Claudio C. Conti

>    Mediunidade e Loucura - Como distinguir limites e diferenças

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Claudio C. Conti
>    Mediunidade e Loucura - Como distinguir limites e diferenças

 

As pessoas que são acometidas de experiências mediúnicas podem apresentar pensamentos e sensações que, quando não devidamente identificados, devido à falta de conhecimento do próprio indivíduo, familiares e médicos, podem culminar em consequências desastrosas. Nós ainda temos a tendência de analisar as situações sob uma ótica baseada nos conceitos do século XIX, considerando tudo como sendo regido pelas leis da Física Clássica. A esta tendência, costuma-se denominar de "visão newtoniana", pois é muito mais fácil para a mente humana, elaborar pensamentos sobre assuntos com os quais estamos envolvidos no nosso cotidiano e objetos concretos, do tipo que podemos ver e sentir. Os conceitos de matéria e espaço sofreram mudanças drásticas e é importante que também o ser humano seja visto em uma conotação diferente: como processo dinâmico, pois ele não é apenas um conjunto de órgãos materiais submetido a reações químicas e processos elétricos.

Joanna de Ângelis, no livro O Ser Consciente, diz que "Os avanços da Física Quântica, a Relatividade do Tempo e do Espaço e a Teoria da Incerteza abriram perspectivas psicológicas dantes sequer sonhadas, tendo-se em vista o conceito do vir-a-ser". Diz ainda que "somente quando estudado na sua plenitude - espírito, perispírito e matéria - podem-se resolver todos os questionamentos e desafios que o compõe...".

Com estas considerações em mente, retornemos ao assunto principal.

Quando uma pessoa começa a ingerir bebidas alcoólicas, após alguns goles surge uma sensação peculiar.

Antes ainda do estado que se costuma chamar de "tonto", ela tem a impressão de estar como que flutuando e parece que se encontra fora da realidade.

Fixemos nossa atenção nesta sensação.

Consideremos, agora, uma pessoa que, sem ingerir qualquer quantidade de álcool, seja acometida, subitamente, de sensação muito parecida com a descrita acima e que a freqüência com que ocorre vá, gradativamente, aumentando. Após algum tempo, a sensação vem acompanhada de pensamentos estranhos, que não se consegue entender, pois tem-se a "certeza" que tal pensamento não lhe é próprio. Com o passar do tempo, estes pensamentos se tornam mais fortemente estabelecidos na mente, e a "certeza" de outrora torna-se a "dúvida" de hoje.

Várias explicações são elaboradas: estresse, cansaço, preocupação... O estresse é uma boa escolha: doença da moda, nada que umas vitaminas e descanso não resolva. Só que não resolveu. Passa-se então para a terapia.

As sensações são, agora, também acompanhadas de certas ações e trejeitos, além de atos e palavras sem uma razão aparente. Ocorrem mudanças bruscas de humor sem motivo algum. Deixa de ser "estresse" para se tornar "depressão".

A terapia não está ajudando muito. Faz-se necessária alguma atitude mais "forte". Inicia-se, então, o tratamento com antidepressivos leves. Após algum tempo, a pessoa é também acometida de fortes dores de cabeça e logo aparecem as convulsões. Aumenta-se, então, a dosagem dos antidepressivos.

Por fim, considerado louco por aqueles que o cercam, o indivíduo é relegado aos cuidados de uma enfermeira ou clínica especializada. Segundo O Livro dos Médiuns, "médium" seria a "pessoa que pode servir de intermediária entre os Espíritos e os homens". Contudo, em menor ou maior escala, todos são médiuns. É claro que, em alguns, a mediunidade se apresenta de forma ostensiva, enquanto que, em outros, ocorre de forma sutil, imperceptível. Portanto, todos estão sujeitos ao assédio de espíritos desencarnados, mas, para o médium não educado, é como se mantivesse a porta permanentemente aberta, sem vigilância, podendo qualquer um entrar.

A obsessão, que é a ação persistente de um espírito sobre outro, começa de forma imperceptível, e vai aumentando gradativamente, tecendo uma teia em que o indivíduo se enlaça.

A literatura Espírita está repleta de livros tratando de obsessão e desobsessão, auxiliando espíritos que se encontram a braços com esta moléstia ainda tão comum nestes dias e que se apresenta nas mais variadas intensidades.

Chegará o dia em que todos os profissionais da saúde considerarão a obsessão como uma das causas da loucura e, aplicando-se o tratamento adequado, o quadro poderá se reverter, libertando não apenas o doente encarnado, mas também o doente desencarnado.


Fonte: http://www.cema.org.br/Artigo15.htm

 




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