloca na definição do caráter da revelação espírita. Colocando o Espiritismo como tendo sido revelado pelos Espíritos nos seus fundamentos básicos, Kardec assenta os princípios básicos para além da mera percepção humana, coloca-os num nível de percepção mais abrangente qual o dos Espíritos libertos da aparelhagem corporal e, de certo modo, antecipa Feyerabend quando este afirma:

“(...) não podemos descobrir o mundo a partir de dentro. Há necessidade de um padrão externo de crítica: precisamos de um conjunto de pressupostos alternativos ou — uma vez que esses pressupostos serão muito gerais, fazendo surgir, por assim dizer, todo um mundo alternativo — necessitamos de um mundo imaginário para descobrir os traços do mundo real que supomos habitar, (e que talvez não passe de outro mundo imaginário).” (vide nota 7 na página 2)

Ocorre, porém, que o padrão percebido por Kardec e colocado pelos Espíritos, não provinha de um mundo imaginário, mas real. Submetendo-se a conceitos externos, de fora do mundo material os homens podem se inteirar “das coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las” — as coisas espirituais.

Metodologicamente, contudo, o Espiritismo não procede de acordo com o fideísmo dogmático, antes, por instrução dos próprios Espíritos deve-se criticá-lo, compará-lo, submetê-lo aos exame dos fatos e das conquistas das demais ciências. Porque só assim poderá auxiliar o homem no seu crescimento individual e coletivo.

Esta é a posição de Kardec. Está a posição do Espiritismo. Esta a nossa posição.

É preciso observar a Doutrina Espírita com olhar crítico. Urge estudá-la e compreendê-la para aplicar-lhe os conceitos acertados, e modificar-lhe os que por acaso estejam errados. Não podemos nos submeter ao julgo da crença cega por que o Espiritismo veio nos subtrair do reino do sobrenatural. Aos que desejam criticá-lo, eis o caminho mais acertado: demonstrar-lhe os erros. Uma vez demonstrados ele prosseguirá com as novas verdades.

É urgente pensar Kardec, e estudá-lo. Pois tempo virá em que ele será considerado, como Newton e Darwin, como Einstein e Bohr, um revolucionário da ideologia científica. Será reconhecido como o responsável pela proposição de um novo paradigma — o espiritual, e pela apresentação de uma nova abordagem para o conhecimento humano — uma abordagem que considera o homem para além dos limites da representação corporal e o faz vislumbrar o conhecimento sob os olhos do Espírito. Este o trabalho de Kardec, este o seu mérito: o de pesquisador. Cabe-nos agora dar prosseguimento na tarefa de modificar o mundo com os conhecimentos adquiridos pelo Espiritismo, e estudá-lo. Estudá-lo e desenvolvê-lo para que possa esclarecer a sociedade acerca da vida espiritual e fazer com que a Humanidade entre numa nova era, a de progresso moral, que lhe é conseqüência. “A força do Espiritismo está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão e ao bom senso.”[15]

NOTAS:
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[1] - KARDEC, Allan - A Gênese. p. 44. FEB 24ª ed. Rio de Janeiro. 1982.

[2] - Sobre o Critério da Falseabilidade diz Popper:

“(...) só reconhecerei um sistema como empírico ou científico se ele for passível de comprovação pela experiência. Essas considerações sugerem que deve ser tomado como critério de demarcação não a verificabilidade, mas a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recursos a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico.” - K. R. Popper In A Lógica da Pesquisa Científica. p.42. 4ª ed. Ed. Cultrix. São Paulo. 1989.

[3] - Era o caso do Positivismo de A. Comte, que admitia uma progressão linear no conhecimento que, uma vez estabelecido, fundamentava o desenvolvimento de outros conhecimentos sem ser mais alvo de crítica ou preocupações de validação. A esse respeito consultar a obra “Para compreender a Ciência”. ANDERY, Maria Amália/ et al. cap. 21. EDUC. São Paulo. 1988

[4] - Kuhn define paradigma: “Considero paradigmas as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.” - In A Estrutura das Revoluções Científicas. p. 13. 3ª ed. Ed. Perspectiva. São Paulo.

[5] - CAPRA, Fitjof. O Tao da Física - Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental. p. 33. 5ª ed. Ed. Cultrix. São Paulo. 1987.

[6] - As teorias não passam de signos formais através do quais abstratamente o homem observa e compreende a Natureza.

[7] - FEYERABEND, Paul K. Contra o Método. p. 43. 3ª ed. Francisco Alves Editora. Rio de Janeiro, 1989.

[8] - FEYERABEND, Paul K. Contra o Método. p. 318. 3ª ed. Francisco Alves Editora. Rio de Janeiro, 1989.

[9] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. p.28. 71ª ed. FEB. Rio de Janeiro. 1991.

[10] -KARDEC, Allan - A Gênese. p. 21. 24ª ed. FEB. Rio de Janeiro. 1982.

[11] - KARDEC, Allan - p. 45. 24ª ed. FEB. Rio de Janeiro. 1982.

[12] - idem.

[13] - KARDEC, Allan - A Gênese. p. 20. 24ª ed. FEB. Rio de Janeiro. 1982.

[14] - idem. pp.19 e 20.

[15] - KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos. p. 484. 71ª ed. FEB. Rio de Janeiro. 1991.

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