Espiritualidade e Sociedade



Ana Catarina de Araújo Elias

>   A Inclusão acadêmica da Espiritualidade nos tratamentos da área de saúde
 
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Ana Catarina de Araújo Elias
> A Inclusão acadêmica da Espiritualidade nos tratamentos da área de saúde



Doutora em Ciências Médicas, UNICAMP


No século XX, a inter-relação entre soma e psique tornou-se fato aceito pela comunidade acadêmica e, em torno da década de 1990, começaram a aparecer publicações no cenário científico internacional da área médica, indicando a importância de se incluir nos tratamentos médicos convencionais, além dos aspectos biopsicossociais, os espirituais, sugerindo a necessidade de estudos sistemáticos sobre a inclusão da religiosidade / espiritualidade na área de saúde (KOENIG, 2005; KOENIG, 2004a; KOENIG, 2004b).

Em relação às intervenções que utilizam Espiritualidade, em geral chamadas de Terapias Complementares ou Alternativas, e que incluem as técnicas de Relaxamento e Visualização como também a Oração, Exercícios, Terapia de Ervas, Cura Espiritual, Histórias, Musicoterapia, Coquetéis de Vitaminas, Grupos de Auto-Ajuda, Aromaterapia, Massagem, Reflexologia, Shiatsu, Aconselhamento, Arte-terapia, Acupuntura, Homeopatia, Florais, Terapia da Dignidade, Yôga, Tai-chi, Qi, Reiki e Gigong, encontramos estudos referentes ao uso destas intervenções em pacientes de diversas clínicas.

Apresentamos a seguir um resumo das clínicas encontradas na revisão da leitura da nossa tese de doutorado (ELIAS, 2005) e que estão fazendo uso das Terapias Alternativas / Complementares.

 

Resumo das clínicas que estão fazendo uso das Terapias Alternativas / Complementares.

TERAPIAS ALTERNATIVAS-COMPLEMENTARES NA CLÍNICA
/ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• Cardíacos e cirurgia cardíaca. (GRUNBERG et al, 2003; KENNEDY et al 2002; AI e BOLLING, 2002; KRUCOFF et al, 2001; ASHTON et al, 1997).
• Recuperação de processos infecciosos, traumas físicos ou sofrimentos psicológicos. (MONEY, 2001).
• Indução e manutenção do sono como higiene noturna. (RICHARDS et al, 2003; DOLLANDER, 2002).
• Redução do estresse e desenvolvimento da espiritualidade de profissionais da área de cuidados paliativos, de estudantes de enfermagem e profissionais da saúde em geral. (FORTUNE e PRICE, 2003; MARR, 2001; BROWN-SALTZMAN, 1997; LINDOP, 1993; THOMAS, 1989; LA GRAND, 1980).
• Pacientes terminais. (HILLIARD, 2005; CHOCHINOV et al, 2004; ELIAS e GIGLIO, 2002; DOUGLAS, 1999; MILLISON e DUDLEY ,1992).
• Câncer adulto e pediátrico. (KRONENWETTER et al , 2005; SAMANO et al, 2004; HENDERSON e DONATELLE, 2004; PEACE e MANASSE, 2002; HOSAKA et al, 2001; BURNS et al, 2001; WYATT et al, 1999; VAN DER RIET, 1999; FERNANDEZ et al, 1998)
Alteração de alguns comportamentos de drogadição. (BORRIE, 1990-91).
• Unidades de emergência. (ROLNIAK et al, 2004).
• Transplantados de pulmão. (MATTHEES et al, 2001).
• Cursos / Orientações para enfermeiros, médicos, profissionais da saúde. (HESSIG, ARCAND, FROST, 2004; MAMTANI e CIMINO, 2002; HOLT-ASHLEY, 2000; TURNER et al, 1995).
• Portadores de desordens músculo-esqueléticas. (LUSKIN et al, 2000).
• Síndrome da fatiga crônica. (SHIN e LEE, 2005).
• Pacientes enlutados. (HOULDIN et al, 1993).
• Recuperação de pacientes. (SCHERWITZ et al, 2005; KAMIENESKI et al, 2000; TAYLOR, 1997; HAWKS et al, 1995).
• Dor: neuropática crônica, crônica nas costas, câncer. (ARNSTEIN, 2004; SPIEGEL e MOORE, 1997; SMITH, AIREY, SALMOND, 1990).
• População geral. (KRONENWETTER et al, 2005).
• Pacientes suicidas. (BIRNBAUM e BIRNBAUM, 2004).
• Torcicolo. (GERARD et al, 2003).
• Instrumento para medir espiritualidade na clínica médica em geral. (ANANDARAJAH e HIGHT, 2001).
• Idosos. (LOWIS e HUGHES, 1997).

 

Em relação às Terapias Alternativas e Complementares nas diversas clínicas, embora os autores recomendem a realização de novos estudos para uma melhor compreensão dos resultados alcançados através destas, observamos, frente ao Quadro-Resumo acima exposto, que é crescente o interesse e o uso destas terapias pela população, assim como a inserção das mesmas nas diversas áreas da medicina pelos profissionais.

No Brasil, SILVA (2005) alerta-nos que o profissional responsável pela elaboração de currículos na área médica não pode ignorar estas práticas, cabendo algumas reflexões. A primeira é selecionar o que de bom a medicina alternativa nos oferece. A segunda é pensar como colocar este contexto no aprendizado para que o estudante o conheça e adquira espírito crítico para uma seleção positiva a favor do doente. A terceira é reconhecer, humildemente, que a alternativa está atendendo mais eficazmente a relação médico-paciente do que a alopatia, cabendo ao profissional de saúde recuperar este recurso no atendimento à população e integrando-o ao uso adequado da tecnologia. Conclui que o currículo dos cursos da área de saúde não pode ignorar a medicina alternativa.

Em relação ao trabalho com pacientes terminais desenvolvemos uma Intervenção Terapêutica intitulada Relaxamento, Imagens Mentais e Espiritualidade (RIME). A estruturação da RIME foi iniciada em 1998, quando começamos a trabalhar com crianças e adolescentes com câncer em fase terminal, e observamos sofrimento psicológico e espiritual importante nestes doentes (ELIAS, 2003). Denominamos este sofrimento de Dor Simbólica da Morte, representada pela Dor Psíquica (medo do sofrimento e humor depressivo) e pela Dor Espiritual (medo da morte, medo do pós-morte, idéias e concepções negativas em relação ao sentido da vida e à espiritualidade, culpas diante de Deus).

Entre 1999 e 2001, através de nossa dissertação de mestrado, operacionalizamos a Intervenção RIME através do trabalho com mulheres adultas com câncer em fase terminal (ELIAS, 2001). Nesta dissertação observamos que a Dor Espiritual é prevalente e mais relevante que a Dor Psíquica, perante a iminência da morte, e que o trabalho apenas com a Dor Espiritual é suficiente para proporcionar maior serenidade e dignidade ao paciente no processo de morrer. Observamos que o medo do sofrimento é uma das expressões do medo da morte e o humor expressivo se refere às idéias e concepções negativas em relação ao sentido da vida. Por esta razão, passamos a trabalhar apenas com a Dor Espiritual.

Entre 2002 e 2005 desenvolvemos em nossa tese de doutorado (ELIAS, 2005) um Programa de Treinamento sobre a Intervenção RIME, que disponibilizou um curso para aplicação de uma terapia para pacientes terminais que se encaixa na modalidade complementar e alternativa, obedecendo às normas acadêmicas para o seu desenvolvimento e contribuindo assim para a inserção desta modalidade de atendimento nos Guias Curriculares de Graduação e Pós-Graduação. Além de disponibilizar o curso acima citado, nesta tese também estudamos a experiência de profissionais de saúde na aplicação da RIME e a experiência dos pacientes na re-significação da Dor Espiritual, durante a aplicação desta Intervenção.

Nosso estudo de doutorado foi desenvolvido a partir de metodologia acadêmica apropriada e é pioneiro ao propor e testar um programa de treinamento sobre uma intervenção que trabalha a questão da espiritualidade, mas as limitações, como ausência de grupo controle e tamanho da amostra, devem ser consideradas. Novos estudos deverão ser realizados para uma melhor compreensão da experiência do profissional na aplicação da Intervenção RIME, principalmente no que se refere à compreensão das vivências de natureza espiritual, e também para uma melhor compreensão dos elementos da Intervenção RIME, que favoreceram a experiência de re-significação da Dor Espiritual dos doentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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