A arte da adivinhação acompanha
o ser humano há séculos, bem antes da vinda do Cristo,
que instituiu a regra básica da mediunidade:
"dar de graça o que de graça recebeste".
A adivinhação tem íntima relação
com o mediunismo, que é diferente de mediunidade. Acerca disto
é preciso fazer diferenciação: mediunismo e mediunidade.
O mediunismo é a prática empírica, sem fundamentos
rígidos e seguros que acarretem o necessário controle
sobre a recepção da ação espiritual, sob
as diversas formas de atuação (psicográfica, psicofônica,
inspirada, oratória, curativa, transmissão de fluidos
ou passe, materialização, etc.), a fim de que a comunicação
seja o mais fiel possível, com o menor grau de deturpação
por parte dos elementos que se combinam para sua produção:
o espírito, o médium e o ambiente. Já na mediunidade
conduzida pelas orientações de Kardec tudo isso é
considerado. Por exemplo, o objetivo para que nos dirigimos ao plano
espiritual. Se for fútil (ambições, materiais,
prognósticos, curiosidade mesquinha, etc.), atrairemos espíritos
inferiores afins com tais níveis de interesses.
Um caso real ocorrido, há 32 anos atrás, na família
de um companheiro nosso, ilustrará bem essa situação.
Sua tia materna sempre se sentiu atraída a consultar os adivinhadores
de sorte e na visita a um deles fez a indagação se sua
mãe iria se sair bem em uma cirurgia já marcada. A pessoa
informou que sim, mas que haveria uma futura segunda operação.
Como anunciado, a primeira operação foi um sucesso, mas
devido um excesso por parte da senhora houve a necessidade de uma nova
intervenção cirúrgica. Confirmado o presságio
feito, sua tia retornou para saber como ocorreria e aí instalou-se
o pânico, quando veio a revelação de que desta tudo
bem, mas haveria uma terceira que seria fatal. Assim ocorreu. A senhora
foi submetida a uma terceira operação. Foi um verdadeiro
pandemônio. Toda família em polvorosa e a única
tranqüila era a senhora, que dizia: "gente, se chegou a hora
tudo bem". Toda família foi motivo de chacota por parte
dos espíritos zombeteiros, que na verdade se prevaleceram da
prova prevista da senhora e se utilizaram daquela "médium
desorientada” (cartomante) para instalar aquela agonia. Hoje a
senhora está entre nós com 85 anos.
Diz-nos Kardec que os espíritos nada mais são do que os
homens destituídos do corpo, nenhuma mensagem que deles se originem
deve ser recebida pelos encarnados como INFALÍVEL, principalmente
se o médium não cuida das condições morais
pessoais e dos objetivos que o mova ao intercâmbio com os espíritos.
GRUPO ESPÍRITA APRENDER, AMAR E
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