Espiritualidade e Sociedade



José Reis Chaves

>      A Mulher não é Ovípara

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José Reis Chaves
>   A Mulher não é Ovípara



Existe na nossa sociedade de cultura ocidental judaico-cristã um trauma, ou seja, o do pavor que a sociedade tem de ver uma mulher solteira ficar grávida e, conseqüentemente, o de ela vir a ter um filho. É que o judaísmo e o cristianismo sempre condenaram exageradamente a sexualidade fora do casamento. No entanto, antes de haver religiões e casamentos no mundo, nossos ancestrais já tinham seus filhos, sem o que não poderíamos existir!

Deixando de lado esses traumas de pecados da sexualidade fora do casamento, presentes ainda em nosso inconsciente coletivo, e que foram e são ainda responsáveis por tantos abortos, convém dizer aqui que o aborto constitui falta grave contra as leis espirituais divinas e naturais.

Há dois tipos de vida, ou seja, a vida em estado potencial e a vida atualizada. Um grão de feijão é uma vida em estado potencial de um pé-de-feijão. Ao ser colocado na terra úmida, ele brota e se torna a vida atualizada de um pé-de-feijão, mesmo ainda antes de ele chegar à superfície da terra. Também com relação aos seres ovíparos que nascem de ovos, podemos dizer que essas duas vidas existem. Por exemplo, o ovo galado de galinha é uma vida de um pintinho, mas apenas em estado potencial. Esse ovo só vai se tornar uma vida atualizada de um pintainho, depois de ser submetido a uma temperatura apropriada debaixo duma galinha ou numa chocadeira, pelo tempo de 21 dias. Assim, pois, a destruição de um ovo, mesmo galado, não é a destruição da vida de uma avezinha, a qual, por enquanto, só existe no ovo em estado potencial.

Mas como a mulher não é ovípara, a vida do feto nela é atualizada dentro dela mesma, desde o instante da concepção. Conseqüentemente, se ela eliminá-lo, mesmo que ele seja ainda um embrião, ela está destruindo uma vida humana já atualizada, cometendo, pois, um infanticídio e se tornando uma verdadeira assassina do seu próprio filho inocente e indefeso, quando ela, até pelo instinto, deveria protegê-lo!

 



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