Marcus Vinícius de Azevedo Braga

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Marcus Vinícius de Azevedo Braga
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A questão da juventude é emblemática. Jovem é isso, jovem é aquilo. Ao jovem atribuem o céu e o inferno, a esperança e a desventura... Entretanto, o que é ser jovem espírita? O que me diferencia dos outros ostentando esse adjetivo?

Em um estudo realizado no início do ano de 2010 com os jovens da nossa casa, aqui em Brasília-DF, resolvi consultar vários amigos, jovens da década de 80/90 e hoje adultos, já “homens feitos”. Perguntei-lhes o que significou em suas vidas ter sido um “jovem espírita”.

Vejamos as respostas, que interessantes:

1. "Foi descobrir que o corpo envelhece, mas o espírito pode ser sempre jovem";

2. "Ter sido um jovem espírita significou muita coisa... Mas hoje significa ser uma adulta melhor. Mais equilibrada, mais lúcida com uma família maior, de amigos profundamente amados";

3. "Me ensinou a ser ‘gente grande’";

4. "Ter sido um jovem espírita foi viver intensamente com alegria, responsabilidade e compromisso com o próximo";

5. "O Espiritismo me deu os elementos necessários para que eu escapasse com tranquilidade das muitas 'armadilhas' que se apresentam à vida dos jovens (tais como: álcool, drogas, sexo sem responsabilidade, ócio...) e construísse uma família e uma carreira sobre bases sólidas";

6. "Ser um jovem espírita significou saber as razões para ter certeza de qual caminho seguir em todas as bifurcações que a vida me apresentou. E também saber quando fiz a escolha errada...";

7. "Vivia e vivo minha juventude buscando ser uma pessoa cada vez melhor comigo e com os outros e sabendo das minhas responsabilidades para com o mundo em que eu vivo";

8. "Ser jovem espírita é percorrer no presente uma estrada que aponta pro futuro, e que, se a gente precisar acertar o rumo quando este futuro chegar, poderá fazer do passado o presente, e assim nos apontar de novo a direção do futuro";

9. "Na minha vida, ter sido jovem espírita significou segurança, equilíbrio e uma diretriz correta e indispensável para a minha formação para a idade mais adulta";

10. "Ter sido um jovem espírita me deu forças e coragem suficiente para atravessar as intempéries da vida, caindo e levantando, mantendo a fé na providência divina";

11. "A Doutrina Espírita foi ferramenta essencial para entendimento da vida, da minha família, dos meus problemas e do mundo de forma geral. Guia certo nas escolhas, incertezas e decisões... Foi Ela que me aproximou de Deus e que me ajuda a ser uma pessoa melhor!";

12. "Na minha vida, ser jovem espírita significou ter um grupo de amigos com uma visão de mundo comum - uma compartilhada certeza na existência de uma força maior que nós, de uma razão maior para viver, de um lugar neste e no outro mundo";

13. "Efetivamente, posso garantir que hoje minha ética, minha vivência de vida são retas em virtude de grandes discussões, amigos e livros com os quais tive contato ao longo de minha vida espírita";

14. "As imagens, emoções, vibrações que vivenciei naqueles momentos da minha vida, continuam presentes no hoje, me amparando, guiando e fortalecendo. Sou uma pessoa melhor do que jamais teria sido se não tivesse vivenciado todas aquelas experiências...";

15. "Para mim, ter sido um Jovem Espírita significou ter uma juventude intensa, sem por isso ser negligente. Aprendi a trabalhar em equipe, a humildade de pedir e fiz grandes amigos. Revelou-me a realidade espiritual e também a realidade da miséria material do mundo".

Esses depoimentos, carregados de sentimentos em cada linha, revelam a grande experiência que foi para cada um deles ter sido um jovem espírita atuante. Foi uma experiência profunda, que marcou as suas vidas e ajudou-os a erigir no templo interior de cada um, a sua tabela de valores.

Uma vivência que rendeu alegrias e dores, que fez cada um ser forte e ao mesmo tempo, mais humano. Um caminho seguro que revelou a realidade da vida, ao mesmo tempo em que mostrou a importância de se sonhar com um mundo melhor.

Mas, por que falar disso? Por que buscar no passado dessas pessoas esses significados? Talvez porque você jovem que nos lê não tenha percebido o tesouro que repousa em suas mãos, que é pertencer ao movimento espírita. Um tesouro que só tem valor se soubermos mergulhar na sua essência. Se não, pode se converter em uma prática exterior e fria, distante de nosso coração.

Fica a reflexão sobre que significado tem na nossa vida ser um jovem espírita. Como temos lidado com a nossa espiritualidade? Assunto proveitoso para pensarmos, como Espírito imortal que somos, na longa trajetória da evolução.

 

Fonte: O Consolador - http://www.oconsolador.com.br/ano4/173/marcus_braga.html

 


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