Espiritualidade e Sociedade



... Luiz Carlos Formiga

> Deus me livre!


Artigos, teses e publicações

 

 



Impossibilitados de matar Deus, com base em dados objetivos demonstrados racionalmente, os ateus só podem fazê-lo por decreto: “Deus não existe”. Acontece que desta forma ficamos diante de uma relação de coação, onde um dos pólos impõe sua forma de pensar. Esta é uma afirmação, não provada, baseada num dogma de fé, uma ideologia racionalista. Da falsa premissa, da inexistência de Deus, tiram suas conclusões. O perigo é que delas surgem projetos de lei e decisões judiciais.

Com o recente artigo publicado no Jus Navigandi, fevereiro de 2008, se pode pensar que no Brasil estamos caminhando para um Estado com “religião oficial”, deixando de ser laico para ser ateu. http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10911

O que nos deixa perplexos é que “se Deus não existe tudo é permitido”, desde o aborto até a eutanásia.

“Deus não existe”. A afirmação choca até aquela criança pequena que está em transição da heteronomia para a autonomia. Ela responderia: “Deus não existe, porque não quer!”

O Constituinte Original, no preâmbulo da nossa constituição, deixou claro que o Estado é laico, mas não é ateu: "Promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil" (CRFB 88).

A mente do homem pode ser incapaz de compreender a essência de Deus, mas pode procurar reconhecê-lo através de seus atributos. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento a obra das suas mãos”.

Nossa CRFB 88 consagra como direito fundamental a liberdade de religião.

O Estado deve proporcionar um clima de perfeita compreensão religiosa sem intolerância ou fanatismo, não devendo existir nenhuma religião oficial, mas sim a garantia ao livre exercício de todas elas.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/sob-deus.html

Para os espíritas, há uma Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas e o homem é conceituado como um ser de natureza biológica, psicológica, social e espiritual. Um ser singular dotado de historicidade e de livre arbítrio, encontrando-se em processo evolutivo contínuo.

O espírito encarnado é o agente que direciona toda a organização biológica, podendo por ela ser influenciado, mas lhe dá finalidade. Como conseqüência surge para nós o compromisso com a formação integral do homem. Na sua educação utilizamos conteúdos que valorizam a grandeza do espírito imortal e empregamos métodos e técnicas que valorizam a essência do ser.

Uma nova ordem de idéias é necessária para uma nova ética comportamental. Para Jesus foi imprescindível deixar a noção da imortalidade. Esta é a base da doutrina do Cristo que a demonstrou, sob o ponto de vista prático, em inúmeras oportunidades.

Hoje percebemos que sem o conhecimento das diversas evidências científicas que apontam para a imortalidade da alma, não tem sentido falar-se em regras dirigentes da conduta, em escala de valores, em livre decisão.

Entre nós existem projetos de lei que encontram forte oposição entre os que chegaram a esta consciência desperta. Precisamos reconhecer que alguns projetos equivocados poderão ser aprovados se o Estado for ateu e não laico.

Existem interesses externos? Algumas Fundações são apontadas.
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10911

Enfatizamos que não deve existir nenhuma religião oficial, mas a garantia do livre exercício de todas, incluindo a religião onde “Deus é o individualismo e o paraíso se encontra no prazer material”.

Na atualidade, Sinhô poderia dizer: “Deus me livre dos políticos, e seus cartões de crédito corporativo, de hoje em dia! Desprezam o homem só por causa da orgia”.

Na fábula, onde os bichos de boca grande não entrariam no céu, o sapo fazendo biquinho foi “político” ao afirmar: “coitado do jacaré!”. Num Estado ateu coitado do Zigoto!

Política é coisa complicada. Vamos dar um exemplo.

Sobre o mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá que decidir sobre a oitiva do Presidente (Lula). Isto porque o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) está no banco dos réus e decidiu arrolar o Presidente (não sabia) como sua testemunha.

Alega o réu que falou sobre o mensalão ao Presidente na presença de dois de seus ex-ministros; do atual presidente da Câmara e ainda do atual Ministro coordenador político do governo. Este coordenador político é do PTB, onde o réu (Jefferson) é presidente nacional.

O relator do processo no STF, que vai tomar a decisão de arrolar Lula como testemunha, é Joaquim Barbosa.

Em 7 de maio de 2003 o Presidente encaminha ao Senado Federal o nome do senhor Joaquim Benedito Barbosa Gomes, escolhido para exercer o cargo de Ministro do STF.

Política é difícil de entender, mas “é a arte de produzir o bem de todos”. Deus me livre do Estado Ateu e do aborto! Diz o espírito ainda zigoto. O Ministério da Reencarnação adverte, o ateu fundamentalista faz mal à saúde.


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